Mais um curso, mais uma certificação, mais uma ferramenta pra aprender. A sensação de que parar é ficar pra trás já virou parte do dia a dia de muita gente.
Mas e se a questão não for acumular competências e sim reconhecer as que você já tem? Num cenário onde a IA faz o repetitivo e o mecânico, o que sobra pra gente é justamente o que não pode ser automatizado: sensibilidade, presença, capacidade de se relacionar e de criar. O desafio não é competir com a máquina, é lembrar o que faz de você, você.
Talvez a pergunta mais importante não seja qual profissão vai sobreviver, mas que tipo de relação com o trabalho é sustentável pra quem ainda precisa dormir, amar, errar e simplesmente existir.
Num mundo que não para de acelerar, ter a Vida Simples na mesa de cabeceira é um jeito de desacelerar com intenção. No mês de maio, assine a revista com um descontão: 15% off usando o cupom MAES15 em vidasimples.co/assine.
Matéria do @gustavoranieri e artes internas da @ilustracoesadrianaalves
O mundo do trabalho está mudando mais rápido do que conseguimos acompanhar. A inteligência artificial entrou em cena, funções inteiras estão sendo redesenhadas, e a sensação de que precisamos nos reinventar o tempo todo já virou uma espécie de ruído de fundo na vida de muita gente.
Mas e se o caminho não fosse correr atrás de tudo que muda, e sim se ancorar no que é seu? A edição de maio da Vida Simples aposta nisso: num cenário instável, cultivar habilidades e ampliar repertórios é o que dá firmeza interior.
Neste mês, conversamos com @leandro_karnal sobre o medo como instrumento de dominação e sobre o que significa resistir numa época saturada de informação. Visitamos@inhotim Inhotim, onde arte, natureza e educação se encontram há 20 anos. Descobrimos por que as refeições em família fazem tanto bem, além de nutrir. Entendemos o que está por trás do retorno do vinil. E aprendemos com a tradição japonesa a enxergar a própria casa como um lugar de cuidado e presença.
Também conversamos sobre algo que exige mais coragem do que parece: mudar de opinião.
Nas colunas, @murilogun , @garbindaiana , @rossandroklinjey , @denisefragaoficial , @edianeoribeiro , @anaclauquintanaarantes e Jacqueline Pereira (@gente.deverdade ) seguem com seus olhares sensíveis e verdadeiros.
A edição de maio já está no ar. Que ela te lembre do que você tem de mais seu. Para receber todo mês em casa, assine em vidasimples.co/assine.
Em vez de reprimir a raiva, penso que olhar para o que ela quer nos contar é de uma potência valiosíssima. Bater um papo mesmo, sabe? E usar essa energia bastante propulsora para criar novos desfechos para nós. Seja uma decisão importante, seja um texto, seja uma expressão artística. Sinto que, especialmente para as mulheres, dar espaço para a raiva e sentir o que ela quer te contar é quase como libertar aquela garotinha que foi, desde cedo, domesticada para ser boazinha, nunca contestar, nunca desagradar.
💌 Conteúdo publicado originalmente na newsletter Simplesmente Vida. Cadastre-se no link da bio ou direto ali nos destaques para receber semanalmente em seu email as cartas exclusivas da @deborazanelato .
6 dicas para restaurar sua energia 🍃
Tem se sentido cansado, sem energia? No vídeo de hoje, trago dicas práticas pra que você possa restaurar essa energia, se sentir vivo e bem consigo mesmo.
Se proponha a fazer um pouco a cada dia e vai perceber como sua vida pode mudar.
É no simples que voltamos pra nós 🍃
Faz sentido pra você?
O que a gente diz quando um menino chora? E quando ele quer brincar de boneca? As respostas que damos, mesmo sem pensar muito, vão moldando o tipo de adulto que ele vai se tornar.
Educar meninos para além dos estereótipos não precisa ser uma conversa pesada. A literatura infantil oferece personagens que sentem medo, pedem ajuda, cuidam do outro e choram quando precisam, sem que isso diminua nada neles. Pelo contrário.
Separamos oito livros que abrem caminho pra falar sobre emoções, igualdade e afeto com as crianças de um jeito leve e natural. Salva pra quando bater a dúvida de por onde começar.
Você desejou muito aquilo, conseguiu, e poucos dias depois já estava pensando no próximo passo. O brilho foi embora antes de você conseguir aproveitá-lo. Conhece essa sensação?
Tem uma explicação pra isso, e não é falta de gratidão. O cérebro é orientado à busca, não à permanência. Quando a conquista chega, ele se adapta rápido e já pede outra coisa. Agora soma isso a uma cultura que apagou o conceito de “suficiente” e que transforma pausa em falha, e o ciclo fica difícil de quebrar.
A saída não é anular o desejo, é mudar a forma como a gente se relaciona com ele. Talvez o exercício mais importante seja separar quem você é daquilo que você produz, e aprender a reconhecer o que já faz parte da sua história antes de correr pro próximo objetivo.
Você acorda, desliza o dedo pela tela e em poucos minutos já carrega o peso de guerras, crises e discursos de ódio. A sensação de que tudo está desmoronando virou tão rotineira quanto o café da manhã. Mas será que o mundo está mesmo pior, ou a gente só está mais exposto?
@diegoborgesb conversou com o historiador @leandro_karnal para colocar as coisas em perspectiva na edição de maio da Vida Simples. Pra Karnal, o medo não é apenas um sentimento, é um produto. Existe uma máquina que fabrica incertezas porque elas geram dividendos. Apavorar sempre foi estratégia de dominação.
O caminho? Duvidar da fonte, duvidar do poder, distinguir opinião de fato. E talvez, como ele sugere, rir um pouco de si mesmo. Pensar, nesse cenário, não é só um exercício intelectual. É um ato de coragem.
@rossandroklinjey já viu famílias que lidaram com uma pizza, um filme, um aniversário. Um feriado prolongado foi mais do que suficiente para que uma certa convivência revelasse o que estava logo abaixo da superfície: a falta de disposição para suportar diferenças sem transformar o outro em inimigo. É curioso e doloroso. O desacordo é aceitável enquanto está espremido em algumas horas. Mas, quando a vida pede um tempo prolongado juntos, o afeto torna-se refém de um assunto.
Mas há uma pergunta que serve como um tipo de alarme: daqui a dez anos, quem estará ao seu lado em um funeral? Quem irá confortá-lo durante aqueles dias cansativos quando o corpo se exaure, quando as más notícias chegam, quando o medo aperta?
Por isso, ele dá um recado: ninguém se sustenta sozinho por muito tempo. Somos seres gregários. Precisamos uns dos outros para viver bem e ter força diante da vida.
Queimar barreiras emocionais por causa de candidatos é uma forma de imaturidade psíquica. É confundir convicção e identidade, conversão de opinião em sentença. Coincidir não precisa significar concordar.
É preciso maturidade para reconhecer que a dignidade do outro é mais substancial do que a facilidade com que nos apressamos para vencer debates.
Nenhuma eleição deve ser uma herança de silêncio. Discordar, mas não desumanizar. Porque, afinal, a vida é longa demais para se transformar em um deserto por causa de um caminho que nem era nosso.
A coluna completa está no nosso site: vidasimples.co.
A gente foge da inveja como se ela fosse um defeito de caráter. Mas ela pode ser um sinal. Será que essa pessoa está fazendo algo que você gostaria de fazer?
Falando o que você gostaria de ter falado?
Os sentimentos que a gente não acha nobres muitas vezes sinalizam o que é mais importante pra gente.
@fabianascaranzioficial fala sobre reinvenção, coragem e recomeço no episódio 5 do PodSer Simples, um podcast da @vidasimples .
▶️ Assista no YouTube e Spotify. Link na bio.
Paula Roosch (@paularoosch ) não vende “alta performance emocional”. Seu foco está na autoconsciência aplicada à vida real. Nesta entrevista, ela propõe um critério simples (e difícil): diferenciar movimento de excesso. A partir daí, entra no quanto a gente toma decisões para ser validado, e o quanto isso cria uma vida cheia de compromissos que não geram utilidade, pertencimento nem impacto.
Ela chama isso de “bússola”: paz e angústia como sinais do corpo e da mente sobre o que está (ou não) alinhado com os próprios valores, e lembra que desacelerar pode ser é recalcular rota.
O que sua “bússola emocional” tem te dito ultimamente: paz ou angústia? Conta nos comentários.
#VozFutura #VidaSimples #HistoriasqueInspiram
Em maio, o Caleidoscópio nos convida a olhar de dentro para fora – e de fora para dentro. Uma curadoria de @wilson_dellisola que atravessa museus, palcos, livros e vozes que valem ser ouvidas com atenção.
Tem Es Devlin na @casabradesco até 27 de julho, com seis instalações que colocam o público dentro da obra; Irineu Nje’a Terena no @macusp com uma exposição sobre resistência e ancestralidade indígena até 28 de junho; @monicasalmasooficial em show intimista em Aracaju no dia 16; e @tresmulheresaltas em Porto Alegre nos dias 5 e 7 de junho.
O @museudalinguaportuguesa na Estação da Luz também está em cartaz, com 20 anos de história e uma mostra sobre o funk como expressão das periferias até 30 de agosto.
Pelas páginas dos livros, leituras sobre autenticidade, reconexão interior, os primeiros dias da maternidade e paternidade, e a sabedoria Yanomami contada para crianças.
Que este Caleidoscópio, cheio de dicas, acompanhe o mês com beleza e presença.
A autoconfiança não aparece do nada. Ela se constrói a cada passo que você dava antes de dar. A cada e-mail que você não tinha coragem de mandar. A cada decisão que você tomou mesmo com medo.
Quem fica parado esperando se sentir pronto nunca vai se sentir.
@fabianascaranzioficial fala sobre reinvenção, coragem e recomeço no episódio 5 do PodSer Simples, um podcast da @vidasimples .
▶️ Assista no YouTube e Spotify. Link na bio.