a história do água santa é a história de diadema. o clube que nasceu nos campos de várzea da cidade chegou à final do paulistão, ganhou o primeiro jogo e tem chances reais de ser campeão. só quem é de diadema consegue sentir tudo que o água representa pra cada um de nós.
contei um pouquinho da história do clube pela visão dos torcedores que acompanham o time desde o começo em uma reportagem para o @showdoesporte , apresentado pela dupla @glendakozlowski e @eliajunior .
foi ao ar no domingo e ficou lindona 💛
2 de dezembro. dia de celebrar o samba: a nossa terapia popular. cantamos clássicos em rodas por aí na palma da mão e no compasso do coração. se estamos aqui hoje é porque a velha guarda pavimentou o terreno com muita luta e suor – e sem perder a cadência e o sorriso. mas hoje vou falar da @resenhadossujos_oficial , que toda segunda à noite faz o vila nogueira derramar samba na mesa. como canta moacyr luz: “segunda-feira é das almas, é bom também de sambar. dê uma vela pro santo, a outra pra vadiar”. e é sob a bênção da vadiagem que a resenha dos sujos vem abrindo espaço para antigas e novas composições de sambistas e poetas de diadema e região. acredito que não vamos deixar o samba morrer por conta desse tipo de iniciativa. @dentinhodooxossi , @paulinhobanjo e todos que fazem a resenha acontecer constroem um movimento cultural necessário e que, provavelmente, vai gerar muitos frutos. que venha cada vez mais samba autoral por aí. seja na segunda ou qualquer dia da semana, em diadema ou não, vamos cantar com a alma e o coração. iremos celebrar nossa ancestralidade e lembrar sempre dos nossos eternos sambistas, mas também respirar o ar da mocidade que existe em cada nova composição.
dezembro de 2024. quase 150 mil passos entre falésias, dunas e o maior cajueiro do mundo. incontáveis mergulhos entre golfinhos, peixinhos e tartarugas marinhas. o litoral mais belo que meus pés já tocaram 💛
um gole de água, um gole de cachaça, um gole de amor.
há uma semana um amigo falou pra mim: “diego, pra gente você é o carnaval”. fiquei com isso na cabeça. na quarta de cinzas, quando encontrei minha vó, a primeira frase que ela disse foi: “você viu que a beija flor ganhou?”, com um sorriso lindo de orgulho. acho que uma das minhas primeiras memórias de carnaval é ainda criança passar madrugadas assistindo os desfiles das escolas de samba do rio e de são paulo com ela. buscar na própria história fragmentos que me fazem ser o que sou é um exercício que tenho feito cada vez mais. corta pra 2025. esse carnaval foi diferente. foi intenso de uma forma nunca sentida antes. em uma viagem inesperada, caí no pré-carnaval do rio. chorei ao ver o cordão do boitatá tocando “carinhoso” em frente à casa do choro. no mesmo dia, conheci uma das pessoas mais lindas que já vi. ela é trompetista e ama o carnaval tanto quanto eu. quem não gosta do som do trompete e de um amor de carnaval? conheci mais um tanto de pessoas incríveis na cidade que sinto saudades quase todos os dias. em são paulo, vi a a vai vai amanhecer na avenida bem de pertinho chorando e cantando que pra ver o samba amanhecer, só no bixiga pra ver. recebi arruda em mãos pra ver a mocidade alegre desfilar. também retomei relação com uma amiga incrível e essa aproximação veio na hora certa para os dois. momento delicado para os dois. rede de apoio para os dois. cheguei cedinho pra ver a charanga do frança distribuir amores pelas ruas. conheci mais um tanto de pessoas incríveis. o carnaval é a nossa festa. ninguém tira. a gente precisa dela todo ano para encarar a vida dura dos outros tantos dias. esconder, mas também curar feridas com confete, serpentina e purpurina. aliás, só consegui escrever esse texto depois do navio pirata no pós-carnaval. é o único bloco que quase nunca tenho foto ou vídeo. ali eu deixo tudo. até a última gota de suor num mantra sendo levado por um furacão de gente. entre uma roda e outra declaro amor para meus amigos. olho no olho. pra casa só volta o corpo, a alma fica lá. volto pra reencontrá-la ano que vem.
essa foto é de 6 de agosto de 2022. dona maria, minha vó e matriarca da família, e o thiago, meu irmão mais velho e minha referência na vida, fazendo o bolo de aniversário do jeferson, meu irmão mais novo e meu xodózinho. nesse momento eu tenho certeza que estava tocando “como dois e dois”, do álbum “roberto carlos 1971”, o preferido da minha vó. thi sempre coloca esse disco quando vai cozinhar com dona maria. eu já perdi a conta de quantas vezes abri essa foto e busquei nela conforto. um conforto que a gente sempre busca junto em minha família, em nossa comida. no alimento. o que preparamos para nos alimentar com quem amamos. minha mãe aprendeu a fazer arroz com dona maria, thiago aprendeu a fazer arroz com minha mãe, eu aprendi a fazer arroz com o thiago. azeite pra refogar o alho. fritar um pouquinho o arroz pra ficar soltinho. colocar água e esperar. paciência. “duas águas, beleza?”, lembro como se fosse hoje o dia que o thi me ensinou. aprendo muito com ele. enfim, essa foto é só pra exemplificar o que emicida disse: “quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo”. e na correria louca da vida, me reencontro quando num sábado qualquer eu cozinho com o thi entre alguns bons goles de cerveja para molhar as palavras e outros bons goles de samba. seja para nossa mãe, nossa avó, nosso irmão, nossa tia, nossos amores, nossos amigos. todos aqueles que em nosso lar se sentem em casa 💛