Juliana Floriano

@florcaliandra

🐸 feminista 🌺 polinizadora da ginecologia autônoma 🏞 cuidadora de casa 🌿 raizeira 💆 doula 💩 enematerapeuta 👶 parteira 📖🔭 pesquisadora 💫 professora
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Aqui fizemos um comunicado muito importante sobre os legados de Dona Flor. Agradecemos a compreensão de todos (as)! Abaixo, consta a lista de Enematerapeutas que seguem o método de nossa mestra, dentre aprendizes diretas dela e aprendizes de suas aprendizes: Ana Carolina @anacarolterapeuta Adriana Ribeiro @enemamedicinal Cláudia Macarena @munay_cuidardesi Daniela Flores @juntoaocaldeirao Deija Morais @moraisdeija Fernanda Fingoli @fernanda_fingoli Gabrielle Bragatto @enematerapia Juliana Floriano @florcaliandra Lidi Omilèwá (Supriya) @raizeiraquantica Luara Leão @luara.mtc Nádia Duquelo @nadia_duquelo Nalu Mendes @mendes.nalu Silvia Dias Brites @corpofertil.naturezadesi Thais Memo @thaismemo Alice Amabile @alicefadadalua Catarina Cabral @catarinacabrals Clara Vasconcelos @claravasconceloss2 Cristina Alves @cristinaalvesoficial Inaiá de Mar @inaiademar Nefer Auset @nefer.auset Rafaela Pimenta @ruah.rafapimenta Shirlei Jacinto @s.h.i.r.o___ Susana Maria @susanamariae Thainá Padilha @soldemadalena Lairton Martins @lairton.bueno Pria Garcia @nayuraveda.br Isabela Nodari @folhaflorefruto_ Deborah de Carvalho @mulheresdepachamama Giulia Frota @giuliafrota
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6 months ago
No cerrado as flores chegam bem antes da primavera, anunciam os frutos que já começam a dar. Nas comunidades daqui o tempo é de se ajuntar, rezar e celebrar a vida. O sol esquenta mais, anunciando o fim do inverno, mas a noite ainda tá fria...o vento venta mais, forrando o chão de folhas e flores. Cai folha, nasce flor e fruto, tudo ao mesmo tempo. E num é assim o movimento da vida? Tem vezes que dá pra ser tempo de limpar.....depois tempo de florir... depois tempo de frutificar.... tem vez que é tudo junto, e isso também é viver em ciclo com a natureza. Por aqui, aprendendo cada vez mais dela e com quem guarda o bem viver. Hoje é domingo, vc já sentou na varanda e ficou só olhando o tempo? Estando ou não em companhia, só sentar lado a lado e estar, sim, "sem fazer nada". Precisamos desses tempos. 📸 flor do pequi 📸 Romaria no Vão de Almas- território kalunga
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9 months ago
Inauguração do Memorial Flor do Moinho A história de Dona Flor está sendo mantida viva por familiares e amigos que acreditam no seu trabalho, agora é possível revisitar histórias, visualizar objetos e roupas de Dona Flor no memorial que funciona ao lado de sua farmácia natural que atende a comunidade e visitantes por toda vida de Dona Flor. A ideia surgiu a pedido de sua filha @moraisdeija com a ajuda das aprendizes de Dona Flor e da Casa de Saberes Tradicionais Flor do Moinho, associação criada por Dona Flor com o intuito de manter seus saberes vivos.
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9 months ago
Inauguração do Memorial Flor do Moinho 🌸 2 anos da passagem de Dona Flor e pra manter ela sempre viva em nossos corações, vamos inaugurar o memorial com belas e fortes lembranças de nossa matriarca. Quando? 10 de Agosto de 2025 Onde? Chácara Lírios dos Vales (casa de Dona Flor) - Povoado Moinho Horário? Das 15h às 19h #parteira #parteria #raizeira #donaflor #chapadadoaveadeiros #quilombola #matrizafricana
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9 months ago
Ver tudo desmoronar com fé de que algo novo virá A vida nasce do kaos da decomposição da matéria, isso é adubo. (re)começar começando do início: que nome te deram? Qual energia ele carrega? Qual você escolhe manter? Prazer, eu me chamo Juliana. Quem me conheceu como dju, ou como Flor, foi bom enquanto durou. Voltei a origem, guiada pela firmeza de tudo que é de meu caminho. Da melodia na voz de Gilberto Gil veio a inspiração, e a ela retorno junto com aquela que me nomeou(mamãe). Ver tudo ruir é a chance de se re-colocar no mundo, aprender um novo ritmo de dançar a vida. Observe o que já foi, o que já não é mais, você não precisa ocupar os mesmos lugares, quais você escolhe? Quais escolhem você? Como você estará neles? Qual ritmo te guia? Como está a sua dança a-go-ra? Respira, quem é você agora? Sem ilusão, reconstrução dá um trabalhão rssss! Já pensou os detalhes? Como vai colar cada caquinho? Quais que não encaixam mais e precisam sair? A coruja ensinou no piar da noite, observe, observe, 360 graus, planeje, ajeita as asas, e só então você está pronta pra voar! Tem momento que não dá mais pra gastar voos que podem te derrubar. Agradeço aos povos da floresta guardiãs de tantos saberes, agradeço artecurandeira pelo cotidiano mágico real, agradeço à natureza em mim e ao redor. Tempo rei, ensinai o que eu ainda não sei. Transformai as velhas formas do viver. Banhada em chorume doce eu escolho a vida. corte de cabelo @thayaraujohair foto caliandra @naturarts_raiz_ancestral
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10 months ago
O futuro é ancestral. Como branca nascida no meio urbano e desde criança muito sensível às injustiças e opressões entre humanos e entre humanos e “a natureza”, busquei durante muito tempo “formas alternativas” de viver e de sonhar um outro mundo. E foi nas culturas tradicionais que eu pude sentir esperança e aprender caminhos. mesmo sendo tataraneta de Clementina, indígena da Bahia(que por causa da colonialidade eu até hoje não sei o povo.), seus saberes só chegaram a mim depois que eu mudei alguns hábitos... com-viver em comum-unidade com mestras e mestres, sejam idosos ou crianças, me trouxe mais aprendizados do que 100 livros que eu já tenha lido na vida. Visitar aldeias, navegar o rio Envira e ver com meus próprios olhos que a floresta está de pé nessas aldeias e que foi destruída nas terras dos nahuá (não indígenas) foi mais intenso que todos os dados e mapas que eu já tenha visto que mostram que é nos territórios indígenas que a biodiversidade ainda encontra espaço. Sem romantização, que também é racismo falar em pureza indígena, são aldeias e pessoas com suas contradições e lutas diárias, mas que com certeza guardam e praticam saberes que podem trazer mais felicidade para humanos e não humanos. E aí, você já foi a uma aldeia indígena? Sabia que muitas recebem visitantes e tem turismo comunitário? Que tal sair da visão estereotipada e ir se conectar com aquelas/aqueles que estão literalmente segurando o céu pra não cair na nossa cabeça? Você segue indígenas aqui nas redes? Acompanha as lutas? Muito se pode aprender…. E como você pode apoiar a luta indígena? Primeiro escute o que elas/eles tem a dizer, depois pense/sinta qual o seu lugar aí. Comece por @apiboficial e @anmigaorg Hoje é [reconhecido pelo Estado] dia dos povos indígenas, mas….todo dia é dia dos povos indígenas. demarcação já! Nas fotos: Com Sirianê na Aldeia Kene Merá_ Povo Shanenawa; com a pajé Baxiku e sua família atrás no barco no rio Envira; com Baxiku na floresta da aldeia Burun Paepa(Boa Vista) do povo Huni Kuin; pajé Bainawa e sua neta também na aldeia Burun Paepa e pintando a barriga na aldeia Mẽ Nia Ibu Isaka, povo Huni Kuin.
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1 year ago
dizem que hoje é dia mundial da água....e todo dia não é dia dela? a água nos banha, limpa, hidrata, cozinha os alimentos, nutre as plantas que nos sustentam.... a maior parte do nosso corpo é água (e também por isso, a lua nos influencia como às marés). e ainda que não possamos viver sem ela, construíram cidades interrompendo seu fluxo, destinando resíduos que poluem a seus cursos: os humanos ao longo da história buscaram se assentar próximos à água potável, mas nos últimos 500 anos muitos fizeram cidades de costas pras águas, e não ao redor delas. reverter (parcialmente)isso é plenamente possível, já tem exemplos e tecnologias que podem ser usadas....só falta a consciência de quem acha que não veio dela.... compartilho essa foto tirada das alturas: o encontro do sol com água, as veias da terra iluminadas, um rio é um ser vivo que contém inúmeros outros seres! eu sou filha das águas as águas me dão a vida salve as águas as águas benditas
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1 year ago
Esperançar... os brotos das folhas de samambaia sempre me emocionam....a foto talvez não capte tamanha beleza em ver esses brotos se desenrolarem... entendi que além de pura emoção, esses brotos me dão esperança, me fazem esperançar. eles estão sempre nascendo ali, acompanhando as folhas mais velhas, e se desenrolando de vagarzinho... tenho acompanhado muita gente deprê, muita gente sentindo o peso dos desafios da vida, além do cenário mundial e local que presenciamos.....no particular e no político. eu mesma tenho visitado esse lugar de as vezes só ver as dificuldades, os desafios, os desrespeitos, as tristezas da vida.... e aí esperançar onde há tristeza e apatia é tão necessário quanto organizar a raiva e defender a alegria. as samambaias me ajudam muito!!! 🌿 há uma semana tive uma dose altíssima de esperança no @festivallatinidades !!! nunca imaginei que você presenciar ao vivo sister nancy! Que presente!!! poder vê-la, ouvi-la, junto a maravilhosa dj @savana.mesmo e dançar junto com pessoas queridas! Lá dama blanche, que presença!!!! Além da música incrível....Bia Ferreira, quanta inspiração! se perceber parte de um coletivo que sonha um mundo parecido ao que você sonha, é muuuuito esperançador! presenciar várias gerações de minas pretas muito incríveis, que tocam profundo com sua arte, é muito esperançador! Estar ao lado de afetos queridas e querides é muito esperançador! hoje foi dia de mais uma perda....e apenas me preparo para um ano sem minha amiga e mestra....mas os brotos de samambaia sussurram ao ouvido dance com a alegria das anciãs( de um poema de @tatiananascivento que fala da alegria das anciãs e sabeoria das erês)....num gesto atemporal dancei com a sister nancy e seu Dedé e dona Flor. esperançar.... esse verbo tem sido cada vez mais necessário. O que faz você esperançar?
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1 year ago
Eu amo (parte da) a seca no cerrado... é muito inspirador ver tantas cores brotarem em flores, frutos, no céu e nas águas. às vezes elas veem em ondas....uma onda de lilás, outra de amarelo, outra de branco... às vezes elas tão juntas e misturadas. e cada pôr do sol é um espetáculo único! e o que falar dos deliciosos frutos, cajuzim, pequi mangaba....como pode tão suculentos nascer e crescer sem uma gota de chuva? me encanto com esses encantos... esses dias atendi 4 mulheres curadoras. fazia meses que eu não atendia com enema, e aproveitei as férias escolares para fazer algo que nutre minha alma. atender essas 4 mulheres que trabalham com cura e com plantas me fez perceber mais ainda como o autoamor é um desafio. em alguma medida, todas nós reconhecemos a importância de cultivar e nutrir o autoamor.....mas parece que a maior parte do tempo priorizamos cuidar de todos os outros seres, muitas vezes anulando nossas necessidades de cuidado. pra não dizer quando nos priorizamos e nos sentimos egoístas por isso... tenho cada vez entendido que autoamor é um caminho, e que não é só se olhar no espelho e se admirar, é esse caminho de realmente estar alinhada com aquilo que nutre o corpo e a alma. e mesmo sendo autoamor, não é um caminho que se anda se só..... que as cores da seca do cerrado possam inspirar autoamor por aí...
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1 year ago
ontem, 4 dias depois do dia nacional da parteira tradicional, eu assinei minha primeira DNV como parteira!🎉 celebro por todas as que vieram antes e as que virão! pra quem não sabe, a DNV é a Declaração de Nascido Vivo, documento utilizado para o registro civil em cartório de recém nascidos/as. já fazem muitos anos que esse direito da criança vem sendo ferido, mães e pais que optaram por um parto domiciliar com parteira tradicional não conseguem registrar suas filhas e filhos com facilidade. além de ser uma situação que vai contra o direito da/o recém nascido e de qualquer cidadão ou cidadã, é um impedimento que serve como perseguição ao trabalho das parteiras tradicionais. Mais que isso, é uma realidade que contribui para o epistemicídio das parteria tradicional no Brasil, ou seja, o projeto de aniquilar esse conhecimento e sua prática por pessoas que não são profissionais da saúde. Quem controla a distribuição dessa declaração são as Secretarias de Saúde que geralmente a disponibilizam para hospitais, ou para médicos/as e enfermeiras/os obstetras que atendem parto domiciliar. Mas muitas vezes dificultam seu acesso às parteiras tradicionais. A DNV tem um campo específico para sinalar se o parto foi assistido por parteira, médico/a, enfermeira/o ou outro. Para gerar dados corretos sobre nascimento no registro do Sistema Único de Saúde é necessário que esse dado seja corretamente preenchido. E não é o que vem acontecendo! Muitas mães e pais tem que buscar vias alternativas para registrar suas filhas/os, e os dados de nascimento ficam errados, apagando mais uma vez as parteiras da história, pois não consta como parto assistido por nós. Em alguns municípios há um bom diálogo entre a Secretaria de Saúde e as parteiras, mas em muitos não. Essa realidade precisa ser mudada. As parteiras tradicionais seguimos vivas e ativamente atendendo partos em casa. Somos herdeiras das que vieram antes de nós e resistiram à tentativa de monocultura do parto. O direito das crianças deve ser respeitado! Se você está tendo dificuldades com o registro de sua filha/filho procure o conselho tutelar da sua região, se não for resolvido, procure ajuda de movimentos sociais.
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2 years ago
eu não conheci Julieta Hernandez @utopiamaceradaenchocolate antes de seu assassinato, mas nos últimos dias comecei a ouvir vários relatos de sua vida, memórias de sua companhia. senti meu corpo estranho, peito apertado, entendi que minha alma estava ferida. alma viajeira, alma bicicleteira, alma brincante, alma livre... as memórias começaram a brotar e selecionei algumas imagens de instantes espalhados nos últimos 17 anos: memória de andar de bike pela cidade e poder perceber melhor os detalhes da vida (2016-2018); memória de viajar a duas com mochila nas costas e compartilhar com mulheres e sapas incríveis dessa abya yala (2008-2009); e depois descer do méxico ao brasil, dessa vez em 4 rodas, 3 humanas e 1 cachorra, 4 fêmeas (2012); e com mochila nas costas e pés no chão, caminhar de Cavalcante a São Jorge, dessa vez éramos 5 mulheres (2017)! em todos esses momentos a frase mais que repetida: "mas, vocês estão viajando sozinhas?" não importa se éramos uma ou cinco, mulher com mulher ta "sozinha" pra uma sociedade machista. escutando a história de julieta fiquei pensando nas julietas que não tiveram rede para que as conhecessemos, para encontrá-las ou pedir justiça. lembrei das histórias de viagem de algumas mulheres em situação de rua que conversei e que muito andaram por esse mundão, a pé ou de bike. lembrei das histórias de dona Elias, kalunga de 60 anos que já muito viajou por esse brasil, cantava para ganhar o de comer e o de beber. parece que a arte acompanha as viajeiras. todas nós sempre encontramos abrigo, ombro amigo, comida; todas nós também sempre encontramos racismo, assédio, xenofobia... e isso nos fez mais alertas, mais feras, mais unidas. Mexeu com uma, mexeu com todas. que a semente de julieta floreça liberdade nas almas viajeiras. que as julietas sem o privilégio de uma rede ampla sejam também celebradas. que o mundo saiba que não se pode cortar as asas de uma mulher. para saber mais: @circodisoladies
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2 years ago
assim me despedi de 2023 e recebi 2024. as contagens desse calendário não me representam muito, mas todos os pôres de sol e nasceres de lua e nasceres de sol, entre auroras e alvoradas lavadas no mar, me levaram a sentir com mais leveza e amor os ciclos que encerraram e os que se iniciam. Alongar no coqueiro que suavemente desce para beijar o mar e agradecer a vida que pulsa e resiste em meio a tanta violência, exploração, especulação, desconexão... depois de um ano com tantas perdas e desafios, essa pausa foi um grande presente. o mar, la mar, segue me ensinando e organizando minha bagunça mental. odoyá! que todes possam ter seus momentos de pausa e contemplação para que dos ciclos que não controlamos possa brotar vida pulsante. a maré sobe e desce. amar é subir e descer. amar e desobedecer. amar é desobedecer.
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2 years ago