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Shai

@sunshaii

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Um Templo para Mama, 2026. Em Um Templo para Mama, materializo um espaço de abrigo para a força e o poder das memórias femininas. Este trabalho nasce da compreensão de que as mulheres são as figuras que gestam, criam e sustentam as estruturas da vida e da espiritualidade. A forma da escultura, inspirada nas pedras e conchas espiraladas que encontrei no Senegal, carrega a lógica do tempo acumulado, onde cada volta da espiral contém a memória do todo. Moldada em argila e não transformada em cerâmica, a peça preserva a terra como matéria viva, mantendo o fluxo energético entre a terra e os cristais. Os cristais guardam memórias ancestrais, e o ouro traça os caminhos por onde essas mensagens circulam; afinal, toda a matéria é sagrada e, de algum modo, se conecta com o todo. Foi muito forte e bonito o processo criativo dessa escultura, porque inicialmente eu idealizei algo, comecei a modelar, mas, após ser atravessada pelo território e por suas forças, a peça se apresentou de outra forma e tudo mudou: não sou eu quem dito. E, fora do meu território, da minha terra, foram as energias de Ngor e Toubab Dialaw que ditaram o que deveria ser feito; foram as matérias desses lugares, as pedras vulcânicas de Toubab, as conchas de Ngor, os espirais pelo caminho, as mulheres trabalhando e sustentando sua família com seus ofícios levados sobre a cabeça, assim como ainda acontece no Brasil e assim como também vi em Luanda. Foram as mulheres e suas energias que, junto comigo, moldaram esse trabalho. Foi também essa mesma energia que me deu resiliência e calma para lidar com as falhas, com as intempéries de se produzir em um local seco e, ao mesmo tempo, úmido, de ver a peça rachar e entender dela o que poderia fazer para que ela permanecesse ali comigo, inteira, e assim pudesse ir para o mundo; e assim foi: juntas, superamos os desafios. Foram muitos aprendizados técnicos, pessoais e espirituais durante essa residência. Eu, que não sonhava há muito tempo, voltei a sonhar todos os dias e a lembrar de cada detalhe. Tudo está conectado nessa espiral, que é o nascer, viver, morrer e renascer todos os dias. Um Templo para Mama é a primeira de uma série e um lembrete para nós.
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27 days ago
“A família”, 2025. Argila, cristais e folha de ouro imitação. Obra produzida durante o programa de residência artística do @sertao_negro com bolsa de apoio do @institutoteart . 📸 @m.rmlho
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8 months ago
Apresentação de “Seiva e Raiz” no ateliê aberto e encerramento da residência artística no @sacatar_instituto , que aconteceu nos meses de Setembro e Outubro em Itaparica, Bahia. Seiva e Raiz 2025 Cerâmica de baixa temperatura e Folha de ouro imitação Dimensões variáveis. 📸 @hugomartinsfoto
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6 months ago
O dia da Benção de Dona Teresa. A experiência que mais transformou a minha forma de trabalhar com a argila e a cerâmica. Observar Dona Teresa trabalhando e aprender com sua intimidade com o barro me fez perder o medo da matéria. Me ensinou sobre liberdade criativa, respeito e, sobretudo, que a argila nos devolve aquilo que transmitimos a ela. Pedi que Dona Teresa fizesse uma peça sobre minha cabeça para que ela, uma mestra da cerâmica, me transmitisse ali a permissão de seguir fazendo o que faço hoje. Só não imaginava que tanta coisa viria à tona. Que eu desaguaria em tantas memórias íntimas: as histórias da minha avó, a imagem da minha bisa e a breve lembrança da casa simples onde ela vivia. Lembrei da minha avó contando que, por não ter brinquedos, fazia bonecas e pequenos objetos de barro na beira da Pojuca, rio que passava atrás da casa da minha bisa. Ali era ela, mas eram também todas essas mulheres moldando o barro sobre meu Orí. Não vejo a hora de voltar e contar para Dona Teresa tudo o que aconteceu e ainda acontece depois de sua benção. Registros da videoperformance “A Benção de Dona Tereza”, realizada durante as vivências proporcionadas pela residência artística no @sertao_negro / Quilombo Kalunga, em 2025. Fotos magníficas de @m.rmlho @espaco.akan
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2 days ago
A grandeza do negro, se deu quando houve este grito infinito e o muçulmanismo que contagiava como religião Ilê-Aiyê traz imensas verdades ao povo Fulani Senegal faz fronteira com Mauritânia e Mali Os seres, a tribo primeira que simbolizava Salum, Gâmbia, Casamance, seus rios a desembocar Mandigno, Tukuler, Uolof são os povos negros E uma das capitais mais lindas hoje se chama Dakar Ilê (Ilê) Dakar, obatalá Agô iêe Esses são os meus sentimentos do antepassado Senegal narrado como tema Ilê Aiyê Sene Sene Senegal Canto para o Senegal - Banda Reflexu’s
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12 days ago
A exposição Mbàmbulaan Gu Ñuul Laa é resultado da residência artística em Dakar e marca mais uma etapa do projeto Eu Sou um Oceano Negro, iniciado em 2025, em Itaparica (Bahia), no @sacatar_instituto , e que segue seu percurso pelo mundo. O projeto conta com curadoria de @salimata.diop e @beyagillegacha . Em Dakar, teve também a curadoria de @akyasy , em parceria com o Instituto Francês do Senegal (@ifsenegal ) e a galeria @lemanege.ifs . Durante a exposição, tivemos a oportunidade de apresentar nossos trabalhos à embaixadora da França no Senegal, que se mostrou profundamente impactada pela potência das obras e da mostra. Vida longa ao @esu_on , que siga se expandindo e se lapidando como a jóia rara que é o encontro de mulheres negras de África e da diáspora. A exposição segue até julho na @lemanege.ifs . Fotos 1,2,3,4,5 e 6 : @khalifahussein_
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18 days ago
style sénégalais.
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23 days ago
Um templo Para Mama, a fotoperformance. Nela meu corpo se torna o pedestal ativo que sustenta a escultura sobre o meu Ori. O gesto de equilibrar a peça dialoga com a prática das mulheres no Brasil e no continente africano que carregam o sustento cotidiano sobre a cabeça, transformando o esforço físico em um ato de reverência e conexão com o invisível. Todos os dias eu via mulheres simpáticas e sorridentes em seus ofícios, ultrapassando a barreira de qualquer idioma para comunicar a sua venda. Não tinha como falar de ancestralidade feminina sem reverenciar a força da ancestralidade presente e viva na ilha de Ngor. Em toda fotoperformance eu estou inteiramente presente e aberta ao que aquele ato irá me trazer de ensinamento. E ali, de frente para o Atlântico, encarando o pôr do sol espelhado nos meus olhos, eu não senti medo nem insegurança, apesar do vento forte, da escultura de 9kg e do fato de estar na beira de uma falésia. Ali, eu também era parte da falésia, do sol e do mar. Me entreguei a linha tênue entre o mar e o infinito e tudo aconteceu. Agradeço a presença e ao registro de @ch_tigra que muito serenamente me ouviu, sentiu e captou a essência do que pensei. Sua colaboração foi preciosa. Agradeço a presença e aos registros de @saly.d_ar , a presença serena de @bienvenuefotso e a graça e assistência de @celestinaamy . Sozinha a gente chega, mas junto a realização acontece inteira. Obrigada, preciosas! Foi uma honra viver, aprender, sorrir e realizar com vocês. Obrigada por proporcionar esse encontro, residência artística @esu_on , @ifsenegal , @salimata.diop , @beyagillegacha e @akyasy . 🌊🐚
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25 days ago
De Salvador da Bahia a Dakar, Mbàmbulaan Gu Nuul laa — Eu Sou Um Oceano Negro continua sua travessia e finalmente ganha corpo em Dakar. Conduzida por histórias que o oceano separou sem jamais romper, a exposição reúne 13 artistas que mergulham nas camadas de seus territórios, de suas memórias e de suas heranças para fazer emergir vínculos comuns: desenterrados, desembaraçados e então novamente entrelaçados. Esta exposição é um convite a viver um novo nascimento: o de um espaço de ressonância entre margens, de uma memória em movimento, de um imaginário negro que se recompõe no presente. 🌊 Vernissage: sexta-feira, 17 de abril de 2026, às 17h30 🗓️ Exposição de 17 de abril a 3 de julho de 2026 📍 Galeria Le Manège do Instituto Francês do Senegal & Livraria Aux 4 Vents, Mermoz, Dakar Com @celestinaamy , @sunshaii , @ch_tigra , @bienvenuefotso , @saly.d_art , @mamy_photographie , @poundo , @mariemengom_ , @asta.niang.39 , Anta Germaine Gaye, @beyagillegacha , @makabijohanna e @aniquejordan Curadoria: @beyagillegacha , @salimata.diop & @akyasy Design gráfico: Fifty Fifty — @celine_lequeux Produção: Khoudiedji Coulibaly Assistente de produção: @maalgt // FR De Salvador de Bahia à Dakar, Mbàmbulaan Gu Nuul laa — Je suis un océan noir / Eu Sou Um Oceano Negro poursuit sa traversée et prend enfin corps à Dakar. Portée par des histoires que l’océan a séparées sans jamais rompre, l’exposition réunit 13 artistes qui puisent dans les strates de leurs territoires, de leurs mémoires et de leurs héritages pour faire émerger des liens communs : déterrés, démêlés, puis tressés à nouveau. Cette exposition est une invitation à vivre une nouvelle naissance : celle d’un espace de résonance entre les rives, d’une mémoire en mouvement, d’un imaginaire noir qui se recompose au présent. 🌊 Vernissage : vendredi 17 avril 2026 à 17h30 🗓️ Exposition du 17 avril au 3 juillet 2026 📍 Galerie Le Manège de l’Institut français du Sénégal & Librairie Aux 4 Vents, Mermoz, Dakar #ESUON #EuSouUmOceanoNegro #BlackAtlantic #OceanoNegro #DakarCultura
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1 month ago
Recebo com muita alegria a notícia da minha indicação ao @premiopipa 2026. Este tem sido um período de movimentos intensos e fundamentais na minha prática artística, e ver esse processo reverberar em uma indicação tão significativa é muito gratificante. Mais do que um selo, entendo esse reconhecimento como um incentivo para continuar aprofundando minha pesquisa entre a cerâmica, a imagem e a memória. Agradeço de coração cheio a todos que acompanham e torcem pelo meu trabalho. Sigamos caminhando e abrindo caminhos, que eles se tornem sólidos e possíveis para mais e mais artistas. (Herança da terra, oráculo da memória, 2023.)
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1 month ago
Tenho percebido que a grandeza da vida só se apresenta quando compreendemos a nossa própria grandeza. Agradeço aos encontros e convites generosos. Vivi, e tenho vivido, coisas lindas e especiais em Dakar. Tenho aprendido também, muito. O mundo é grande, e nós também! Acreditar e confiar no caminho é um ebó poderoso. Modupé Vodun! Que eu sempre honre os caminhos abertos e aprenda, sendo leve, com os desafios da vida! Entre Dakar, Toubab Dialaw e Île de Ngor.
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1 month ago
Díptico Seiva e raiz, o ato, 2025. Escultura Seiva e raiz, 2025 Sobre o que se fixa e o que circula da raiz ao topo da cabeça. Obra criada em residência artística no @sacatar_instituto e apresentada na exposição “Eu sou um Oceano Negro”, do projeto @esu_on , com curadoria de @salimata.diop e @beyagillegacha . Uma mostra que reuniu 10 artistas afrodescendentes e africanas com o objetivo de transformar o oceano Atlântico em espaço de diálogo, cura, conexão e reparação. 📸1, 2, 3, 5 @hugomartinsfoto
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3 months ago