Casulo é uma pele-membrana que protege, mas que também possibilita a metamorfose da forma/estrutura/subjetividade corpórea, capacitando o "antigo corpo" para novas possibilidades e afetos.
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Casulo é um grupo de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico interdisciplinar (arte, design, biologia e eletrônica), que tem como intuito investigar biovestimentas eletrônicas sensíveis ao corpo e ao ambiente. Também busca a criação de novos materiais e processos para o desenvolvimento de biovestiveis, advindos da junção de tecnologias ancestrais com as contemporâneas.
Inscrições até 14/05
Chamada aberta para bolsista de Iniciação Científica (remunerada) no Grupo Casulo.
A pesquisa articula arte, ecologia e design, com foco em processos experimentais, materiais e produção gráfica/editorial.
Buscamos estudantes de Artes Visuais e Design (Gráfico, Moda ou Produto) interessados em pesquisa e desenvolvimento no campo da arte contemporânea.
Perfil desejado:
– interesse em pesquisa em arte contemporânea
– experimentação com materiais
– produção gráfica/editorial
Desejável:
– atenção à linguagem visual
– diagramação e organização de conteúdo
Atuação presencial no CEDGEM / Escola de Design – UEMG.
Inscrições:
[email protected]
(envio de portfólio + carta de interesse)
No dia 17 de dezembro (quarta), às 19h, abre na FUNARTE a exposição Quilts: paisagens internas, coordenada pela artista têxtil e pesquisadora Thatiane Mendes.
A mostra propõe o têxtil como forma de autobiografia — onde linha, ponto, cor e textura carregam memórias, afetos, territórios e vestígios. São investigações que aproximam têxtil, escrita de si e ecologia, a partir de mapas, roupas, tecidos domésticos, bordados, crochês, fotografias e outros materiais.
A exposição reúne um processo colaborativo desenvolvido ao longo de cinco meses com mulheres da Associação de Bordadeiras da Serra da Moeda ( @bordadeirasdaserradamoeda ). Além de obras de artistas convidados: Alê Rosiq ( @eualesiq ), Alê Wakoo ( alewakoo ), A Tutu (@_a_tutu ), Daniela Schneider ( @daniela_schneider_artist ), Douglas da Silva ( @douglascarlosdasilva ), Esther Farelos ( @alveadesign ), Forg ( @forgmakeup ), Izabella Coelho ( @izaclh ), Lara do Valle ( @larafev ), Lívia Limp ( @livialimp ), Rodrigo Mogiz ( @atelie_mogiz ), Bianca Fuppe ( @biancafuppe ), Bianca Poppi ( @biancapoppi ), Suzana Nature e Thiago Flores ( @thi_flores ).
Uma iniciativa do @programa.casulo
#artetextil #funarte #autobiografias
Cabaça, reservatório de memória
Wel Soares, 2024
Aço, alumínio, resina e vidro soprado
168 x 54 x 74,5 cm
A antiga cabaça cede lugar ao vidro. O mineral, fundido, torna-se transparente — mas não aberto. Curvas que contêm, sem revelar por completo. Entre o dentro e o fora, algo permanece guardado. Você já não é a mesma daquela época; suas paredes agora permitem a visão, que invade querendo entrar, mas não entra. Você reservará as memórias mais íntimas e delicadas, sendo o elo entre o passado e o presente. Seja a cápsula do tempo translúcida, como minha casa que flutua entre o chão e o ar.
Artefato para ouvir o murmúrio das pedras IV
Ginna Jorge, 2019-25
instalação sonora interativa, pedras e eletrônicos.
Como interagir com a obra:
1: Olhe para o círculo de 13 pedras. Escolha uma para realizar sua dança-conversa.
2: Pegue o artefato sonoro (alto-falante com mic. ) e gire o botão para ligar o dispositivo.
3: De forma cuidadosa e suave, passe o microfone de contato (plaquinha metálica na
ponta do cabo) sobre a superfície da pedra
4: Escute o som da pedra
5: Tente estabelecer uma dança-conversa em que o som é uma tradução das texturas das
pedras emitido neste gesto.
6. Ao final, gire novamente o botão para desligar o dispositivo.
Pedras náufragas (2016)
Instalação com pedras graníticas coletadas in loco em Pedra Azul (MG); cianotipia; dimensões variáveis.
Devolver à terra (2018)
Videoperformance, 4k, 16'02"
.:grão (Gabriela Sá + Ícaro Moreno)
📸: @icaromorenoramos
Frankilina - carta 1
Thatiane Mendes e A Tutu, 2025
Crochês tingidos com minério de ferro, hastes de alumínio e gesso.
A instalação Frankilina esta composta por fibras de algodão, alumínio, ferro e sais. As hastes de metal, dispostas em duas fileiras e em diferentes alturas, compõem uma topografia imaginada. Essas finas hastes, que sustentam tecidos tingidos com ferro e mordentados com sais minerais, lembram as nervuras que, segundo Davi Kopenawa, sustentam o céu. Uma delicada tarefa de sustentar — entre o invisível e o imanente — um corpo têxtil carregado de memória.
E naquele momento, os espinhos se tornaram metal
Wel Soares, 2024
Aço, alumínio e resina
229 x 57,5 x 57,5 cm
Espinhos dobrados, sonhados em galhos de metal. O tacho aquece e transforma o mineral em corpo moldável. Entre aço, alumínio e resina, o gesto se sustenta. Ali, a infância permanece em suspensão.
Matéria que já mudou — mas continua existindo.