Nos becos da Rocinha, enquanto moradores sobem e descem apressados pelo labirinto de vielas, um desenho colorido atrai os olhares de quem passa. É obra de Maria Luiza Lima, conhecida como Malu Vibe, uma artista de 29 anos que transforma paredes desgastadas em telas vibrantes. Pelas mãos dela, o grafite se mistura ao cotidiano da favela, dando vida nova a lugares antes esquecidos e cinzentos.
A capoeirista e cria da favela percebeu, ao embelezar os muros do morro, o acolhimento e o respeito que conquistava com a arte. “A Rocinha me fez artista”, afirma com orgulho Malu. Com cabelos crespos volumosos e um estilo que exalta a negritude, ela destaca a importância de se manter sempre conectada com as pessoas e atividades que potencializam a sua criatividade. “Sempre me coloquei à disposição da arte”, garante.
O grafite faz parte dos cinco elementos da cultura do hip-hop (grafite, break dance, MC, DJ e o conhecimento), foi reconhecido em 2024 como manifestação cultural do Brasil. As artes de Malu se conectam com o chamado “quinto elemento” do hip-hop: o conhecimento. Para ela, cada mural é uma oportunidade de narrar histórias, preservar a memória e fortalecer a identidade local da Rocinha.
Leia a reportagem completa de
@akarenfontoura no link da bio, nos stories ou acesse falaroca.com
📷
@danieldlgrehs
**
E se o Fala Roça acabasse amanhã? Quem contaria as histórias da favela? Quem mostraria o que acontece nas vielas, nas casas, nos becos onde a grande mídia não chega?
Se você acredita em uma comunicação feita por quem vive a realidade da Rocinha, chegou a hora de somar.
Com R$ 5, R$ 20 ou R$ 30, você fortalece uma mídia independente, comunitária e transformadora. Escolha o valor que cabe no seu bolso e faça a diferença!
Doe pelo PIX:
[email protected]
Ou escaneie o QR Code na imagem.
O Fala Roça precisa de você. A favela agradece.