O tocar de caminhos chamamos encruzilhada. Alguns vem de cá, outros de lá e se esbarram no encontro. O que se segue é magia.
Para cada um fica a decisão. Tomada por si ou para si, a mudança é certa.
O @viradaoculturaldarocinha é isso: um evento de caminhos que se tocam.
Uma realização @jornalfalaroca
Talvez me cative a simplicidade da sua natureza, ou mesmo a complexidade das suas potencialidades.
Talvez me anime por tecnicalidades, ou me agradem as imagens tiradas do encanto.
Talvez me motive a capacidade de contar histórias, ou me intrigue o ato de jogar ideias ao vento.
Talvez me fascine o poder de fazer sentir, ou me seduza o vazio.
Ainda estamos nos conhecendo.
19/08 (Dia da Fotografia)
O impresso do jornal @jornalfalaroca exerce uma dupla função. Primeiro, garante ao morador da Rocinha um meio de produção de verdades próprias. Permite que o morro construa suas próprias representações de si, aponte suas qualidades e necessidades a partir do senso de coletividade estabelecido internamente.
Especial, também, é o momento de distribuição do impresso, evidência de uma corporeidade presente. No estar perto, o processo de troca que se estabelece ao estender do jornal amarra os interlocutores como pertencentes a um mesmo espaço. Permite que pessoas que sentem o mesmo, por viverem juntas, pensem juntas.
Como diz Muniz Sodré: “O espaço aparece aí como o resultado do morar. Morar, por sua vez, não se define como mero efeito de um fazer comunitário, mas como algo que indica a própria identidade do grupo. O que dá identidade a um grupo são as marcas que ele imprime na terra, nas árvores, nos rios”
Ou, quem sabe, no papel.
Atrai sem pedir permissão. Abusa da vontade de diferença e apresenta o mesmo. Captura a busca de ser, em nome do bem de estar.
No anúncio: “vende-se vida”. Mentira! Era só retrogosto. Coitado de quem discute a honestidade do que mora no bolso.
Peço licença à Laura Belém para usar e explicar um pouco da sua lindíssima escultura. Dois barcos, que se observam, acendem suas luzes alternadamente em um flerte sem fim.