Em outubro de 2024 tive o privilégio de conhecer o Paquistão na companhia do @kitato e do @_bornfreee_ . Foi uma viagem única cheia de experiências incriveis e fotos memoráveis. Algumas ficaram guardadas até hoje. Sabia que @kitato ia fazer algo grande e bonito com as suas fotos, de forma a perpetuar o dia em que visitamos o Akhara Shahia Pehlwan em Lahore. E fez! Nasceu a revista @primitivamag onde podem ver o artigo fotografado e escrito pelo mesmo :) Hoje decidi “abrir a gaveta” e procurar as minhas fotos no meio de outras que por lá andam ainda incógnitas mas nunca esquecidas.
É dificil descrever por palavras o que se sente quando chegamos a El Rocio. Este lugar tem de facto algo de único e especial. Só tenho que agradecer esta oportunidade. Gracias por todo amigos 🤍🕊️ @hdadrociogranada
Entramos en la raya real. O ultimo percurso até chegarmos ao nosso destino. Cada passo uma superação. Um caminho dificil com muito calor e poeira levantada pelo galope dos cavalos. Seguimos fortes, movidos pela causa, pela fé. Em breve chegamos a El Rocio.
Debaixo de 36 graus, segundo os experientes do camiño este ano está fresco. Passamos pelos arrozais (no ano passado estava tudo seco, sem água) seguimos caminho junto ao rio, no meio de arrozais e pequenas vilas onde os moradores nos saludam e se benzem ao passar da carreta simpecado da @hdadrociogranada
2 Junho 2025 - Coria del Rio, nos arredores de Sevilha era o ponto de encontro com Alfredo (o Hermano Mayor) da @hdadrociogranada
Fui sem planos, entreguei-me ao destino do camiño. Mal eu sabia o que me esperava. Nunca imaginei que iria viver o que vivi. Achei que ia simplesmente fotografar uma Romaria. Fui todos os dias surpreendido por momentos únicos. Foi tudo tão intenso e tão bonito. Fui recebido de braços abertos por um verdadeiro espirito de Irmandade por todos aqueles com que privei. Fiz amigos. Cheguei a El Rocio. Voltei para casa de coração cheio. “Soy de Granada esta es la tierra que nasci, soy de Granada otra manera de sentir”
Muchas gracias @hdadrociogranada 🤍🕊️
Conhecer o Sr. Feiteira e o Sr. Joaquim é como levar um murro de humildade e sabedoria. Levantar mil questões sobre o futuro do artesanato. Em comum, a resiliência, o orgulho nas suas artes e as mãos calejadas de muitas horas de trabalho.
Cada um na sua aldeia, apenas a uma hora de distância, e nem sei se eles se conhecem.
Foi absolutamente belo conhecer e privar com estes incriveis homens, no entanto mexeu muito comigo. Viro costas e percebo que provavelmente foi a ultima vez que os vi. A eles e aos seus trabalhos.
Ainda é inverno na primavera das montanhas da serra.
Em três dias vivemos as quatro estações. Escorreguei, caí de um penedo, amassei a lente e dei de caras com uma raposa. Tentamos a torre duas vezes. Foi possivel presenciar a magia do contraste da vida selvagem em harmonia com as estações que se entrelaçam.
E que bem recebidos fomos pelos locais orgulhosos das suas aldeias.