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Luís Octávio Costa

@kitato

@primitivamag founder Portugal 🇵🇹 journalist/storyteller [email protected]
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"Quanto mais avanço a caminho do final, mais percebo que deveria estar agora a começar". Estamos constantemente a começar algo e a acabar algo que pensamos estar agora a começar. Um fluxo perpétuo, um feitiço que não nos deixa morrer, que nos torna invisíveis e parte de uma história mal contada, mal contada, mal contada. Fluxo perpétuo. Sangue vivo, sangue fogo. Equilíbrio frágil. Diálogo silencioso. Fronteiras desenhadas na areia com réguas. Mortos que alicerçam os vivos. Terra que nos enterra vivos. As últimas histórias dos últimos. A reconstrução da memória. Os guardiões das encruzilhadas. O destino — mas antes, o caminho. Quanto mais avanço a caminho do final, mais percebo que deveria estar agora a começar. @kitato
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2 days ago
Isto (também) é o Cairo! "Excitante", "distante", "apaixonante" e muitos outros adjetivos. Nesta terra de aventuteiros, como cantam os Táxi, tudo é diferente. A imensa capital do Egito é por isso o local perfeito para nos perdermos e encontrarmos grandes histórias. Em breve numa @primitivamag perto de ti. Dias incríveis na companhia de @almadeviajante_oficial e @imnotsupermario #fujifilmxpt
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13 days ago
No fio da navalha. @turismo_portoenorte @fujifilmxpt #fujifilmxpt
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3 months ago
"O inverno é como a velhice". Não chega de repente. Insinua-se nas manhãs frias, nas uvas esquecidas nas videiras, que brotam das paredes, agarrando-se ao granito, na maneira como a luz se inclina, suave e baixa — como um olhar que já viu muitos dias. O inverno é como a velhice. Fiquei a pensar nisso, na pessoa que o disse e nas outras que o disseram sem terem sequer que falar. O frio adormece a terra e o silêncio estende-se como um manto de nevoeiro. E há uma beleza nesse recolhimento. Assim, é a velhice, despojada do supérfluo e cheia de memórias, perto da terra e sem medo do frio. O que fica não são folhas, mas raízes. Albertina vai na mesma à horta. "Dá trabalho, mas a gente está longe das coisas..." Um repouso cheio de significados. @turismo_portoenorte
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4 months ago
Néu, o último alfaiate. @turismo_portoenorte
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4 months ago
Pehlwani: Arena de terra, corpos de deuses Akhara, santuário, forja de campeões. Aqui, lavra-se o solo escuro e moldam-se os corpos. Nos becos da cidade muralhada de Lahore, ensina-se a vida. “Quem se levanta, torna-se duro.” A terra é severa como o quotidiano — e gentil com quem a respeita e venera. Há guerreiros e heróis. Há homens comuns com marcas e mazelas. Há uma geração que mantém viva a luta livre no Paquistão. Texto e fotografia @kitato
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5 months ago
Primitivos. Somos. Assumimo-lo com orgulho. O Kitato e o Mário, o Filipe e a Luisa, o Fábio e o Rui e o Andrei e os que moldam os corpos embrulhados na terra severa e macia, os que guardam e os que devolvem, os que não esmagam a erva e os que perguntam à paisagem o seu nome verdadeiro. O primeiro capítulo da Primitiva foi impresso carregado de vermelho primário, vibrante e intenso. É um livro de instruções para um pequeno planeta, uma revista que persegue as vidas simples e inocentes que todos tínhamos, que explora para nos fazer ver com os próprios olhos, que sente gula pelo mundo, que quer guardar todas as memórias do mundo. O lançamento da Primitiva acontece hoje, 15 de Novembro, no @miraforum Era uma vez a maior viagem de todas. (um muito obrigado à @norprint_ag , alquimista silenciosa, pelas texturas e por aquele momento em que o papel se torna um portal)
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6 months ago
Tão perto e tão longe, Argel é um palimpsesto vivo onde a história de resistência está indelevelmente inscrita na sua arquitetura e nas suas pessoas. "Caminhamos com orgulho onde quer que vamos", ouvimos. Feita de camadas e camadas de dominação e de libertação, o passado turbulento da capital da Argélia está nas fachadas dos edifícios coloniais franceses e pelas ruelas da labiríntica kasbah, símbolo de lutas, de massacres e de conquistas. Voltei à cidade argelina oito anos depois — novamente na companhia do meu amigo @_bornfreee_ — e cresceu um sentimento de familiaridade, como se tivéssemos recuado até Portugal nos anos 80, às idas solarengas ao mercado e às bancas de fruta feia e com sabor a fruta, às brincadeiras despreocupadas das crianças na rua e às praças cheias ao serão, aos jornais impressos e aos gatos de todas as cores a ronronar nas ruas com pichagens vivas de quem luta, aos ramos de flores de mão em mão, às pessoas abraçadas porque sim. Obrigado @deserts_du_monde
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6 months ago
Já houve em Galegos um forno comunitário, carros de lenha e concertinas ao desafio. Há várias gerações que os Baraça moldavam louça utilitária para vender na feira de Barcelos. O figurado começou com a avó Ana, que ajudou a educar os netos Moisés e Vítor, dando-lhes um pedaço de barro para as mãos. "A minha avó é do tempo da Rosa Ramalho, da Rosa Cota, da Maria Sineta... Começaram quase todas na mesma altura. É engraçado como o figurado começou com mãos de mulheres, que estavam em casa e tomavam conta dos filhos e iam fazendo umas figuras miúdas para preencher os espaços no forno entre a louça grossa". Os irmãos Baraça ganharam-lhe o gosto. "Ainda me lembro de isto ser uma miséria". Hoje, são artesãos exímios. Pegam com delicadeza no barro, que magicamente transformam numa diaba carregada de diabretes, cobras e instrumentos musicais. "A nossa avó só fez um diabo — que dava azar na vida". Fotografar com o OPPO Reno14 FS 5G permitiu-me estar perto dos detalhes das peças e sentir a agilidade das mãos. #OPPOReno14Series #CelebraCadaInstante #oppoportugal
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7 months ago
A família, vizinhos e amigos movem-se pelos bardos como um só corpo, num ritmo festivo. E as suas mãos, mais ou menos hábeis, mais ou menos calejadas, colhem as uvas e todo um ano de trabalho. Cada cesto cheio é um verso. A Norte, terras de Melgaço, a vindima não é uma tarefa solitária — antes uma celebração comunitária. Assim se tece a vida, entre a dureza do trabalho e a simplicidade da partilha. Agarrámos no OPPO Reno14 FS 5G e perdemos-nos entre as vinhas carregadas. #OPPOReno14Series #CelebraCadaInstante #OPPOPortugal
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7 months ago
Trago noites de silêncio. No meu corpo, água e sal. Festas de Nossa Senhora da Bonança, Vila Praia de Âncora
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8 months ago
Durante dois anos, Florindo Teixeira foi o segurança privado do general António de Spínola. Hoje, conta-o embevecido — "era a sombra dele, G3 nas mãos" — durante a boleia que lhe dou e que lhe poupa uma das três viagens diárias de ida ao cemitério, onde está a sua família. O sol queima. Não se vê muita gente. Não anda muita gente pelas aldeias de montanha que já tiveram mais vida, mais pessoas a beber água fresca das mil fontes, a saltar nos ribeiros e a apanhar cerejas, a cultivar as hortas mimosas que cercam as aldeias, que já tiveram mais vida. Hoje, sol a escaldar, ouve-se mais a água a correr pelas levadas, que a guia pelos baldios. "Os lameiros estão cheios de silvas. Tudo abandonado", conta-nos Julieta e Aires, uma vida toda a apetrechar o forno comunitário, três alianças encavalitadas no mesmo dedo. "Foi no dia 7 de Janeiro. 63 anos de casados. Já não se valoriza o que é feito à mão. Agora é usar e deitar fora". @aldeiasdemontanha Nas fotos: Cabeça, Cortes do Meio, São Gião, Alpedrinha, Alvoco das Várzeas, Fornos de Algodres e Loriga.
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11 months ago