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Beatriz Lemos

@bzlemos

pesquisa | curadoria | escrita | fronteira director @lastro.art
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Após dois anos como Curadora Coordenadora, encerro meu ciclo no @inhotim com a certeza de que a beleza aqui não é estática, mas processual. Foi um privilégio articular pensamentos, escalas e intensidades agudas ao lado de uma equipe tão dedicada, que sustenta o cotidiano desse lugar com rigor e entrega. Inhotim marca a todos por ser o gesto único. Carrega em si aquele arrebatamento que é próprio do impossível realizado — algo que foge às métricas comuns e nos exige uma presença inteira, absoluta. Parto levando a densidade das experiências vividas e o brilho desse inusitado que agora se desdobra em outros voos. Grata por cada travessia. A caminhada segue, sempre em transformação. 🌀 :: After two years as Curatorial Coodinator, I close this cycle certain that beauty here is not static, but process-oriented. It has been a privilege to articulate thoughts, scales, and sharp intensities alongside such a dedicated team, who sustain the daily life of this place with both rigor and commitment.
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7 days ago
After 5 years of collective work with my fellow editors @alexungprateebf , @mariainigoclavo , and @florenciaportocarrero , we are proud to launch Unmaking to Make: Art as Decolonising Practice in Latin America’s Future Past and Present (UCL Press). In the section I edited, “Vocabularies of Power,” we dive into the urgency of decolonising language, supported by vital collaborations that expanded the boundaries of what we can say and imagine. My thanks to the guest authors and artists for sharing their wisdom and practices. This project stands as a testament to the power of voices that have long been forging paths of resistance and healing through critical thought and artistic creation. We reinforce the importance of addressing decoloniality through the lens of art and identity. By centering Afro-diasporic and Indigenous perspectives, we seek not only to unmake structures of oppression but to envision futures where a multiplicity of knowledges forms the foundation of our existence. ::::::: Após 5 anos de uma jornada coletiva com meus colegas editores Alex Ungprateeb Flynn, María Iñigo Clavo e Florencia Portocarrero, celebramos o lançamento de Unmaking to Make: Art as Decolonising Practice in Latin America’s Future Past and Present (UCL Press). Na seção que editei, “Vocabularies of Power”, mergulhamos na urgência de descolonizar a linguagem, contando com colaborações fundamentais que expandiram as fronteiras do que podemos dizer e imaginar. Meu profundo agradecimento aos autores e artistas convidados por compartilharem suas sabedorias e práticas. Este projeto é um testemunho da força de vozes que, há muito tempo, constroem caminhos de resistência e cura através do pensamento crítico e da criação artística. Reafirmamos aqui a importância de pautar a decolonialidade a partir da arte e da identidade. Ao centralizar perspectivas afrodiaspóricas e indígenas, buscamos não apenas desconstruir estruturas de opressão, mas vislumbrar futuros onde a multiplicidade de saberes seja o alicerce da nossa existência. @castielvitorino @livingcommons #mariatherezaalves @malcomsun #naomirincóngallardo
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13 days ago
Entre Goiás e Minas, as visitas aos quilombos Kalunga e Sapé, com a presença das comunidades de Marinhos, Rodrigues e Ribeirão reafirmam algo essencial: território, memória e raizes são continuidade. Por ocasião da exposição Dupla Cura, de Dalton Paula, os encontros lembram que existem saberes que só podem ser compreendidos a partir da terra, da convivência e da memória compartilhada.
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15 days ago
Dias de sol e emoção. Inaugurações que marcam os 20 anos de @inhotim ! Celebramos este marco com três exposições incríveis: Contraplano, de @laismyrrha e curadoria de @douglasdefreitas , Tororoma, de @nasceumdavi e curadoria de @deriandrade_ , e Dupla Cura, de Dalton Paula e @sertao_negro com minha curadoria. Com os colegas de equipe @umlucasmenezes e @_varusa e sob a direção artística de @juliareboucas , seguimos escrevendo a história do museu com projetos que instigam e transformam. Inhotim é pra ser vivido!
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21 days ago
Notas ❄️❄️ A neve e o frio extremo se impõem como uma experiência marcante, física e política. É incontornável a maneira como esses elementos reconfiguram o corpo, o tempo e o olhar. A experiência do clima extremo exige, antes de qualquer ação, o imperativo da sobrevivência. É onde o frio deixa de ser uma condição meteorológica para se tornar um agente de reconfiguração social e política. Habitar esses limites climáticos revela que a resistência não é apenas um ato de oposição, mas uma coreografia contínua. Vestir-se, mover-se e ocupar o espaço são gestos de enfrentamento. Um jogo contínuo entre a fragilidade humana e a potência em transformar a hostilidade do ambiente em território de afirmação.
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1 month ago
Te convidamos a conhecer a primeira curadoria de livros da Sala de Leitura do Solar, com curadoria de Beatriz Lemos. 📚 O espaço foi pensado como um ambiente de pesquisa, permanência e encontro, reunindo publicações que dialogam com arte contemporânea, cultura e educação. A seleção inaugura um conjunto de referências que compõem a Sala de Leitura e ativa novas leituras e percursos com títulos sobre arte, liberdade e ecologias queer. A Sala de Leitura está aberta de quarta a sábado, das 10h às 18h, com visitação gratuita. Venha conhecer! 📍 Solar | Mercado central: Rua do Senado, 48 — Centro do Rio. ☀️ O Solar tem Patrocínio Ouro do Instituto Cultural Vale e Patrocínio Prata da Globo, Machado Meyer e Mattos Filho via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Programa Educativo tem Patrocínio Prata do BTG Pactual via Lei Municipal de Incentivo à Cultura. #SaladeLeitura #Solar #Biblioteca #Arte #Liberdade #EcologiasQueer
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1 month ago
Manif d’art 12 / Briser la glace / Splitting Ice A convite da @biennaledequebec e do Consulado de Quebec, tive o prazer de representar @inhotim na Ice Biennial, em Quebec, na presença do adido cultural Hércules Kuster. Entre gelo, água e silêncio, a exposição evoca reflexões sobre as políticas das identidades marcadas pela neve — territórios moldados por projeções coloniais, mas também sustentados por práticas de resistência e reinvenção, à medida que as obras tensionam imaginários fixos e evidenciam perspectivas situadas a partir do Norte. [ING] Invited by Manif d’art and the Quebec Consulate, I represented Inhotim at the Ice Biennial in Quebec. Amid ice, water, and silence, the exhibition evokes reflections on the politics of snow-bound identities — territories shaped by colonial projections, yet sustained by resistance and reinvention, as the works challenge fixed imaginaries and foreground situated perspectives from the North. Françoise Sullivan Jessie Kleemam Maureen Gruben Cozic Jota Mombaça Curated by @cocodomomo @jotamombaca @kleemannjessie @hkuster @yolemendonca @eu_raquelb @icegallerytuk #francoisesullivan #cozic
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1 month ago
Five years, four editors, three languages. Unmaking to Make arrives in May — a free, open-access volume on how Latin American artistic practice dismantles colonial structures, reshapes knowledge, and insists on other worlds. Edited by @alexungprateebf [Alex Ungprateeb Flynn], @mariainigoclavo [María Iñigo Clavo], @bzlemos [Beatriz Lemos], and @florenciaportocarrero [Florencia Portocarrero]. Image credit: Qajb’el Ramaj (Object to Slow Down Time in the House). Edgar Calel, 2021. Courtesy of the artist and Proyectos Ultravioleta. Photo: Margo Porres. #UnmakingToMake #LatinAmericanArt #Decolonization #OpenAccess
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1 month ago
“Tangolomango é uma brincadeira infantil e um canto de roda presente no imaginário brasileiro, que evoca um acontecimento imprevisível e, por vezes, trágico. Como se uma força invisível interferisse no curso natural das coisas. Ao mesmo tempo, constitui-se como um elemento mágico, capaz de nos deslocar entre o fantástico e o real, ao ensinar sobre a inevitabilidade da perda e a incerteza do futuro…” Inaugurada em outubro de 2024, a exposição individual Tangolomango, de @rivaneneuenschwander , aproxima-se de seu encerramento no @inhotim . A mostra consolida um panorama fundamental da produção da artista, reunindo obras desde os anos 2000 e que estabelecem um diálogo necessário sobre a nossa memória coletiva. Na obra de Rivane, a complexidade da história é tratada com a mesma precisão que as sutilezas do cotidiano. O percurso revela que não há ação individual desconectada de um corpo coletivo, evidenciando como nossas subjetividades estão ligadas aos processos sociais que nos cercam. Ao tratar temas densos sem perder a dimensão humana, a artista permite que o enigma oscile entre o jogo infantil e o jogo político. Uma oportunidade para vivenciar a força de uma produção que desloca o olhar entre o fantástico e o real. Curadoria: Julia Rebouças, Beatriz Lemos e Douglas Freitas. Opened in October 2024, Rivane Neuenschwander’s solo exhibition Tangolomango is nearing its end at Inhotim. The show consolidates a fundamental overview of the artist’s production, bringing together works from the 2000s that establish a necessary dialogue about our collective memory. Em cartaz na Galeria Mata até 18Fev26. Fotos de @anamartinsl_ , @danielapaoliello e @icaromorenoramos
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3 months ago
Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (GRIN) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas por seus parentes. “GRIN” (2016), de Isael Maxakali (@isaelmaxakali ) e Roney Freitas (@roneyfreitas_ ), alterna imagens de arquivo e depoimentos de parentes mais velhos do povo Maxakali, mantendo viva uma memória coletiva marcada por dor, resistência e dignidade. O documentário é tema central da nova edição do Acervo Comentado. A convite da Videobrasil, Beatriz Lemos (@bzlemos ) - pesquisadora e curadora coordenadora de @Inhotim – faz uma análise crítica inédita da obra.❗️Assista à íntegra [link na bio] 🔎 O Acervo Comentado é um projeto de ativação do Acervo @Videobrasil . A cada episódio, expandimos o olhar sobre uma obra à luz de questões contemporâneas, oferecendo novos ângulos para pesquisa. • • • A Maxakali filmmaker recovers memories about the formation of the Indigenous Rural Guard (GRIN) during the military dictatorship, with accounts of the violence suffered by his relatives. “GRIN” (2016), by Isael Maxakali and Roney Freitas, alternates between archival footage and testimonies from older relatives of the Maxakali people, keeping alive a collective memory marked by pain, resistance, and dignity. The documentary is the central theme of the new edition of Commented Archive. At the invitation of Videobrasil, Beatriz Lemos – researcher and coordinating curator at Inhotim – offers an unprecedented critical analysis of the work.❗️Watch the full video [link in bio] 🔎 Commented Archive is a project to activate the @Videobrasil Archive. In each episode, we expand the information available on the works in light of contemporary issues, offering new angles for research. — 🎥 Acervo Videobrasil Captação: Brendon Campos Edição: Joana Melão
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3 months ago
Ainda bem que gosto não se discute — mas as certezas, sim. No último dia da 36a Bienal de São Paulo saio com algumas impressões e vontade de escrever sobre curadoria, pois, é uma exposição que propõe um exercício curatorial dinâmico, fora dos padrões habituais. Uma Bienal que tensionou normas, deslocou hierarquias e colocou em xeque o que, por muito tempo, foi tratado como medida de valor, equilíbrio ou sofisticação no campo da arte. A pergunta que me acompanha é simples e incômoda: quem tem medo da cor? Porque a ausência de cor nunca é apenas uma escolha estética. O desejo pelo clean, pelo silencioso, pelo contido, revela uma vontade de controle — de apagar conflitos, presenças e excessos que insistem em existir. O “conforto visual” gosta da neutralidade que tem nome, corpo e história. Aqui, a cor aparece como afirmação, como ruído necessário, como decisão política sem precisar se anunciar como tal. Pra mim, trata-se de uma Bienal pulsante, vibrante, imersiva — e, sobretudo, corajosa. Que não pede permissão para existir nem para ocupar espaço. Para quem trabalha com arte, ser afetada é raro. O contato cotidiano com exposições, discursos e dispositivos tende a produzir uma relação mais analítica do que sensível. Talvez por isso esta Bienal se destaque: ela não se organiza a partir da distância, mas da fricção, exigindo envolvimento e atenção prolongada. Então, que venham logo as itinerâncias! Porque esse Brazilzão precisa ver e atravessar modelos que saem da caixinha, que rompem padrões, que oferecem outras formas de imaginar mundo, arte e instituição. Essa Bienal não cabe só em São Paulo. Saio como visitante, menos interessada em consensos e perfeições, e mais atenta às tensões que o bom exercício da prática curatorial torna visíveis. E isso, no contexto atual, é um gesto muito relevante. Afinal, vamos combinar que anda faltando umas pitadas de ousadia em nossa profissão. Valeu, @bonaventurendikung @thiago.paulasouza @pitol.andre @tiagogui_s @giseledepaula_arquiteta @carol.angelo , Keyna, Alya, Anna Roberta e geral envolvido que não dá pra marcar.
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4 months ago
O pássaro Quetzal representa liberdade, espírito e conexão com o sagrado na cosmologia maia. Dizem que seu canto ecoa somente em plena liberdade. Que neste novo ano lembremos que o voo é tangível quando somos coletivo.
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4 months ago