A poesia nas imagens do @bifecombatataa 📸
E a poesia no texto do @ernandescaires ✍️
Marcos, Ana, João e Paula foram felizes curtir a noite. Nas tatuagens da Ana, as declarações de amor aos pais e Yemanjá
No peito de Marcos quase encoberto pela longa cabeleira, o enorme crucifixo de Jesus. João preferiu ir de chinelo, se sente mais à vontade assim. Paula escolheu o coturno, que combina com sua minissaia xadrez e seu cabelo vermelho, quase raspado de tão curto.
Na fila da porta, dezenas de desconhecidos que sempre se encontram ali. Nunca trocaram muitas palavras, mas se cumprimentam como velhos amigos de infância. Empatia e caminhos abertos já na
entrada. Laroyê Exu, sua benção Nossa Senhora.
Benvindos à gafieira. Sopros, cordas, percussão, bateria e voz. Tudo num uníssono e afinado ritmo que faz até poste dançar. Um ambiente tomado pela alegria, pela vontade e urgência de viver.
Uma mistura de diversão e reflexão. Discurso e gargalhadas, brincadeira e militância.
No canto, um dos nossos casais sucumbe ao amor. Os namorados Marcos e João se beijam apaixonadamente sob os olhares das recém casadas Ana e Paula.
Tudo é pleno, tudo é divino e maravilhoso. Você esbarra em alguém e antes de pedir desculpas a pessoa te diz: O que é isso companheiro? Vamos tomar uma juntos! E abrem mais uma gelada, rindo com a amizade recém construída.
É respeito e afeto infinito. O músico, a artista plástica, o ajudante de pedreiro, a médica e o jornalista. Você só descobre quem é quem, se perguntar ou for apresentado. E todos se apresentam: Prazer, sou gente como você!
É a mais plural das diversidades. Referências de Salvador a Porto Alegre. De Campo Grande à Vitória, do Rio Vermelho à Marina da Glória. Como está nas bandeiras penduradas, de Cuba à Palestina.
viva a @_esquerdantina
Esquerdantina é banda e público. O 10/4 confirma. Tudo, tudo veio dessa interação. A sugestão do caminho da rua e a confiança de estarmos juntos nessa. O público pagou pra ver e deu o maior show.
Até a próxima garantida ontem.
Abraçaço!
Caminhemos pelas ruas de nossa cidade.
Este verso da canção “Credo” de Milton Nascimento e de Fernando Brandt nunca foi tão atual. Com a chegada de um ditador nas Américas querendo nos transformar em “espaço vital” dele, não difícil entender que vivemos tempos de caminhos fechados.
Na mesma mentalidade, assistimos a dificuldade da ocupação das ruas de nossa cidade pela arte “não oficial”. São coisas diferentes da mesma coisa. Se não for do bonde, não entra. Tivemos fé. Abrimos o jogo.
Fomos ouvidos por aqueles que vão pra rua. A disposição de pagar pra ver para poder ver sem pagar foi a resposta para a Esquerdantina.
Tenha fé no nosso povo que ele resiste!
Dia 10, 21h, no ”Aqui É Favela” Bora!!
Link para ingressos na Bio 👆🏽
Lua no céu da Bolsa. Rua repleta. Laço branco na tela. Gente feliz e desperta. O Esquerda é porta aberta. Rio subindo. A última do ano, sorrindo. Acenando para o que virá. Onde mora nosso afeto. É lá que a gente cruza. Nosso abraço da encruza. Obrigado!
Nosso encontro de sexta, 28/03 foi marcante. Faltou espaço na XV e imediações para abrigar tanta gente. Ainda mais para o turbilhão de sentimentos movimentando ali. Parafraseando um verso conhecido, “se for falar dessa sexta, hoje não vou terminar”. Imenso também é nosso agradecimento a quem foi. Daí nossa energia pra continuar. Então, valeu e até a próxima!