Ernandes Caires

@ernandescaires

Jornalista, metido a cronista. Socialista. Apaixonado por música, cultura, esportes, praia Avô do Arthur
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27 days ago
Desde sempre a culinária une. Dos caçadores da pré história, passando pelos nômades que se reuniram em volta das fogueiras, o ser humano tempera com carinho e afeto, a união de quem lhes é próximo. Cozinhar é um ato de amor e não há amor sem o fogo, sem a força incandescente que queima, arde e sacia. Nessa casa a gente come, a gente conhece o sabor e a delícia de ser o que é. Aqui se unem os que comem, os que vibram, os que vivem… Gratidão @katiasblopes , @casadavillarestaurante
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27 days ago
O ROLÊ MAIS DEMOCRÁTICO… Marcos, Ana, João e Paula foram felizes curtir a noite. Nas tatuagens da Ana, as declarações de amor aos pais e Yemanjá No peito de Marcos quase encoberto pela longa cabeleira, o enorme crucifixo de Jesus. João preferiu ir de chinelo, se sente mais à vontade assim. Paula escolheu o coturno, que combina com sua minissaia xadrez e seu cabelo vermelho, quase raspado de tão curto. Na fila da porta, dezenas de desconhecidos que sempre se encontram ali. Nunca trocaram muitas palavras, mas se cumprimentam como velhos amigos de infância. Empatia e caminhos abertos já na entrada. Laroyê Exu, sua benção Nossa Senhora. Benvindos à gafieira. Sopros, cordas, percussão, bateria e voz. Tudo num uníssono e afinado ritmo que faz até poste dançar. Um ambiente tomado pela alegria, pela vontade e urgência de viver. Uma mistura de diversão e reflexão. Discurso e gargalhadas, brincadeira e militância. No canto, um dos nossos casais sucumbe ao amor. Os namorados Marcos e João se beijam apaixonadamente sob os olhares das recém casadas Ana e Paula. Tudo é pleno, tudo é divino e maravilhoso. Você esbarra em alguém e antes de pedir desculpas a pessoa te diz: O que é isso companheiro? Vamos tomar uma juntos! E abrem mais uma gelada, rindo com a amizade recém construída. É respeito e afeto infinito. O músico, a artista plástica, o ajudante de pedreiro, a médica e o jornalista. Você só descobre quem é quem, se perguntar ou for apresentado. E todos se apresentam: Prazer, sou gente como você! É a mais plural das diversidades. Referências de Salvador a Porto Alegre. De Campo Grande à Vitória, do Rio Vermelho à Marina da Glória. Como está nas bandeiras penduradas, de Cuba à Palestina. viva a @_esquerdantina
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1 month ago
Eu poderia ir para a Flórida, mas seria varrido por um furacão ou coisa assim e jamais saberia de onde eu vim. Eu poderia ir para Nova Iorque, o pseudo centro do mundo, mas nunca saberia o quem eu sou, no fundo. Eu até iria à Europa, com sua arte e cultura brilhantes, mas ficaria perdido. De onde eu teria partido? Eu poderia atravessar o mundo, chegar ao Japão, China e Hong Kong, mas a tecnologia não me diria, eu vim de onde? Nada nem ninguém vai a lugar nenhum sem suas origens. Nenhuma árvore chega a 100 metros de altura sem raízes. Nenhum arranha-céu chega a 50, 60, 70 pavimentos, sem se erguer a partir de profundos fundamentos. Nenhum jato, foguete, pássaro, avião , voa longe sem partir de um chão. Minha base é minha raiz, meu alicerce. Não vai a lugar nenhum quem suas origens esquece. Meu ponto de partida é chão de terra rachado, é cachoeira cortando a montanha, é sotaque arretado. Eu vim do seco sertão paraibano, das profundezas da Diamantina baiana. Não me encanta o mundo de outrem, se eu sou alguém, venho de onde vem… quem tem alma e força, raça e sabedoria. Axé, oxente, sou gente. Sou filho de cabra da peste, minha origem, meu mundo é o Nordeste. Sou Paraíba, sou Bahia.
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1 month ago
ZÉ O ALQUIMISTA Poderia ter sido na antiga Alexandria, num oculto laboratório da China ou da Índia da Idade Média. Mas foi no pequeno cantinho do bairro do Boqueirão, que o discípulo do francês Flamel e do inglês Newton, transmutou fruta, álcool, açúcar e mais alguns ingredientes secretos em um elixir dos deuses. A partir daí, o que era segredo, foi escancarado e aquele Boqueirão virou alvo de uma romaria de ávidos seguidores da seita daquele alquimista baiano que seduzia a todos com o bálsamo mágico que ele manipulava com maestria. Morango, vinho, açúcar romperam as fronteiras do pequeno refúgio e se espalharam por toda região. A poção mágica criada pelo Zé adoçava e embalava as noites de todos os lugares do mundo para onde o precioso líquido era levado. Zé perambulou por vários “laboratórios” em Santos. Sempre com sua arte tantas vezes copiada e nunca igualada. O bruxo do drinque mais famoso de Santos partiu. Ficaram as lembranças de tantos momentos que suas batidas ajudaram a ser mais divertidos. Zé, o das batidas, nos deixou com aquele gostinho de “quero mais”. Obrigado Zé, um brinde à sua genialidade, com vinho, morango, açúcar e aquele seu segredo que nunca desvendaremos
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2 months ago
Passeando pelas redes achei esse vídeo dessa artista incrível. Uma mineira com alma baiana. Dona de uma voz deliciosa e de uma simplicidade ímpar. Essa música que se tornou minha trilha sonora nos últimos meses❤️ @martapsantos013 Obrigado @bellaguerraoficial por nos presentear com sua música! Axé!
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2 months ago
Basta uma rápida pesquisa para saber que no mundo existem cerca de 40 calendários. Mas usados mesmo temos uns sete ou oito. O calendário Chinês, o Islâmico, o Juliano e o Gregoriano seriam os mais conhecidos. O verbo no condicional é porque Santos há algum tempo criou o calendário dubrejiano. E essa criação caiçara não respeita reis nem rainhas. O pobre Momo, teve seu reinado ceifado da data tradicional. O gordo agora tem que acordar mais cedo e dar plantão uma semana antes do expediente normal. Faça chuva ou faça sol, ele tem que esconder o mau humor e ir para o batente, lá na Dráuzio da Cruz, que deve revirar no túmulo ao ver o que fizeram com a folia Santense, como bem diz meu amigo e poeta Flávio Viegas Amoreira. Ainda nos meados de fevereiro, outra heresia. Os gênios da terrinha trancaram a rainha do mar, sabe-se lá onde, e só a libertam 20 dias depois da festa para uma comemoração sem fundamento, dia 22. Sorte da Orixá que aproveita esse tempo para abençoar a todos no dia correto, 02 de fevereiro, lá no Rio Vermelho da Roma Negra Baiana. O que deu na cabeça desse povo? Odoyá Yemanjá, perdoa-os mãe, eles não sabem o que fazem. Partindo da lógica incongruente e irracional dos líderes dubrejianos, faço aqui minhas modestas sugestões para esse novíssimo calendário. O Natal não pode ser em outro mês que não junho. É uma questão de saúde pública e respeito ao estatuto do idoso. Papai Noel vai se sentir muito mais confortável com aquela pesada roupa vermelha, em pleno inverno caiçara. E com sorte, com os efeitos climáticos extremos, podemos ter até neve por aqui, com a ajuda de uma frente fria mais intensa. Ninguém vai precisar colocar algodão nos pinheiros. As árvores vão ter flocos verdadeiros de neve. A festa junina é obvio que vai para dezembro. Toda quermesse que se preze, tem quentão e nada é mais quentão do que o nosso verão. E para finalizar, a melhor, mais sensata e espetacular mudança: o aniversário da cidade vai para 1º de novembro, Dia de Todos os SANTOS. Assim, a gente faz a festa pela cidade num dia e no outro, dia de Finados, pode se enlutar por tantas asneiras que se comentem nesta terrinha dubrejiana, com datas sagradas e hereges.
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2 months ago
Como admirador, fã e amigo, sou absolutamente suspeito para falar da artista @monna.br Mas ver a essa estrela num modesto bar ou num suntuoso teatro é ter o privilégio de estar diante de uma catarse musical coletiva. Frequentador assíduo das apresentações, sempre alimento a certeza de saber o que esperar musicalmente de Monna. Doce ilusão. Monna subverte expectativas, desmonta previsões e irrompe como ventania, sacudindo nossos corações e mentes. O prazer de ver (muita) gente nova, de todas as idades, extasiadas, cantando e dançando, hipnotizadas pelas vigorosas interpretações da estrela, é um deleite para nós, fãs da boa música. O baile de máscaras desta sexta-feira, foi mais um desses momentos. Absolutamente todos; velhos e novos seguidores, sucumbiram de emoção diante da potência artística dessa estrela . Prazer e êxtase de quem viveu. Lamento e decepção de quem perdeu. Monna é um espetáculo! Sorte de nós, vivermos e desfrutarmos de tanto! Axé estrela, brilha musa da arte!
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3 months ago
Licença e sua benção Yemanjá ! Estar no Rio Vermelho em 2 de fevereiro é, antes de tudo, um ato de fé. Há o profano, a festa, o comércio. Quase dois milhões de pessoas reunidas no mesmo lugar atrai a tudo e a todos. Mas desde que entrei nessas águas sagradas e me vi dizendo pela primeira vez “Odoyá”, senti que algo em mim se transformou. Tenho o prazer e a honra de seguir e professar minha fé nos Orixás. Filho de religião de matriz africana, sinto a cada minuto da minha vida essa energia ancestral. Na Bahia de mãe Menininha, de Dona Canô, do Ylê Ayê, dos Filhos de Ghandy, do toque dos atabaques e do Ijexá, me reconheço. Estar em Salvador no sagrado 2 de fevereiro é me reconectar com minha essência e viver o que me me faz ser muito melhor e mais feliz. AXÉ SALVADOR, ODOYÁ YEMANJÁ foto: Marta Santos
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3 months ago
Não me surpreende que os adolescentes que mataram Orelha eram filhos de bolsominions e adoradores da excrescência chamada Nikolas Oliveira. Eles têm em comum o narcisismo exacerbado e só olham o próprio umbigo, a despeito do próximo. De gente assim, a extrema direita está lotada. Quem era humano e quem era o irracional? Quem fazia o bem e quem vivia do mal ? Um latia, os outros falavam Uns batiam, o outro amava Um era coletivo, afeto, plural Meninos eram homens, gente do mal Orelha se foi, a gente ficou Quem era racional?
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3 months ago
Não há engenharia capaz de unir tão rapidamente dois continentes como a arte. Os 2 mil e 900 km que separaram a África do Brasil ficam ínfimos quando trocamos o escalímetro dos engenheiros pela percussão, a trena pelo atabaque. Ouvir a voz potente de Monna com sua interpretação única de letras e melodias que remetem aos nossos ancestrais escravizados, nos leva de volta as nossas raízes. O espetáculo “Abre Caminhos” resgata e difunde o calor, a força e a energia que não têm outra cor a não ser a negritude africana e toda sua beleza. Monna e sua essência artística tão verdadeira não faz concessões, não permite outra leitura a não ser a unidade da amálgama negra e forte dos iorubás que nos tornaram o que somos. Obrigado diva por não nos deixar esquecer da nossa origem. Que os deuses de Aruanda te abençoem e abram os teus/nossos caminhos. Axé, saravá.
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4 months ago
Lá se vão 35 anos trabalhando em provas de rua. Foram corridas infantis, femininas, 5km, 7km, meia maratona, maratona, ultramaratona. Só de 10KM Tribuna FM eu trabalhei em 35 das 39 edições. Aprendi muito e exercitei com suor, lágrimas e emoção minha paixão pelo esporte. Até que no dia 11 de dezembro de 2025, veio a pergunta, em tom desafiador da querida @deborahabreu01 : “Amigo, que corrida falta no nosso currículo?” Eu gelei, sabia exatamente o que ela quis dizer. Movido por desafios, eu topei na hora. Hoje, 31 de dezembro de 2025, fiz meu doutorado em provas de rua. Estar na organização da Centenária Corrida Internacional de São Silvestre é algo que palavras não definem. Gratidão ao meus orixás, por abrirem tantos caminhos. Gratidão aos “malucos” que toparam essa comigo. Muita dor, cansaço e muito orgulho! @deborahabreu01 , “bora que eu boro”! Vamos timeeeee! @agencialight013
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4 months ago