SEGUNDA VERSÃO - 2PAC vs. EMICIDA
Contente pelo anúncio do “Glorioso retorno do bom malandro que nunca parou, só deu um tempo”, formando a imbatível dupla com
@djnyack , sigo na minha saga: Imaginar como clássicos do RAP mundial soariam se fossem produzidos por nossos grandes produtores e vice-versa.
De um lado, TUPAC SHAKUR, ou
@2pac :
Profundo em temas sociais, poético, dançante e às vezes nebuloso, trouxe “HIT ’EM UP”, a (in)famigerada DISS que ajudou a catapultar o Rap para uma das maiores tragédias na história da cultura Hip Hop.
Do outro,
@emicida :
Que, quando o assunto é batalha, provocação ou ameaça, a RAPlica vem em peso dobrado e TRIUNFO foi um divisor de águas, fazendo muita gente revisar a lição de casa antes de levar pra escola.
A competitividade sempre existiu no Rap. Advinda dos guetos, somada ao instinto de sobrevivência, isso acompanha o movimento desde o início. O rap é o vômito azedo dessas náuseas acumuladas, e quem ataca ou se defende com acidez assume o ônus e o bônus disso. “Kendrick vs. Drake” é a “prova viva” até então.
Agora, a reflexão:
Imaginem se HIT ’EM UP tivesse a batida com esse drama, o ar imperial e a agressividade que o faixa-preta
@felipevassao trouxe aqui? Punchlines entrelaçadas nos metais num clima digno de uma luta de UFC!
E à seguir, vejo o Samurai EMICIDA surfando tranquilo numa base dessas, porque desde que brotou, mostrou que joga fácil e elevou dali, nosso cenário a outro patamar.
Curiosidade:
Ambas foram produzidas por duplas com uma química absurda. Felipe Vassão & Emicida, Johnny J & 2Pac. Mas o beat de PAC divide opiniões: O sample dançante de “DON’T LOOK ANY FURTHER”, de DENNIS EDWARDS, clássico dos bailes pretos nos EUA, tira, para alguns, a seriedade da DISS por trazer um ar mais “CLUB” pra um tema tão áspero.
Sabia?
Por fim, vejo EMICIDA comer com farinha essa batida.
Em contrapartida, esse beat nosso resolveria o que faltava para a de PAC render mais tecnicamente.
Mas nada disso apaga o fato de não romantizarmos que a ignorância supere a inteligência. Por mais que eu ame BIGGIE e que “todo mundo sabe que amamos TUPAC”, o final dessa história foi uma das perdas mais tristes desde que o RAP é RAP.