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Vitonez

@vitonez

Dj, empresário, apreciador de um bom vinil, observador, trabalhador, contador de histórias, pai e vencedor. 🌱@somosmaisquemusica
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Segunda Versão #9 - Notorious B.I.G. Feat. Jorge Ben vs. 509-E. Batida feita pelo @manobrown para um clássico eternizado pelo Dexter, com @thenotoriousbig rimando e ainda com direito a participação de @jorgebenjoroficial ? Poderia ser um pensamento intrusivo, mas acabei materializando aqui, colocando essa bagunça pra funcionar e juntando clássicos, onde substituí o instrumental porradão absoluto feito pelo gênio lendário e um dos meus produtores preferidos de todos os tempos, Easy Mo Bee, da faixa Warning, para a batida da música Oitavo Anjo, um marco do Rap brasileiro cantado pelo meu aliado @dexter8anjo quando ainda integrava o duo 509-E, que para algumas pessoas pode ser novidade, mas essa produção musical foi feita pelo Mano Brown, (num tem jeito, o cabra é camisa 10 mesmo) e também tem mãos ali de @zegon e até baixo do Jacksom se não me falha a memória… Juntei as duas inclusive com desfecho do Jorge Ben, por achar conexão entre as letras, viagem da minha cabeça talvez, mas… a gente sabe, dependendo do ambiente e das pessoas de má fé ao redor, a gente faz um corre aqui e ali, levanta um castelo, mas sempre tem um ou outro que quer tirar o que é seu de alguma forma, até mesmo no aço… Colocar essa batida com as rimas do Biggie Smalls, só reforça o quanto nosso Rap é pra frente e tem qualidade né? Pois acredito que seria um clássico se ele tivesse gravado nesse instrumental também, pois Oitavo Anjo tem o peso, o clima tenebroso e tem lá o seu drama. É isso. Notorious B.I.G feat. Jorge Ben produzido por Mano Brown. Desculpa a bagunça, minha cabeça funciona nesse ritmo. Ah! E falando e vivendo isso… Feliz aniversário Hip-Hop! Devo minha educação a essa cultura. Obrigado! Até a próxima.
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9 months ago
♾️ 0 9 | 0 3 TILL INFINITY ♾️ Isso não é uma escolha. Somos o que somos. Parabéns, reais DJs de todo o planeta.
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3 years ago
O rapper Doncesao (@doncesao ), o empresário Igor Morais (@igormoraiskings ) e o DJ Vitonez (@vitonez ) lançaram o selo SOMOS (@somosmaisquemusica ), focado em impulsionar o rap e a música independente no Brasil. Com estrutura profissional que inclui estúdios, suporte técnico e estratégias de marketing, o selo já conta com os rappers TiaGuinn (@tiaguinn_oficial ) e THI em seu casting. A iniciativa busca fortalecer a cena independente, oferecendo oportunidades para artistas emergentes e amplificando vozes que representam diversidade e resiliência. O primeiro lançamento, um EP de THI (@yungthi ), está previsto para breve, marcando o início de um projeto que vai além da música, promovendo cultura e transformação. Confira todos os detalhes acessando o nosso site: mundodamusicamm.com.br (link na bio, nos stories e destaques “News MM”)! #SOMOS #RapNacional #MúsicaIndependente #Doncesao #CulturaUrbana
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1 year ago
Na página do “querido diário” de hoje, trago um capítulo especial do livro que escrevo nessas folhas em branco. Foi lançado nesse final de semana, um disco onde participo de DUAS faixas, mas com um lugar especial no peito, com o Rapper @jamesklmno , (LA/California), MC que dissequei nos fones como alguém com sede no deserto em meados de 2000, quando a cena underground transbordava obras complexas e repletas de conteúdo lírico, habilidoso e que buscava surpreender o que já existia, sem a dependência vulnerável do molde Ctrl+C Ctrl+V desenhado pela indústria e seus contratos sorrateiramente maliciosos. Era a erupção da contracultura no Rap mundial, trazendo com isso, a formação de caráter de muitas pessoas, inclusive a minha. A cultura pulsante é uma engrenagem que se retroalimenta e com isso, atinge outros patamares, setores, forças, camadas, tamanhos, novos caminhos e logo, um novo dinheiro. Muita coisa mudou. Mas falando de vida real, desarmado de ego, a satisfação em colaborar com alguém que predominou por muito tempo a trilha sonora do que vivi é bem legal. Tive fases onde acompanhei muitos coletivos musicais, absorvendo além dos trabalhos individuais, toda a atmosfera envolvida pra maior entendimento. Crews e selos como: Def Jux, Rawkus, Stones Throw, Up Above, Hieroglyphics Crew, Duck Down, Likwit Crew e então, a “Battle Axe Warriors”, que eu não perdia NENHUM lançamento. LMNO era um desses, escutava ele e Moka Only (ambos por um período lançados pelo selo) como se não houvesse o amanhã. Hoje me ver nos créditos em uma colab com um dos Visionaries, traz a sensação de lealdade ao que sempre senti não só ouvindo, mas também quase “catequizando” pessoas a conhecerem esses trabalhos, pois era como uma missão nos tempos em que vendia discos na minha loja e na forma como tratava meus clientes, não dando a opção para o cliente não comprar, explicava faixa por faixa a energia passada pelo disco. Agradeço e parabenizo @digmanybeats por essa conquista e convite, por produzir e me recrutar sem imaginar meu carinho por essa galera, mas na aproximação vi que tem gente mais louca que eu por aí. Eu daria 5 microfones na The Source do submundo para esse trabalho.
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18 days ago
SEGUNDA VERSÃO • JILL SCOTT “The Fact Is (I Need You)” vs. LUEDJI LUNA “Karma”. Meu contato com Jilly from Philly foi imediato ao lançamento de Who Is Jill Scott?, em 2000. Naquele momento de virada de milênio em que não só o Rap, o Rock e a música Pop, mas também o R&B seguia mais vivo do que nunca, porém estava trocando de pele. Já tinha surgido antes nomenclaturas como Neo Soul, as vezes tropeçando no já estabelecido Acid Jazz, dentre outros rótulos, mas todos expondo a versatilidade e a excelência infinita da música preta pelo mundo. Eu e Xandão ouvíamos Jill com a mesma intensidade com que escutávamos Deftones, quando eu ainda era DJ do Afrorude, grupo que sucedeu o Afrodimpacto, do qual fiz parte naquela época. Jill sempre foi uma paixão platônica, sei que não só minha, mas de uma nação. Nunca perdi um movimento dela desde então, nem mesmo a “mancha” de ter sido retirada da versão original de “You Got Me”, do The Roots, para dar lugar a gravação com nossa rainha Erykah Badu, por decisão do mercado/grupo, entendo… mas dói, afinal, já estava gravada. Dói ainda mais lembrar daqueles versos que muitos atribuem à Badu, mas que na verdade são de Eve, ainda desconhecida na época e que acabou virando praticamente um fantasma dentro de uma música que inclusive seria premiada. Enfim, amo The Roots, Badu, Jill, Eve… amo esse clássico. Mas quanta trave, hein? Aqui juntei “The Fact Is (I Need You)” com Luedji Luna, que em “Karma” traz toda a delicadeza de um amor confuso, aventureiro, inseguro e denso, denso como só essas duas sabem ao deslizar essas idéias com a caneta no papel. Luedji, agora GRAMMY WINNER, que acompanho simultaneamente desde o 1º trampo como Jill, já rendeu muitas horas de audição introspectiva e que num futuro já passado, virou parceira de estrada, sorrisos e conversas longas, quando fui convidado a conduzir seus shows em um projeto paralelo idealizado por Dj Nyack, me confiando a nave mundo afora. Aqui, acabei misturando as duas igual baião-de-dois, mostrando que o Brasil já alcançou há tempos o nível estrangeiro de R&B e resultou nesse Mashup que poderíamos facilmente chamar de “Jilly from SSA”. Tô sumido, né? Eu sei. Até breve.
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2 months ago
Saúde pra rainha. 🥂 Hoje faz aniversário a pessoa que divide comigo todas as ondas e frequências possíveis e inimagináveis que vibram e se conectam fazendo com que algo sólido se realize. Logo, a pessoa com quem divido a vida. Stefanie é uma pessoa incansável com a busca e o prazer de evoluir como um ser humano digno enquanto pertencente a essa passagem, fazendo com que valha cada ano vivido com a plenitude de deitar sabendo que mesmo existindo um sentimento naturalmente incubado em nós mortais, o mau não lhe pertence. O braço é longo para estender pra tanta gente, além da sagacidade em resolver coisas, a velocidade em “dar um jeito” no que almeja, a aura que brilha sempre quando a única coisa a acreditar quando a razão é duvidosa é: “Vamos assim mesmo que vai dar certo” e isso é mágico. Inclusive feliz da pessoa que a tem como amiga, sei que no subconsciente tem até coro dessas pessoas falando: Essa aí é a braba, esquece, ela faz e faz mesmo. Já vi ajudar tanta gente, mover ações, tocar projetos, viajar pra pra consolar alguém, alimentar pessoas desprivilegiadas, dividir mostrando que isso na verdade é soma. Cheia de fé, enfim. Sem contar que tem uma qualidade que pode confundir outras pessoas, mas não ela, que é ser deslumbrante, mas zero deslumbrada. Ah! E feliz da mãe que tem ela como parceira nessa arte. Quem é sabe! Frequentemente acabamos usando a referência de estações para ciclos, mas nesse caso, acho mais propício utilizar o carnaval, afinal, já são tantos carnavais e se usarmos esse evento, já foram bem mais de vinte ao seu lado, juntos ou não e ainda seguimos contando essa história lado a lado dentro desses 37 que faz hoje. Te desejo muita luz, pra seguir sendo continuidade dessa história tão bonita que escreve por aqui, ainda mais lembrando que tenho o privilégio de testemunhar tudo pessoalmente, desde o despertar do dia. E vamos pra mais um de tantos carnavais.
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3 months ago
41 verões. Alguns com o sol mais tímido, mas quando percebo, me movimento com combustível ou sem e meto o pé na estrada pra buscar o ângulo que a nuvem não consegue mais esconder de mim o raiar do astro. Ainda tenho dificuldade com alguns ciclos específicos, principalmente os simbólicos como esse, mas admito que a busca pra alcançar mais intimidade com isso segue implacável, mesmo sabendo que não é obrigação, ou padrão de comportamento (pode ser que seja), mas também tem o fato de que acredito muito na teoria profunda, dinâmica e simplista de que: “NINGUÉM TEM QUE…NADA”. Rs… pensar dessa forma me ajuda em muita coisa. O caos de assumir a si “ser a própria embarcação” traz a responsabilidade e o peso das âncoras ocultas que o navio leva também em dias de mar revolto. A vida é boa, talvez minha curiosidade e inconformismo com o raso, faça com que esses mergulhos me levem a águas turvas e com luz oscilante. Mas tenho gratidão pela caminhada construída, pelo respeito adquirido que não se compra (então… isso gera outro assunto), pelo que aprendo dia após dia e pelo amor, torcida e força de tanta gente ao redor, que como uma rede forte, grande e carinhosamente voluntária, fazem questão de se manterem presentes mesmo quando eu esteja em outra ilha. Me sinto bem, calculando na balança me sinto ótimo inclusive, na equação da lousa me sinto com a conta fechada. O tal do “resto”, a gente corre atrás, afinal, uma das coisas que mais me retroalimenta, é reciclar o que foi gasto de energia e transformar essa força em energia renovável, eu saio muito maior MESMO quando passo por adversidades. Esses dias passei por um livramento, MAIS UM, onde terceiros quase romperam com o processo natural da vida. Agora é bobeira e sempre sorrio meia-hora depois de grandes surpresas (as vezes tomo uma comemorando), mas poderia não estar aqui inclusive me auto celebrando num pico de narcisismo por sempre ter um sentimento dual ao aniversariar. Mas uma coisa é fato, vendo imagens disso então, enxerguei que sigo BLINDADO. A vida é boa porque ela não pode parar, é estrada e mar. É acúmulo de experiências com instigantes incertezas. Eu reajo há muito tempo. Sigo forte. BLINDADO.
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3 months ago
Mais um ano, mais um capítulo, mais um momento pra estarmos em comunhão e com a vibração de partilha. Vários caminhos, várias histórias, mas no final, mesmo cada um fazendo o seu, a vida mostra que coisas em comum podem os manter unidos em energia, seja por seguirem acreditando e produzindo algo para que a cultura que a gente ama se mantenha com suas chamas acesas, ou seja pelo simples fato de ambos aí, lacrimejarem por uma sorrateira e discreta introdução que abre os caminhos para o novo disco do De La Soul. No final, a gente nem percebe, mas a gente confraterniza várias vezes ao ano. Hoje é só um registro. Saúde. 🥂 🍃🤲🏽🍃
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4 months ago
Olha… Testemunhei muita coisa bonita nessa história que podemos chamar de nossa, quando se trata de “nossa cultura”. Torci por um aquecimento em nossa cena, me senti ferramenta útil enquanto pertencente e articulador de atividades como vender produtos, realizar eventos, ser DJ e defender com muita propriedade essa sigla, ou alcunha dada a quem exerce tal função, que além de profissional é também de grande responsabilidade, seja com os caminhos já percorridos pelos antecessores, encaixando bloquinho por bloquinho de alvenaria nessa infinita construção, seja com o público que me acompanha desde então, por isso, sempre me importei com o que tenho como necessidade em ser falado. Vai além da pista, além do baile, além do show, além da arte. Aliás, pra mim, a soma de tudo isso citado antes, é o que de fato transforma o manifesto final em arte, caso contrário, é só uma externalização de um sentimento aleatório e individual, seja no campo do cinema, da fotografia, da pintura, da dança, enfim, o respeito ao que já foi feito é essencial e também a prova de que a continuidade da arte, move o comportamento humano. Continuidade essa que estamos prestes a ver, de alguém que de fato pode colaborar em colocar no lugar, de forma orgânica e consistente, algumas coisas que estão ofuscadas pelo brilho do ouro, ou da moeda algorítmica, que é o novo diamante do mercado. A poesia tropeçou na distração das trends, o posicionamento como instrumento de mudança ficou lido como ultrapassado, até que apareça mais um caso George Floyd, ou Marielle, gerando lucro para os mesmos donos de emissoras e portais, fazendo com que os mesmos deslumbrados falem algo a respeito também, com o sensacionalismo em chamas. Continuidade essa também que ao meu ver, só uma pessoa seria perspicaz, sensível, técnica, sagaz e revolucionária em entregar, quando se trata de um trabalho que faz alusão, com admiração, intelectualidade e respeito aos 4 pretos mais perigosos do Brasil, entrelaçando tudo isso com sua particularidade de vida. Bom, na noite de ontem, senti o que não sentia há muito tempo. Senti que estamos prestes a presenciar um novo momento, desse cara de cérebro iluminado. Afinal, o Zika voltou.🌿
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5 months ago
SEGUNDA VERSÃO - 2PAC vs. EMICIDA Contente pelo anúncio do “Glorioso retorno do bom malandro que nunca parou, só deu um tempo”, formando a imbatível dupla com @djnyack , sigo na minha saga: Imaginar como clássicos do RAP mundial soariam se fossem produzidos por nossos grandes produtores e vice-versa. De um lado, TUPAC SHAKUR, ou @2pac : Profundo em temas sociais, poético, dançante e às vezes nebuloso, trouxe “HIT ’EM UP”, a (in)famigerada DISS que ajudou a catapultar o Rap para uma das maiores tragédias na história da cultura Hip Hop. Do outro, @emicida : Que, quando o assunto é batalha, provocação ou ameaça, a RAPlica vem em peso dobrado e TRIUNFO foi um divisor de águas, fazendo muita gente revisar a lição de casa antes de levar pra escola. A competitividade sempre existiu no Rap. Advinda dos guetos, somada ao instinto de sobrevivência, isso acompanha o movimento desde o início. O rap é o vômito azedo dessas náuseas acumuladas, e quem ataca ou se defende com acidez assume o ônus e o bônus disso. “Kendrick vs. Drake” é a “prova viva” até então. Agora, a reflexão: Imaginem se HIT ’EM UP tivesse a batida com esse drama, o ar imperial e a agressividade que o faixa-preta @felipevassao trouxe aqui? Punchlines entrelaçadas nos metais num clima digno de uma luta de UFC! E à seguir, vejo o Samurai EMICIDA surfando tranquilo numa base dessas, porque desde que brotou, mostrou que joga fácil e elevou dali, nosso cenário a outro patamar. Curiosidade: Ambas foram produzidas por duplas com uma química absurda. Felipe Vassão & Emicida, Johnny J & 2Pac. Mas o beat de PAC divide opiniões: O sample dançante de “DON’T LOOK ANY FURTHER”, de DENNIS EDWARDS, clássico dos bailes pretos nos EUA, tira, para alguns, a seriedade da DISS por trazer um ar mais “CLUB” pra um tema tão áspero. Sabia? Por fim, vejo EMICIDA comer com farinha essa batida. Em contrapartida, esse beat nosso resolveria o que faltava para a de PAC render mais tecnicamente. Mas nada disso apaga o fato de não romantizarmos que a ignorância supere a inteligência. Por mais que eu ame BIGGIE e que “todo mundo sabe que amamos TUPAC”, o final dessa história foi uma das perdas mais tristes desde que o RAP é RAP.
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5 months ago
PARE… respire por alguns segundos. (Leia na voz de GOG). Nesse final de semana, tive a experiência de poder contar mais um capítulo onde considero relevante para meu livro da vida, afinal, foi lançado o “É Nosso Tudo O Que Eu Olho” da artista @gabi_killabi , trabalho esse colocado no mundo com muito carinho e paixão por essa frente que hoje assumo junto com meus sócios, nosso selo @somosmaisquemusica . Estamos escrevendo mais um momento em nossa cultura, trazendo um disco sólido, de uma pessoa extremamente habilidosa com a caneta e microfone, que acaba de parir pro mundo algo cheio de camadas, onde a sensibilidade se encontra com a agressividade, a rua se comunica com o quarto fechado, a penumbra da noite se estende ao raiar do sol, com acidez nas rimas, o evidente flerte com o Jazz, o Drumless de quem tem autenticidade e frieza em segurar a onda com o minimalismo somado somente a sua voz, o cuidado minucioso com os músicos convidados, a estética defendida como uma linguagem, o scratch, a sujeira, as reflexões, enfim, o manifesto. Ainda tenho o mesmo brilho no olhar do sonho coletivo de antes, de ver diamantes serem notados pela sua grandeza criativa dentro da arte, pelo que é capaz e não apenas por terem sido pagos pra ocupar aquelas vitrines. Ainda me sinto extensão e ferramenta de uma história que tem muito pra oferecer, surpreender e crescer no nosso cenário, especialmente dentro do Rap desse país. Se antes eram Cds e Lps na parede, hoje são outros formatos mas com o mesmo ideal, o seu ouvido e sua conexão com essas obras. Esse disco me traz um sentimento híbrido e mágico, de poder ser escutado ao amanhecer abrindo a janela de casa, mas também caminhando em ruas escuras com luzes amarelas, ou até mesmo dentro de vagões e bancos de busão. Um fone de ouvido e a viagem será certa. Killa Bi sabe onde quer chegar. Estar perto de artistas com essa sede é estímulo pra mim. Agradeço em nome da SOMOS aos presentes nessa audição, também a @djmiyab por ter mostrado o tamanho que é o Hip Hop para os convidados da noite e @kamau_ que segue demonstrando seu amor pela cultura em todos os âmbitos, inclusive tocando. Falo por mim, esse disco está DE VERDADE. S O M O S .
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6 months ago
Adoraria acreditar que isso fosse uma mentira. Mas ao mesmo tempo, que ÓTIMO foi ter acompanhado a jornada de quem viveu com tanta verdade. Esse tem sido os caminhos que tenho cruzado através do que creio ser o amadurecer dos meus pensamentos. D’Angelo veio pra esse plano, mas veio de coração. Pisou nesse solo fazendo o que acredito ser uma das coisas mais revolucionárias que o ser humano pode fazer, que é falar de amor. Veraz. Voraz. O mundo deu uma pesada em suas costas por longos períodos. Esse peso, invisível aos olhos alheios é implacável, maior que um oceano e inacreditavelmente cabendo dentro de apenas uma cabeça. Nós, admiradores dele, sempre tivemos toda a paciência do mundo em esperar e acreditar que seus anseios, emaranhados e fios mentalmente desencapados pudessem ser ajustados e assim, logo pudesse seguir reinando. E após um hiato, Black Messiah foi a bandeira cravada na lua onde só ele pisou. O que vem depois, fica nas mãos de Deus. A alma de um verdadeiro Soulquarian. Talvez até confuso, mas real e intenso. Bom descanso @thedangelo . Vá. 🍃🤲🏽🍃
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7 months ago