Descubra o poder do Branding
No episódio de hoje do O Conselho, temos uma mesa com especialistas de peso em suas respectivas áreas:
Arthur Bender @arthur.bender
Ana Couto @anacouto.ag
Sandro Serzedello @sandroserzedello
Neste episódio especial do nosso podcast, Flávio Augusto recebe um trio de especialistas em Branding: Arthur Bender, Ana Couto e Sandro Serzedello.
Juntos, eles mergulham nas nuances de construir e sustentar marcas que não apenas vendem, mas que deixam uma marca duradoura na mente dos consumidores.
Vamos explorar estratégias eficazes e discutir como uma marca forte pode ser o maior ativo de sua empresa.
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No palco da Educação Empreendedora, não tem lugar pro comum.
E eu tenho a honra de estar nesse palco ao lado de duas feras que admiro profundamente: Mario Magalhães e Flávio Augusto.
Juntos, estamos à frente do Climbers – um programa que ensina não apenas a escalar negócios, mas a liderar revoluções na sua empresa e na sua vida. Aqui, falamos de Liderança, Vendas, Endomarketing e Gamificação –, porque quem pensa grande joga pra ganhar.
Mas o Climbers não está sozinho nessa missão: somos parte da MLS (Mentoring League Society), uma poderosa liga de experts em Educação empreendedora. Juntos, estamos criando um movimento disruptivo: conectamos mentes, compartilhamos visões e, acima de tudo, construímos um futuro protagonizado por pessoas cada vez mais incomuns.
Bora que a escalada está só começando. 🚀
#Climbers #MLS #EducaçãoEmpresarial
Nem todo mundo que trabalha na operação da comunicação trabalha, de fato, com marketing. E tudo bem.
Quem vive preso em siglas, métricas e relatórios provavelmente vai discordar disso. Talvez queira abrir um dashboard para provar um ponto. Citar CAC, CPM, CTR, ROI e mais algumas letras em sequência, como se marketing fosse um campeonato de Excel.
Mas marketing nunca foi sobre decorar siglas. Isso é só a calculadora da profissão.
Marketing é construção de percepção, entendimento humano, repertório. É conseguir enxergar o que uma empresa é antes de decidir o que ela vai dizer.
Porque marca não se constrói de fora pra dentro. E eu não vou me cansar de repetir isso. Marca não nasce na campanha, no slogan ou no reels motivacional com música viral.
Marca nasce quando existe verdade suficiente para sustentar aquilo que está sendo comunicado. E talvez seja exatamente aí que muita gente se perca.
Tem empresa querendo parecer premium sem respeitar cliente. Querendo parecer moderna sem cultura interna.
Querendo parecer humana terceirizando humanidade em calendário de postagem.
Nenhuma estratégia sustenta uma mentira bem embalada por muito tempo. Marketing de verdade não é maquiagem. É revelação.
É pegar aquilo que uma marca realmente é, ou deveria ter coragem de ser, e transformar isso em percepção, presença e memória.
Por isso eu tenho dificuldade quando reduzem marketing a tendência, algoritmo ou dancinha. Porque ferramenta nunca foi essência.
A essência sempre foi entender pessoas, desejo e comportamento. Entender por que algumas marcas ocupam espaço na cultura e outras ocupam espaço só no impulsionamento pago.
Então hoje, meu respeito vai para quem constrói marca com consistência quando ninguém está olhando. Para quem entende que posicionamento não é frase bonita em apresentação. Para quem sabe que verdade comunica mais do que performance.
O resto muda a cada atualização da plataforma.
O marketing não.
Tem gente que confunde pureza com distração. Acha que ser puro é viver num estado de miopia espiritual, tropeçando na maldade alheia por falta de óculos. Bobagem.
Jesus nunca foi um distraído.
Ele sentia o cheiro da traição antes mesmo do beijo de Judas. Ele lia a letra miúda dos discursos fariseus e enxergava o orgulho fantasiado de túnica sagrada. Jesus não era ingênuo. Ele era hipermetrope. Via longe, via o fundo. E, mesmo vendo tudo, manteve as mãos limpas.
Aí mora o nó da nossa geração. Inventamos que maturidade é sinônimo de casca grossa. Que, para sobreviver ao asfalto, o coração precisa virar brita. Batizamos a amargura de experiência e o cinismo de inteligência. Mas a Bíblia, que entende de marketing humano há milênios, nunca chamou coração peludo de sabedoria.
A diferença é cirúrgica:
O ingênuo acredita em tudo porque não vê o abismo. O puro vê o abismo, conhece a profundidade, mas decide não pular.
Ser puro não é ser fraco. É ser um sobrevivente invicto. É atravessar o pântano e sair do outro lado sem precisar de um banho de sal grosso na alma. É ter o discernimento da serpente, que conhece cada palmo do chão, e a leveza da pomba, que não carrega o veneno no sangue.
No fim das contas, discernimento sem amor é apenas um jeito sofisticado de ser chato ou cínico. E amor sem discernimento é um convite ao desastre.
Inteligência de verdade não é ser frio. É ter os olhos bem abertos, mas manter o coração no lugar, sem deixar que o mundo dite o ritmo das suas batidas. Afinal, a verdadeira sofisticação é conseguir ser humano, apesar de tudo.
Tem gente que confunde prosperidade com barulho, mas ela quase sempre começa em silêncio. Começa dentro, onde ninguém vê, onde as escolhas não têm plateia e o caráter não aceita maquiagem. O mundo ensina a parecer, Deus ensina a ser. E entre um e outro existe um abismo que muita gente tenta atravessar correndo, quando na verdade só se atravessa com verdade.
Prosperar não é chegar mais rápido. É chegar inteiro. É não negociar quem você é para conquistar o que você quer. Porque toda colheita denuncia o tipo de semente que foi plantada, mesmo quando ninguém estava olhando.
A vida não cobra pressa, cobra coerência. Não exige aparência, exige alinhamento. E no fim, não é sobre o quanto você cresce por fora, mas sobre o quanto você foi transformado por dentro.
Prosperidade de verdade não se constrói com atalhos. Se constrói com princípios. E princípios, diferente de resultados, não aparecem na primeira foto, mas aparecem em todas as consequências.
A gente tem um talento curioso pra se apaixonar rápido.
Basta alguém falar bem, se posicionar com segurança, ter presença, uma boa história, um certo brilho no olhar, pronto. Já ganhou a sala. Já ganhou a audiência. Já ganhou a gente.
Carisma é isso. Um atalho emocional.
Ele não pede tempo. Não exige investigação. Não cobra convivência. Ele simplesmente acontece. E quando acontece, a gente acredita que aquilo já diz tudo.
Mas não diz.
Porque tem uma coisa que o carisma nunca mostra no primeiro encontro, como aquela pessoa se comporta quando a porta fecha.
E foi numa dessas conversas simples que eu ouvi algo que ficou.
Aprendi com meu amigo @sergiofranco_servolivre que caráter é maior que carisma.
Na hora, parece óbvio. Mas a vida mostra outra coisa.
No começo, a gente escolhe pelo carisma. Depois, a convivência revela o caráter.
Caráter não chega fazendo barulho. Não se anuncia. Não seduz.
Ele aparece com o tempo, no convívio, na repetição, na coerência.
Nos detalhes pequenos. Na forma como alguém trata quem não pode oferecer nada em troca, na reação quando perde, no que faz quando ninguém está olhando.
É menos sobre o que se mostra. E mais sobre o que se prova.
E provar nunca foi tão valorizado quanto impressionar.
Vivemos tempos de vitrine.
Mas a vida real continua acontecendo nos bastidores.
E bastidor não sustenta personagem por muito tempo.
Mais cedo ou mais tarde, cobra coerência. E coerência não se improvisa.
Talvez por isso tantas histórias comecem bem e terminem mal.
Não por falta de talento. Mas por falta de estrutura pra sustentar o que veio rápido demais.
No fim, a vida não separa as pessoas pelo brilho da chegada.
Ela separa pelo que permanece quando o brilho passa.
E aí, não tem carisma que resolva.
Só caráter.
Servir não faz barulho. E talvez seja exatamente por isso que tanta gente evita.
Porque ser visto dá palco. Dá aplauso. Dá a sensação de importância instantânea. Já servir, servir dá trabalho. Dá bastidor. Dá silêncio. E quase sempre não dá crédito.
Mas é curioso. O mundo corre atrás de visibilidade como se fosse destino final. Quando, na verdade, é só vitrine. Bonita, iluminada e vazia quando não tem conteúdo dentro.
Servir é o oposto disso. Servir enche.
Tem gente preocupada em aparecer. E tem gente comprometida em sustentar. Um constrói imagem. O outro constrói valor. Um vive de percepção. O outro constrói verdade.
E no fim, é a verdade que fica.
Tem um trecho das Escrituras que não sai da minha cabeça. Evangelho de Mateus, capítulo 6. Jesus diz para não fazer nada “para ser visto pelos homens”. Parece simples. Mas é uma pancada. Porque, se você for honesto, boa parte do que a gente faz é exatamente para isso.
Ser notado. Ser validado. Ser reconhecido.
Só que o Reino não funciona assim.
No Reino, o maior é quem serve. Não quem aparece. Não quem acumula seguidores. Não quem constrói uma boa narrativa sobre si mesmo. O maior é quem se inclina. Quem entrega. Quem faz o que precisa ser feito mesmo quando ninguém está olhando.
Principalmente quando ninguém está olhando.
Servir é uma escolha silenciosa que constrói coisas barulhentas no longo prazo. Caráter. Confiança. Respeito. Autoridade de verdade.
Ser visto pode até te colocar na frente por um tempo. Mas é servir que te sustenta quando a luz apaga.
E talvez seja esse o ponto que a gente evita encarar: não é sobre quantas pessoas te veem. É sobre quantas pessoas você sustenta.
Porque no final, quando o aplauso acaba e a plateia vai embora, só sobra uma pergunta:
Você estava lá para ser visto ou para servir?
Tem dias em que o Brasil fica em silêncio. Hoje é um deles.
Oscar Schmidt partiu.
E, junto com ele, vai um pedaço bonito da nossa história.
O hino diz: “Gigante pela própria natureza.”
Mas a verdade é que a natureza nunca jogou basquete.
Quem fez o Brasil parecer gigante foi gente como ele.
Oscar não foi só um jogador. Foi um símbolo. De entrega.
De obsessão. De amor por uma camisa que ele vestiu como poucos.
Enquanto muitos buscavam facilidade, ele escolhia o caminho mais difícil: ficar. Ficar pelo Brasil. Ficar pelo jogo. Ficar por aquilo que acreditava.
E ali, entre um arremesso e outro, ele construiu algo que não se mede em pontos. Construiu orgulho.
Hoje, o placar não importa. Os números não importam. O que fica é a sensação de que vimos de perto alguém que não apenas representou o Brasil, mas ampliou o Brasil.
Tem gente que canta o hino e tem gente que vira parte dele.
Oscar virou.
E se o Brasil é gigante pela própria natureza, hoje ele é um pouco maior por tudo que o Oscar foi.
Descanse em paz.
O medo é instinto. A coragem é repertório.
O medo é um bicho biológico. Ele nasce pronto, não pede licença e chega sem convite, sentando-se à mesa como se fosse o dono da casa. É uma reação química, um reflexo condicionado que herdamos de ancestrais que precisavam correr de tigres. Mas, convenhamos: você não está sendo perseguido por um dentes-de-sabre no meio da Faria Lima.
O medo é o rascunho. A coragem é a arte final.
Reagir é passivo. Decidir é o que nos separa dos que apenas assistem a vida passar da janela do ônibus.
A coragem não é um superpoder que desce do céu em dias ensolarados. É uma decisão técnica, tomada no escuro, geralmente com a mão suando e o estômago dando nós.
É a capacidade de olhar para o receio do fracasso e dizer: “Entendo o seu ponto, mas eu tenho um plano melhor”.
Ter medo é humano. Sucumbir a ele é um desperdício de talento.
No fim do dia, a diferença entre quem faz história e quem apenas lê a história dos outros não é a ausência de frio na barriga. É o que se faz depois que o frio passa.
O medo é o que você sente.
A coragem é o que você faz com o que sente.