Hoje o dia amanheceu azul. O motivo, é claro, são os 40 anos da Mazinha iluminando essa terra.
Dona do maior sorriso, da melhor a risada. A melhor ouvinte, conselheira, companheira, amiga e mãe.
Mãe da Dora!
A mais animada, empolgada, farrista, inimborivel!
A primeira a acordar, responsável, prática, consistente, que faz o detalhe e sonha grande.
Minha companheira e cúmplice de vida.
A mais maravilhosa, a mais linda.
Minha linda!
Te amo. ✨❤️
Um erro na agenda, um belo sábado.
Comecei o dia como quase todos: agenda cheia, trabalho e família. Fui para o Mercado Novo e, depois de terminar meu compromisso, me deparei com um buraco inesperado, uma hora inteira sem nada para fazer.
Cervejinha na mão, decidi passear pelo Centro.
Estou imerso aqui há oito anos e, ainda assim, ele segue me surpreendendo. A cada quarteirão é uma calçada diferente, uma loja que eu nunca tinha reparado, um letreiro diferente. É impressionante como é fácil se inspirar andando sem destino.
Se alguém não vê beleza no Centro, eu realmente não entendo como. Eu sou completamente apaixonado por esse lugar!
A Galeria Ficus é o primeiro projeto completo de construção de um local para ocupação de negócios curados pela Oficina Paraíso. O projeto expande o plano iniciado pelo Grupo Viela de transformar o entorno da Praça Zigue-Zague e da Rua Patrocínio: uma saga que completou 3 anos em 2025.
Como sempre, depois de muita pesquisa, criamos um plano de ocupação para a Praça que unia ações e membros da sociedade civil, do poder público, empreendedores e investidores. A prova da solidez desse projeto é a inauguração da Galeria Ficus, espaço com 7 lojas para movimentar ainda mais o Carlos Prates e a Praça, trazendo mais oportunidades e circulação na região.
Foram quase 2 anos de conceituação, levantamento e de obra. Assinamos o projeto de restauro do imóvel, inspirado na sua planta original, e, agora, a curadoria de empreendimentos que vão ocupar esse espaço.
Se você tem um negócio na gaveta e acredita que a Praça Zigue-Zague pode ser um bom local pra ele, preenche o formulário no link da bio do @galeriaficus
Olha a alegria, hoje a nossa fazenda vai aparecer no GNT. Tivemos a felicidade de dividir um pouco do trabalho que a gente faz por aqui para um projeto sensível e cuidadoso. Obrigado @maxjaques@institutobrasilagosto
Hoje, dia 5 de setembro, às 22h15, é café, é história e um pouco de prosa na tela mais perto de você. 😁
Um pouquinho dos bastidores da visita que recebemos pra filmagem tá aqui, o resto você confere mais tarde. Quem vai prestigiar?
Abraçar o Nice é abraçar a história de Belo Horizonte.
É estender as mãos para um lugar onde tantas memórias foram criadas, onde conversas viraram ideias e encontros se transformaram em laços.
O Café Nice é um patrimônio da cidade e precisa de nós. Começa aqui um movimento para que, juntos, a gente possa encher novamente aqueles balcões de gente e de atenção.
Estamos cuidando não apenas de um café, mas de um espaço de pertencimento. Um ponto de encontro de vida pulsante. Um lugar onde vamos querer estar, revisitar, celebrar.
Se você, assim como nós, é apaixonado pelo centro e pelas memórias que ele guarda, acesse o link, escolha alguns belos produtos e abrace o Nice com a gente!
🤎 Apoie agora: link na bio
Eis que é chegado o último fim de semana da nossa exposição no Mercado Novo!
Se você ainda não conferiu a nossa ocupação no segundo andar do Mercado, no antigo espaço da Galeria Corda, essa é a última chamada!
Lá você encontra parte do nosso acervo de design popular brasileiro de época organizado em pequenas mostras e ações: rótulos de cachaças, centenas de caixinhas de fósforo, latões de vassouras piaçava, latas metálicas e mais um tanto de objetos minuciosamente selecionados que contam a história de um Brasil vernacular e muitas vezes ignorado.
Pra valer ainda mais a viagem, parte da exposição se dedica a celebrar os 60 anos do Mercado Novo, com dois murais de materias e fotos históricas de um dos prédios mais icônicos do estado!
Como não poderia deixar de ser, temos também uma bela lojinha da Oficina Paraíso com alguns dos trabalhos premiados de 2024 e outras novidades em celebração ao aniversário do @velhomercadonovo
Deu vontade de conferir? Vem que essa é a última chance!
Não somos um estúdio de design, não somos uma agência, não somos um escritório de arquitetura. Somos um time com um interesse imenso pelas histórias que emocionam, pelas comunidades e territórios que nos cercam, pelas técnicas e saberes que só uns poucos raros ainda cultivam e por criar projetos onde esses conhecimentos ainda vivam.
Acima de tudo, a Oficina Paraíso é um grupo de pessoas com uma visão de futuro semelhante (com muito amor ao que é autenticamente brasileiro, diverso, cultural e, porque não, utópico), já que sonhos não envelhecem.
Por aqui, a gente faz pesquisa, criação, design, comunicação, jornalismo, arquitetura, pintura, impressão, sonoplastia, animação e a velha e boa gambiarra. A gente coloca a mão na massa pra deixar o mundo um pouco mais massa! Já temos feito isso por aí para projetos e marcas que amamos e vamos usar esse espaço aqui pra mostrar um pouco disso pra vocês.
Compartilhamos aqui umas belas fotos do nosso grande parceiro e fotógrafo @bbbbbbbbbbbbbernardo . Avante!
Dez anos atrás, eu me encontrava sem saber em um dos momentos mais transformadores da minha vida. Após uma temporada de quatro anos em São Paulo, trabalhando como designer na Revista Super Interessante, decidi largar tudo e acompanhar a minha companheira @mairasette em uma empreitada inesperada no interior do Paraná. A oferta de emprego era para ela e eu acabei indo junto, pensando que daria uma pausa na minha carreira por estar tão isolado. Para minha surpresa, foi um momento de virada na minha vida. Sair de uma cidade cosmopolita e acelerada como São Paulo e chegar em Cianorte foi um sopro de paz e sensibilidade que me fez olhar para o mundo com novos olhos. Ali, muitos lugares simples e antigos ainda estavam ativos, bem cuidados e preservados. Pude, pela primeira vez depois de adulto, ver uma mercearia a todo vapor, com suas prateleiras e balcões cheios, assim como seus botecos, armarinhos e lojas agrícolas, que enchiam meus olhos e me conectavam comigo mesmo. Senti um misto de alívio, conforto e familiaridade que contrastava totalmente com o que tinha sido a minha experiência adulta. Assim começou minha fascinação pelo popular, vernacular e autêntico Brasil. Um lugar onde brilhavam os comércios de rua, os feirantes, os letristas, marceneiros, contadores de casos e gente-finas de todas as matizes.
Desde então, fiz muitas coisas, onde trouxe ao mundo minha visão, na Revista Galileu e na Mesa Company e depois aqui em Beagá, com a Cervejaria Viela, Juramento 202, Velho Mercado Novo, Cozinha Tupis, Café Jetiboca, Casa Alvorada e vários outros projetos dos quais fiz parte de alguma forma. Este ano, finalmente, resolvi dar um passo maior e levar este trabalho ainda mais adiante: com mais pesquisa, mais entrega e mais criatividade. Assim surge a Oficina Paraíso, ao lado de algumas pessoas incríveis que, assim como eu, sonham com um Brasil mais bonito. É apenas o começo de um tanto de coisa boa que vamos dividir por aqui. ✨
Foto @bbbbbbbbbbbbbernardo
Hoje é dia da Maíra Sette!
Mais um ano de vida dessa pessoa: a mais ponta firme, legal, gente fina, boa praça, parça, amiga, do bem, iluminada, disposição, companheira… Minha companheira!
Mazinha!
Ponto de luz, fonte de vida, mãe! Mãe da Dodó… Porto seguro, referência. Sempre presente, sorridente, radiante. Cúmplice - das maiores tramas aos menores dramas. Minha linda, minha companheira: a pessoa mais ponta firme do mundo!
@mairasette te amo! ❤️😘
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Fotos @diegocoutophoto ✨
É difícil dizer desde quando a Mercearia Gomes está aberta na Rua Luiz Brandão, 717, pertinho do Jura. Tudo indica que seja a mais antiga venda de bairro da região - e talvez a mais antiga da cidade! Segundo Seu Zezé, nascido em 1937, a loja foi inaugurada três anos depois do seu nascimento, o que nos permite afirmar que a venda está ali há pelo menos 83 anos. Para se ter uma ideia, essa é a mesma época de fundação dos clássicos Café Nice e Café Palhares, ícones de nossa cidade.
Porém a data não é tão precisa… Dona Jussara, fiel companheira de Seu Zezé, acredita que a venda pode ser ainda mais antiga. Segundo ela se lembra de ter ouvido dos familiares falecidos do marido, a mercearia é da mesma época da casa onde eles moram, na parte de trás do imóvel. A casa, ela conta, de tão antiga, ainda ostenta as paredes feitas de adobe: técnica de construção raríssima de se ver pelos nossos dias. Ela deduz que, talvez, a casa e a venda sejam, na verdade, da década de 20.
Dos 13 irmãos, Seu Zezé é um dos 4 que ainda estão vivos, e foi quem assumiu a loja do pai, em 1972, há 51 anos, quando as portas ainda eram de madeira e a máquina de fatiar frios - igualzinha a do Jura - ainda funcionava!
A família dele veio de Ouro Preto, provavelmente na segunda leva de migração, que saía da velha para a nova capital do estado, bem no início do século passado. O pai dele era carroceiro, e, segundo conta, entregava pães ainda quando morava na antiga capital. Continuou como comerciante quando chegou aqui, para ter ponto fixo na loja em frente a casa da família, em pleno Paraíso.
Os mistérios que rondam a idade da Mercearia Gomes contam também sobre quão invisibilizados são esses armazéns, cujos os mais duradouros exemplares estão perto de fecharem as portas para sempre. Eles são os poucos traços de sobrevivência de uma época sem supermercados ou shoppings centers. Um tempo em que todo bairro, popular ou de elite, tinha um Zezé pra chamar de seu. Para a nossa sorte a gente ainda tem. Por isso insistimos que no caminho do Jura, vale dar uma voltinha e passar por lá: visitar a Mercearia Gomes é uma rara oportunidade de lembrar porque essas vendas nos deixaram com tanta saudade.