Max Jaques

@maxjaques

✍️Cozinheiro, escritor e pesquisador 📚Mestrando no Instituto de Estudos Brasileiros/USP 📈Cultura alimentar, memória e desenvolvimento
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Escrevi sobre um Brasil inventado e a persistente ideia de que cozinheiros são um par de braços. “O que um cozinheiro faz com o manuscrito de Macunaíma?” está no meu Substack. O texto passa pelo acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e pela pesquisa que venho desenvolvendo por lá. Foto 1: Manuscrito original escrito por Mário de Andrade, frame do vídeo institucional do IEB. Foto 2: Instalações atuais do IEB no momento da inauguração, em 2018. Por Marcos Santos/USP.
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1 day ago
Certa experiência torna impossível continuar escrevendo da mesma maneira. Acabei de postar “Um pouco de pessimismo para poder seguir adiante”, meu primeiro texto no substack. O link está nos stories ou em substack.com/@maxjaques Te vejo por lá? 📸 @nereujr
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11 days ago
Chegou a hora de apresentar os resultados do trabalho de Identidade Gastronômica de Diamantina! O lançamento acontece no Mercado Velho, no dia 23 de abril, das 14h às 18h, reunindo os resultados da pesquisa, o Plano de Futuro da gastronomia e as histórias que constroem esse território. Teremos ainda a exibição do documentário completo sobre a Identidade Gastronômica de Diamantina. Esse teaser traz um aperitivo do que vem por aí. Venha viver esse momento com a gente!
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1 month ago
“Com cuidado, precisamos antecipar: esse não é um livro de receitas. É um livro com receitas, acompanhadas de histórias reais, contadas por quem busca, por quem alimenta a esperança, por quem encontra no sabor uma forma de presença. Ele nasce do encontro entre nossas vidas, lutas e memórias. (...) As páginas a seguir reúnem receitas narradas por quem as preparava ou quem as recebeu com afeto. Através desse registro pretendemos mais do que um catálogo culinário: queremos também ser um instrumento de homenagem, cuidado, escuta e reconhecimento. Um livro onde a saudade ganha forma, cheiro e cor. Não como um guia de preparo, mas como um mapa da memória. Já não há muito o que antecipar, vamos começar o dia. E, começar o dia é mais do que abrir os olhos. É reconhecer, a cada manhã, a importância de recomeçar, de manter viva a memória de quem amamos. De dar sentido ao tempo. De alimentar, com gestos simples, tudo o que permanece.” Em março, quando o @cicvbrasil me convidou para fazer a coordenação técnica deste livro o tema do desaparecimento forçado estava muito distante de mim. Ao menos à primeira vista: estima-se que, nos últimos 10 anos, mais de 200 pessoas desapareceram por dia no Brasil, por diferentes razões. Número que pode estar subnotificado. A publicação é fruto do Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas com o apoio do CICV. A versão impressa é uma homenagem e um presente para os familiares. Mas você pode acessar a versão online na página do @cicvbrasil . O prefácio é escrito pelo @marcelorubenspaiva e sua família também contribuiu com a receita de sorvete napolitano para o Rubens. Aliás, todas as receitas têm endereçamento. Todas as histórias resultam de um processo de escrita e escuta cuidadosa. Cada imagem foi produzida a partir dos referenciais estéticos narrados pelas famílias. Um trabalho de muitas mãos. Um trabalho do qual saio mais inteiro. Fotos: 1, 7, 8, 10, 11: T Fernandes/CICV 2, 3, 4, 5, 6, 9: @neryandre /CICV
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8 months ago
Iniciamos uma viagem de sabores entre Brasil e França. O Instituto Brasil a Gosto e a chef @AnaLuizaTrajano te convidam a descobrir o que há “Por Trás do Prato”. Nossa série vai ao ar toda 6a feira, às 22h15, no @gnt e @globoplay Embarque com a gente! #PorTrasDoPrato #GNT #Globoplay #PelaCozinhaBrasileira #AnodoBrasilnaFrança #AnodaFrançanoBrasil #Feijoada #Cassoulet ou #Moqueca #Bouillabaisse Idealização, conceituação e apresentação: Ana Luiza Trajano Direção: @joanamendesdarocha Coordenação geral: @belmoherdaui Pesquisa e conceituação: @maxjaques Direção de fotografia: @aleschneider Produção executiva: @anaclaudiastreva Roteiro: @pat_travassos e @prosapress , @maria.eugenia.castilho @txairodrigues @gabemol Montagem: Selma Perez @kavilela @paulamercedes @valescadios Identidade visual: @marinaquintanilha Coordenação de produção executiva: @adrianolirio Equipe Brasil Assistência de Direção de Fotografia: @loopcius_cole Fotografia adicional: @caue.angeli Cinegrafista: @dlisboaa Assistente de Câmera: Camila Rios Técnicos de Som Direto: @daniel.henrique.3956 e Carlos Henrique Annunciato Equipe França Produção: @chez_loulou Direção de fotografia: @ameliemonti Cinegrafistas: @gabrielpalatnicfoto @super_guillaume Supervisão de Pós Produção: @reginamimi_ Assistentes de Pós: Vitória Di Bonesso, Denise Martins, Gledson Lima, João Bocchi, Natália Moraes, Rapha Spencer @_stonemilk Edição de som e Mixagem: @diogopocas e @estudioplug.in Maquiagem: @melissaestellita Figurinista: @alinevilhena.styling E todo time Globo.
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8 months ago
2025/1 foi uma avalanche. Um semestre de projetos que desafiam, mas que compensam. Compensam porque, entre as muitas datas e limites, em algum momento é possível parar e admirar o que se fez. Tarefa tão óbvia, fundamental e desafiante quanto manter a pia limpa. Com a diferença que a louça dá para terceirizar, negociar com o companheiro ou o que quer que seja. No primeiro caso não: é preciso achar um espaço para sentir com calma a alegria do que se fez. Essas fotos representam essa sensação. Elas são resultado de muito tempo de trabalho que se consolidou em 2025/1. Uma pesquisa que começou quando eu ainda era diretor técnico do @institutobrasilagosto e a @analuizatrajano me falou pela primeira vez da sua ideia. De lá pra cá foram muitos estados percorridos, dezenas de cozinheiros e produtores mapeados, entrevistados, apreendidos. Muitas diárias de captação, muitas versões assistidas. Por trás do prato, uma série documental que traça paralelos entre o patrimônio agroalimentar brasileiro e francês, foi lançado, no último dia 12, em Paris. Vai ao ar no final do próximo mês, numa parceria do Brasil a Gosto com a @gnt e @globoplay . Desculpem os blasés, mas eu não consigo fingir costume. Meu agradecimento à todos os colegas e produtores que atenderam os pedidos de visita, que abriram mão dos seus compromissos para conversar com nossa equipe. Aos colegas nesse projeto, desde a produção e captação, @aleschneider @daniel.henrique.3956 @loopcius_cole @chez_loulou passando pela detalhada coordenação da @belmoherdaui e pelo cuidado com a direção e finalização da @anaclaudiastreva e @joanamendesdarocha . Sobretudo, obrigado a @analuizatrajano pela confiança. Quem trabalha com cozinha vai entender o que digo. Ana Luiza sempre será minha chef, independente dos lugares que eu ocupar. Representa para mim, uma escola. Com ela aprendo, entre tantas coisas, que a cozinha brasileira pode ocupar o lugar que quiser à mesa.
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10 months ago
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1 year ago
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1 year ago
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1 year ago
O Brasil está pegando fogo e desconfio que começou há séculos num canavial. Não há nada nesta sociedade que não seja sobre comida. Ela é dinheiro, tempo, lucro e serve até pra alimentar. Atentos ao contexto, já tem mais de dez anos que repetimos que comer é um ato político. Eu desconfio. Acho prudente pensar que comer é um fato político, que para se tornar ato, precisa que o cidadão tenha poder sobre o seu comer. Se não houver soberania, pelo menos um pouco de liberdade. E, nesse sistema econômico, nossas escolhas alimentares não são tão nossas assim. Sou desconfiado mesmo. E o jargão é traiçoeiro. Como toda complexidade, não dá pra saber bem o que é defeito ou qualidade. Se por um lado, alerta o consumidor sobre a importância das suas escolhas alimentares, por outro, ajuda a consolidar a impressão que mudaremos a sociedade através do consumo. E aí o caldo entorna. Fazer a minha parte no que diz respeito à minha alimentação é um ato político ou autocuidado? Custo a acreditar que mudaremos a materialidade da vida de um coletivo através dos consumos individuais. É verdade que o jargão tem sido bem menos repetido. O que será que aconteceu? Saiu de moda, o sentido esvaziou, foi cooptado? Suspeito que se desdobrou em outros termos e ações mais ou menos concretas: segurança alimentar, fome, comida de verdade, cozinhas solidárias, gastronomia social, pequenos produtores, IGs, patrimônio, selo arte, guia alimentar. Arrisco dizer que avançamos bastante. Em alguns temas, do completo silêncio à articulação política organizada dentro das casas legislativas. E, por mais que a gente sapateie, tem coisa que só o Estado faz por você. Essa sequência de posts é um recorte do que tenho trabalhado ultimamente: investigar e pensar estratégias de defesa dos direitos e interesses sociais ligados à cultura alimentar para tentar influenciar tomadores de decisão, especialmente, aqueles que podem construir e alterar políticas públicas e projetos de desenvolvimento socioeconômico. Te convido a fazer o mesmo por aí. Aproxime e desconfie. Quando o assunto é gestão pública, a desconfiança é uma excelente conselheira, paladina do controle social.
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1 year ago
Parte 2 das reflexões sobre o lugar da comida nos governos municipais. Podemos muito mais do que a fundamental distribuição de refeições para mitigar a fome. Queremos muito mais. É hora de colar nos eleitos das nossas cidades e tentar pautar essas e outras ações, plurais, dado que nenhum projeto isolado dará conta das complexidades ligadas à alimentação no Brasil. Difícil? Sim. Exaustivo? Possivelmente. Mas é o caminho que temos. Precisamos tentar.
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1 year ago
Mais difícil de encontrar do que a caipora: algum projeto de governo municipal que pense segurança alimentar pra além de distribuição de marmita.
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1 year ago