Enquanto eu resisto, há quem insista em ferir.
Enquanto eu resisto, há quem se dedique a me diminuir.
Enquanto eu resisto, há quem gaste sua energia em tentar me derrubar.
Mas eu sigo. Sigo porque existir já é um ato político. Sobrevivo às violências, aos racismos, aos capacitismos, aos olhares que não suportam ver meu crescimento. Resisto porque não aceito sucumbir diante de um mundo que tantas vezes prefere me silenciar em vez de somar comigo.
E mesmo assim, eu cresço.
Planto sementes onde disseram que não havia solo fértil.
Reconheço minha força em cada vitória, em cada passo dado, em cada barreira ultrapassada.
Resistir, para mim, não é apenas suportar, é transformar dor em força, invisibilidade em presença, exclusão em coletividade. É afirmar: não estou aqui por acaso, não passarei despercebida, não viverei calada.
Resistir é existir.
E existir, para mim, é revolucionar. - Poliana Alves
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@fraan_nsilva
#descreviparavocê
Fotografia colorida.
Sou uma mulher negra, apareço em meio corpo, de perfil, voltada para a direita. Tenho cabelo crespo, volumoso, preso no alto, adornado com uma flor vermelha. Visto uma blusa preta de mangas três-quartos. Meu semblante está sério e concentrado, enquanto gesticulo com as duas mãos, como se estivesse falando ou sinalizando. Ao fundo, há uma parede de madeira clara desfocada.