Acordei com uma sensação difícil de explicar. A abertura de “Essa grande liberdade: identidades LGBT+ em Goiás” foi muito maior do que eu poderia imaginar. Fiquei muito feliz em ver o Centro Cultural UFG completamente tomado por pessoas, artistas, estudantes, amigas, amigos, militantes e curiosos entre sorrisos, abraços e alegria, com tantas gerações diferentes convivendo no mesmo espaço. Confesso que houve momentos em que eu simplesmente parei para olhar ao meu redor e tentar entender o que estava acontecendo ali.
A verdade é que esta exposição nasce de uma necessidade profunda de olhar para este nosso território a partir de histórias, experiências e sensibilidades que foram marginalizadas durante tempo. E talvez uma das coisas mais emocionantes da noite de ontem tenha sido justamente ver tantas pessoas LGBT+ ocupando aquele espaço, se encontrando ali, nos desejos, feridas, histórias e formas de existência compartilhada.
Sonho com esta exposição há muito tempo e agora ela está aqui, em Goiás, em Goiânia, dentro de uma universidade pública, construída por muitas mãos e muitas vozes e, muitas, sobretudo muitas coragens.
“Essa grande liberdade” reúne mais de 60 artistas e mais de 120 obras num percurso atravessado por arquivos, desejo, violência, festa, dissidência, amizade, quartos, sobrevivência e invenção de mundos possíveis. Um campo múltiplo, complexo e vivo sobre as experiências LGBT+.
Meu agradecimento mais profundo a cada artista, à equipe do CCUFG, às pessoas que ajudaram direta ou indiretamente, que emprestaram obras, carregaram mesas, pintaram paredes, compartilharam arquivos, histórias e documentos, e a todas as pessoas que estiveram presentes ontem, tornando essa noite absolutamente inesquecível.
📍A exposição segue em cartaz até 10 de julho no
@centroculturalufg
Visitem. Convidem. Voltem.