Na última quarta-feira (15), o Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea foi à Bienal,
no Parque Ibirapuera, durante sua 14ª edição. Com o tema "Extremos – Arquiteturas para um mundo quente", a Bienal propõe reflexões urgentes sobre os impactos das mudanças climáticas a partir da arquitetura, do urbanismo e do paisagismo. O encontro contou com uma visita guiada e uma conversa aberta com a arquiteta e co-curadora da Bienal Marcella Arruda, formada pela Escola da Cidade, ao lado de Renato Anelli e Karina Souza.
📸: @_tiggaz_
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ULTIMA SEMANA PARA VISITAR A 14A BIAsp
Um mês de exposição, com oficinas, fórum de debates e visitas guiadas, a BIAsp apresenta uma série de soluções e caminhos para habitar um mundo de extremos sociais e climáticos.
Saber fazer com diferentes tradições, tecnologias inovadoras e ancestrais, mobilizando conhecimentos apropriados e situados a partir de projetos expostos em paineis, maquetes, protótipos e construções experimentais em um só lugar: na Oca, no Parque do Ibirapuera.
Descubra como a arquitetura responde aos desafios de um mundo cada vez mais quente.
Esperamos você!
Confira toda a programação no site .br
14ª BIAsp
Extremos: Arquiteturas para um mundo quente
De 18 de setembro a 19 de outubro de 2025
Av. Pedro Álvares Cabral, S/n - Portão 2 - Moema, São Paulo - SP
Entrada gratuita
📸@pedrourano
O Bem Viver nas Cidades: é possível (e urgente) imaginar outros futuros urbanos
Enquanto 80% da população vive em cidades, seguimos reproduzindo lógicas coloniais de acumulação, extração e exclusão. Afinal, que cidade queremos habitar? E como construí-la, de baixo para cima?
A descolonização do imaginário, o fortalecimento de tecidos comunitários, as organizações de bairro, cooperativas e moedas solidárias, a redução da jornada de trabalho, o direito ao ócio, a agroecologia urbana, a gestão circular de resíduos e os direitos da natureza são alguns dos caminhos possíveis.
Não temos modelos ou soluções únicas, mas múltiplas respostas sistêmicas e diversas — dentro, fora e contra a institucionalidade.
No próximo dia 03/05, às 15h, durante a Feira do Livro da Rocha (SP), acontece a roda de conversa “O Bem Viver na Cidade”, no Dispositivo Ativador de Vizinhança (na Rua Rocha, perto do Mercadinho Simples).
Convido a todas e todos para estarem em roda comigo, com Alberto Acosta, referência no pensamento pós-extrativista e nos direitos da natureza, e Jerá Guarani, liderança indígena que habita as margens da metrópole.
Se prestarmos atenção, podemos escutar o futuro respirar. Das bordas, das memórias, das aldeias e quilombos urbanas, das hortas comunitárias e de rodas como esta, que constroem confluências entre lutas diversas.
| O BEM VIVER NA CIDADE | 💚
Como imaginar outras formas de viver a cidade? Essa é a provocação da mesa “O Bem Viver na cidade”, que acontece no dia 03/05, às 15h, no Dispositivo Ativador de Vizinhança.
O encontro reúne Alberto Acosta (@albertoacostae ), Jerá Guarani e Marcella Arruda (@marcellaarruda ) para pensar caminhos que desafiam modelos tradicionais de desenvolvimento, trazendo o Bem Viver como horizonte político, social e ambiental. A conversa propõe novas formas de relação com a cidade, com a natureza e com o coletivo.
A atividade acontece em um espaço novo da Feira, o Dispositivo Ativador de Vizinhanças, em parceria com o @acidadeprecisadevoce .
E como o o Bem Viver é o tema da Feira, fica aí o convite pra não perder esse acontecimento!
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Qual é a função social do arquiteto?
Esse é o ponto de partida do primeiro ciclo de Encontros do Arq.social, uma conversa sobre o papel da arquitetura na sociedade contemporânea, com foco em práticas colaborativas. O encontro acontece no dia 5 de maio, das 19:30 às 21:00.
Marcella Arruda é arquiteta e urbanista brasileira. Trabalha na interseção entre planejamento urbano participativo, resiliência comunitária e saúde planetária, colaborando amplamente com territórios vulneráveis no Brasil e internacionalmente para desenvolver estratégias lideradas localmente para melhorar a qualidade de vida por meio da cocriação, permacultura e princípios de sustentabilidade.
É a atual presidente do Instituto A Cidade Precisa de Você e membro fundadora da Rede Brasileira de Urbanismo Colaborativo.
Link para inscrição está na bio!
Alegria em ver o público interagindo com Orvalho, obra minha na @terra_mulungu , hoje na exposição Instalação Sagrada. Um espaço de pausa, pra sustentar a leveza de ser e estar. Arte e natureza se entralaçam fazendo lugares para seres humanos e não humanos. 💧💧💧
Tive a alegria de participar dessa publicação tão relevante para a cena da arquitetura no Brasil, em uma entrevista com @evelisegrunow sobre a 14a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo EXTREMOS: arquiteturas para um mundo quente, da qual fui co-curadora.
"A Bienal trouxe um panorama variado, tanto de contextos regionais e bioclimáticos, quanto de soluções desde a escala da política pública até a da intervenção pontual, comunitária, de mobilização e engajamento social. (...) Não é apenas o olhar crítico para o antropoceno, é mostrar que a arquitetura está propondo soluções, experimentando, e especialmente no ano da COP em Belém. Quando se direcionam recursos, há vontade política para implementar soluções, replicá-las e torná-las acessíveis. (...) Em um mês de exposição, tivemos 45mil visitantes. A pauta teve aderência."
O anuário da @revistaprojeto é uma rica seleção de 50 obras, com diversas tipologias, em um registro histórico da produção arquitetônica nacional.
Disponível aqui: https://lnkd.in/d9VMzuys
Orvalho é uma obra de arte relacional que foi inspirada no Matanji Mudra (gesto simbólico do hinduísmo), criando um dispositivo para a prática do Mudra em meio a natureza.
Seis gotas pequenas pousam sob os galhos das árvores, como o orvalho que resiste ao tempo, e brilha com a luz do sol, alumiando o caminho na mata, além de uma escultura maior que cria um espaço meditativo. Suspensas entre as árvores, ora estáticas ora em movimento, as esculturas sentem e vibram e se movem com o vento, interagem com os pássaros, insetos e outros seres da floresta que nela fazem abrigo. Como sustentar a leveza de ser, na relação entre corpo e natureza?
A obra é parte do projeto Instalação Sagrada na @terra_mulungu . São sete esculturas para entregar-se em uma experiência de banho de floresta.
EXPOSIÇÃO ABERTA À PÚBLICO
Quinta e sexta: 14h às 16h
Sábado e Domingo: 12h às 15h
Datas ABRIL
23, 24, 25 e 26
Datas MAIO
14, 15, 16, 17, 21, 22, 23, 24, 28, 29, 30 e 31
•somente 20 pessoas por dia
Para reservar seu ingresso, basta ir no link da bio @arte_terramulungu preencher o forms de participação.
Vem <3
A exposição “Paisagem, Mero Artifício” trabalhou com um conjunto de elementos e histórias que compõem paisagens reais ou imaginadas, considerando-as sujeitas a operações de construção e desconstrução humanas e artificiais. Explorando as diversas linguagens mobilizadas pelas artistas Aline Moreno e Corina Ishikura, com curadoria de Marina Frugoli, a exposição tematiza suas motivações e inquietações acerca do ambiente construído (não somente por humanos, mas também não humanos).
Ao mobilizar operações que advém das disciplinas da arquitetura, urbanismo e do desenho da paisagem (ações como nivelar, esquadrinhar, retificar, transpor, seccionar, evidente nas obras abaixo, e representações como elevações, cortes em seção, plantas e maquetes), as artistas transitam por operações de tradução e transposição: entre o imaginado e o físico, a geometria e a organicidade, o planejamento e o acidente, o natural e o artificial. As obras compreendem espaços geográficos, abstratos, construidos e naturais, compondo paisagens com as pedras, as montanhas, a madeira, os parques. Essa abordagem envolve a compreensão dos elementos naturais e culturais que compõem a paisagem, suas relações e transformações ao longo do tempo. Quais os elementos que a compõem? Que histórias ela conta? Venha para o lançamento do catálogo amanhã, as 19h, no @projetomarieta
O trabalho de Ronaldo e Cilene do @atelieartemanguemarajo é com a cerâmica, mas com todas as relações bioculturais que este patrimônio está envolvido. O atelier forma jovens da comunidade na história, memória, saberes e fazeres marajoaras, mas também oferece uma formação critica e cidadã. O trabalho com a cerâmica envolve um manejo sustentável e um uso consciente do barro, de forma a não causar erosão, cuidando da terra e das aguas. As obras não se resumem a objetos, mas exploram outras escalas, até a arquitetura e a defesa do território, sua cosmovisão e cosmotécnicas. Vida longa!
a obra de Eva Jospin inventa a natureza nas suas diversas camadas de profundidade e beleza. Ora paisagens de seda, linho ou papelão, as florestas da artista criam uma experiencia profundamente sensorial e estética, revelando técnicas que exigem tempo e intimidade com os materiais e suas capacidades. Se ressalvagizar não seria justamente aprender a encarar com “incivilidade” aquilo que nos é oferecido como civilizado? Usar uma materia vinculada ao consumismo, ao uso e reuso de bens de curta vida útil, para transformá-la em obras de apreciação quase infinita de tamanha complexidade? Viva @appartatelier.evajospin e as mulheres artesãs de @chanakya.school of craft.
“Re-Selvagem – Natureza Inventada”
curadoria: @marcellodantas
Habitamos uma condição ambígua: que oscila entre a exploração infinita dos recursos, decorrente da objetificação da paisagem, e a alienação diante desse processo, que permite que ele possa seguir ocorrendo. O des-envolvimento como ação extrativista, de acumulação do capital e de perpetuação das violências, só é possível porque existe um distanciamento desde onde se tomam as decisões para onde se sentem os efeitos dessas ações - talvez a própria distância entre a representação e a experiência da paisagem. A noção de paisagem é pensada a partir de inúmeros processos que se verificam na passagem do tempo, na forma de registros duradouros de atividades de seres humanos, animais e plantas, como ciclos geológicos e atmosféricos. Reconhecemos que cada paisagem é uma, composta ao longo do tempo por relevos, texturas, contornos, elementos e histórias diversas; um mundo construído e em contínua transformação. Parece importante investigar outros meios de relação que questionem a visão desenvolvimentista ainda hegemônica, seja pela experiência ou pela representação da paisagem, mas que visibilize os registros das camadas e processos que a constituem.
Trecho do meu texto “As Ecologias da Paisagem”, no catálogo da exposição “Paisagem, Mero Artifício” no @marpmuseudearte
artistas: @corinaishikura e @aline___moreno
curadoria: @marinafrugoli
assistencia: @leticiacastroleticia
produção: @liria.cultural
fotos: @anahelenalima.foto
Uma honra ter participado junto dessa publicação linda com textos da curadora e da @paumonroy :)
Dia 30 de janeiro tem evento de lançamento do catalogo no @projetomarieta , vem! ❤️