Recém-chegada da Irlanda, sem casa, sem trabalho e morando na casa de amigos, acolhi com felicidade o convite para fazer um filme sem retorno financeiro. Descalça na encruzilhada, aceitei a beleza desse estado de suspensão.
Hoje, 9 anos depois, essa foto invoca uma força que, naquela época, eu não conhecia. É com ela que tenho aprendido que nada é estático e que, se nos demoramos, a vida empurra, sacode, mexe, tira tudo do lugar. Porque, para abrir, primeiro é preciso fechar.
Quando as situações começam a se mover, os encontros e desencontros acontecem. As decisões inevitáveis revelam nossas escolhas e, nesse movimento ao mesmo tempo calmo e caótico, tudo o que estava escondido começa a aparecer.
É nesse trânsito entre mundos, onde tudo passa de um lugar para outro, que aprendo sobre a minha própria essência.
Sim. Viver é se entregar. E toda entrega é também um caminho para a aceitação da incerteza.
É o caos em meio à calmaria.
Laroyê 🔥
Ser artista em tempos de redes sociais exige escuta de si. Temos confundido visibilidade e aplausos com talento, como se a existência da arte dependesse de confirmação pública. Nesse ruído, muitas vezes surge também a dúvida sobre o próprio lugar, sobre o que se imagina que um artista deveria ser. No entanto, a arte não nasce desse tribunal imaginário. Ser artista talvez seja justamente aceitar esse chamado indomável que insiste, mesmo quando a razão desconfia dele. Permitir que a arte atravesse nossas defesas, rompa as fronteiras que erguemos por medo ou pudor e encontre passagem é, em si, um processo artístico de existir. Porque quando a arte precisa florescer, ela não pede autorização à fama, ao mercado ou às expectativas. Ela simplesmente brota, como brotam as coisas vivas que não duvidam da própria natureza.
Um abraço enorme à @kinmx que, entre um copo de chá e vários outros, nutriu esse olhar dentro de mim e ao talentoso @korontai que brilhou na edição desse registro autoral, que rodei com uma Panasonic GH4 na mão e um sonho na cabeça 🌱
Lu Guimarães
Diretora e Produtora Executiva
Lu Guimarães é diretora e produtora executiva. Com trajetória marcada por narrativas que entrelaçam memória, identidade e arte, atua no audiovisual com foco na escuta de histórias invisibilizadas.
Veja mais em: @luciguimo | vimeo.com/luluguimaraes
🌟 O Domina Tudo é uma iniciativa que reúne e apresenta mulheres que atuam no audiovisual, criando um catálogo acessível para produtoras, marcas, artistas e equipes que buscam profissionais qualificadas.
Acreditamos que visibilidade gera oportunidade. E oportunidade gera transformação no mercado.
O Domina Tudo é sobre organizar potência! ❤️🔥
Fiquem atentos às próximas postagens.
Lembro deste trabalho com gratidão profunda ao tempo, que soube cuidar de mim enquanto eu ainda estava ocupada apenas em atravessar #tbt
Esse filme é sobre a entidade que une o que veio antes ao que é agora e ao que vem depois. Meu infinito respeito a todas que carregam nas suas memórias a sabedoria ancestral para compartilhar com quem ainda está por vir 🌿
Agência: Wunderman Thompson Brasil
Cliente: @avonbrasil
Roteiro: @_peulins
Direção Criativa: @luciguimo
Diretores de Cena: @korontai | @luciguimo
Diretor de Fotografia: @marcelobritofilho
1o AC Foquista: @gabriellima.cine
2o AC: Cláudio Santos
Ajudante técnico de Set: @kinhowz
Steadicam: @steadicamroots
1o Ass de Elétrica: @robson12ferreira
2 Ass de Elétrica: @_silva071
1o Ass de Maquinária: @vinicius10leitte
2o Ass de Maquinária: @djafernandes.ju
Produtora Executiva: @luciguimo
Produtora e Ass de Executiva: @barreirosjana
Assistentes de Produção: catarinav.lima | _.bielzx | @mourasamile
Suporte no Set: Gilcélia Cruz
Arte: @diegoajaosi
Assistente de Arte e Objeto: @carlacervino
Contra Regra: @oxearte
Assistente de Contra Regra: @alansantos627
Platô de Arte: José Augusto
Ajudante de Arte: Marcos Ferreira
Stylist: @wladiagoes e @detelimma
Assistentes de figurino: @a.li.ce.braz | @gabrielaaarnaoutte
Make: @herdeiradabeleza
Hair: @lliunascimento
Manicure: Pri Carmo
Produtora de Elenco: catarinav.lima
Elenco: @mirinha12 e @gleicy_deusa
Editor Finalizador: @korontai
Color Granding: @dcjuunior
Produção e finalização de trilha: @enioofficial
Voz: @margaridaeugenia
Motoristas: Deusirã Viana | Josenilson Santos | | Jucelino dos Anjos| Lucas Lacerda | Nilton de Jesus
Agradecimentos mais que especiais ao Ilê Axé Jitolú e toda sua comunidade pelo acolhimento a gravação deste filme.
A violência de gênero não nasce no extremo. Ela nasce no pequeno gesto autorizado de forma silenciosa, no corpo tratado como território público, na ideia de que a mulher deve administrar o desconforto para manter a harmonia. E quando isso acontece diante de milhões de pessoas, em plena luz, não é um detalhe é um espelho.
Não normalizar é nomear. É parar de relativizar. Não é sobre um caso isolado. É sobre uma estrutura inteira que só se sustenta porque, por muito tempo, aprendemos a chamar violência de outra coisa.
E não dá mais.
Agência @moryacomunicacao
Produtora @mochilab.co
Direção @luciguimo
AD @lisschwabacher
Direção de Fotografia @gabrielgcerqueira
Produção Executiva: @navegiante
Produtor @robinhoprod e @jeronimochavesadv
1AC @shotbymarinho
2AC @daniel.pujol
Equipamentos @igluloc
Elétrica/maquinaria @louro_50@sergioserrinha08
Direção de Arte @felipeadail@alxoliver
Moda @naiara_maranhao1
Make @fabianamenezesof
Produtora de áudio: @occi.sound
Trilha sonora e finalização: @tiago_occilupo
Sound designer e finalização; Fabiano Lopes
Atendimento: @yna_bull
Locução: @rosa.rosah
Edit @thiagoportugalba
Color @junior_jacob_ e @gabrielgcerqueira
Motion @junior_jacob_
Produção de Elenco @producaopollisantarosa
Elenco:
Ana Frebar
Charlene Santana
Lisandra Rodrigues
Rosa Bulhosa
Mira Alcântara
Rodrigo Campos
Lázaro Gomes
Yury Pinto Viana
Alex Pastore
Gildázio Santos
Israel Torres
Janael Pereira de Brito Filho
Janael Brito
Benício Alves
Rafael Philipe
Filme publicitário “No Espaço Entre Nós”. Projeto para divulgar o audiobook da escritora Elayne Baeta.
Esse projeto chegou aquecendo nossos corações e lembrando o que muitas vezes acabamos esquecendo no dia a dia desse trabalho tão árduo e difícil. Além de uma realização pessoal foi também uma realização coletiva feita com excelência. Falar sobre amor com pessoas reais foi mágico!
Agora uma curiosidade sobre esse dia tão imenso para nós e ainda mais para mim: eu sempre sonhei em ver o universo através de um telescópio, e aos 30, ainda não havia realizado esse feito… na manhã desse dia eu tive a certeza a partir de uma ultrassom que estava gestando minha menina. E quando cheguei no set e vi a lua bem de pertinho através do telescópio meu coração transbordou. Me emocionei e entendi mais um recado da vida: Eu estava vivendo a transformação e o momento mais lindo da minha existência, até agora, e que de todas as minhas criações essa era (e é) a mais extraordinária de todas! Parecia que de fato o universo estava confirmando a imensidão que eu carregava dentro de mim e tive certeza naquele momento que o nome dela seria Lua mesmo! (Eu já havia decidido desde do momento que era apenas um brotinho batendo o coração dentro de mim).
Eu vou amar contar essa história para ela 🥹🫶🤏 te amo filha, minha Lua 🌙
Ficha Técnica:
Cliente: Amazon Audible
Agência: @livetheagency
Realização: @mariasprodutora
Produção Executiva: Maria Mango
Direção Criativa e Geral: Lu Guimarães
Direção de Fotografia: Iury Taillan
Ass de Fotografia: Naju
Maquinária/Elétrica: Alê (Elétrica Leal)
Fotografia Still: Kali Madureira
Captação de Audio: Cris Lima
Direção de Produção: Dandara Tainá
Produção: Victoria Bastos
Montagem: Rana Tosto
Sound design: Andrea Martins
Color: Henrique Olvs
Operador do Telescópio: Eudson Lima
Agradecimentos: @igluloc
Hoje senti uma saudade boa de quando era criança e painho me levava pra horta. Não é lembrança linear. É fragmento de um tempo em que tudo era novidade.
O aroma das folhas molhadas, da terra encharcada, o caminhar entre as leiras pra sujar menos o pé enquanto os adultos cuidavam das coisas... Veio tudo. O cheiro dessa memória trouxe também Seu Zé, o senhor que quase tudo cultivava no fundo dos prédios onde a gente morava. Meu avô, quando em Salvador, vivia por lá e gostava de capinar a terra com a enxada. Eles carregavam água do rio ao lado e molhavam aquele pedaço de chão sem dono. Nos dias de folga do trabalho meu pai ia ajudar e me levava junto. Acho que ele tinha saudade da roça como hoje tenho da horta.
Eu não prestava muita atenção no que os adultos falavam, eu vivia no meu mundo, mas me recordo bem de provar o que a terra dava. Num dia o tomate estava verde, depois rosado e, por fim, vermelho. Eu gostava de quando estava rosa. Tomate de horta tem gosto diferente. O cheiro do coentro molhado era meu favorito porque dava pra sentir de longe. Com a salsa nunca foi igual. A cebolinha era bonita de ver, o gosto eu não gostava muito não. O pimentão continua inconfundível. Me ensinaram logo o ponto da colheita para evitar desperdício.
Um dia a terra deu quiabo. Os mais velhos estavam numa felicidade só. Lembro da estranheza em ver os adultos provando o bendito do quiabo cru. Lá fui eu provar a novidade direto do pé. Quiabo sempre me leva até a menina que ia, andando pulando dançando, para a horta segurando na mão de painho.
Como tudo passa, no lugar da horta hoje tem um condomínio. O rio já não é mais rio. Painho, Seu Zé e meu avô habitam nas minhas memórias. Os ensinamentos da colheita e da terra seguem aqui dentro sendo ressignificados, onde aquela menina continua andando, pulando e dançando ao menor sinal de novidade.
A memória do quiabo cru foi resgatada através de um post do perfil @comerhistoria 🌿
Fazer filmes é como adentrar na alma das coisas e experimentar as possibilidades do sentir. É se conectar com o invisível que habita no oceano qué é o imaginário. É traduzir para o mundo das imagens as compreensões e sentimentos, que nem sempre são só seus. O terreno do invisível é coletivo e sagrado. Para ver é preciso pisar devagar, sentir, respeitar e pedir licença para passar. As memórias dos diferentes dialogam no silêncio das possibilidades infinitas.
Dividir o processo criativo é como identificar os pontos de interseção nesses silêncios. Foi nessa encruzilhada dos encontros simbólicos que Bruna trouxe "Não tem lua" como um convite para colocar a menina do mar que nos habita para brincar juntas. Nesse tempo, marcado pelas nuvens passageiras no céu, celebramos o nosso encontro com esse clipe.
Obrigada pelo convite @brunacarolli Obrigada @_josyara e @xulianalinhares por nos permitirem construir essa história. Obrigada @durvallelys pela generosidade. Obrigada @nildinha_fonseca , @meg_desousa , @reginaluzj , @yamnadahia , @robelia.almeida e Geny por trazerem suas 'meninas do mar' pra brincar conosco nessa feitura. Vocês são fonte de inspiração.
Um grande obrigada aos seres invisíveis que possibilitaram esses encontros. Eu sei que vocês estão em festa 🍃
CONCEPÇÃO CRIATIVA E DIREÇÃO: Bruna Carolli e Lu Guimarães
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Marco Ferreira
ASSISTÊNCIA DE CÂMERA E FOCO: Gabriel Trajano
PRODUÇÃO: Girassol Azul Filmes e Mandinga Filmes
ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO: Liv Castro e Samile Moura
MONTAGEM: Jonga Oliveira
ASSISTÊNCIA DE FINALIZAÇÃO: Uriel Souza
COLOR GRADING: Cora Post
COLORISTA: Davi Junior
SUPERVISOR: Lucas Bergamini
COORDENAÇÃO: Ali Ruas e Milena Aory
ATENDIMENTO: Milena Aory e Daniele Maximo
DESENHO DE SOM E MIXAGEM: Luca Fasano
ARTE GRÁFICA: Giovanna Flugel
MOTORISTA: Lucas Lacerda
SEGURANÇA: André Carlos
APOIO: @igluloc
Fonograma: Deck Produções Artísticas
Agradecimentos a @pis_santos e @olauramoreira
“Não tem lua” ganha videoclipe com foco na visibilidade de mulheres com mais de 50 anos.
Dirigido por Bruna Carolli (DF) e Lu Guimarães (BA) o clipe “NÃO TEM LUA” estará disponível nas plataformas digitais em 25 de abril e é uma produção de Girassol Azul Filmes e Mandinga Filmes.
Segundo Lu Guimarães, diretora baiana que já conhecia o hit do Asa de Águia dos carnavais soteropolitanos e se juntou a Bruna na concepção criativa, a ideia sempre foi construir novos olhares através do clipe. “Para mim foi como ouvir a música pela primeira vez. A interpretação de Josyara e Juliana Linhares me provocou a imaginar novas narrativas para a ‘menina do mar’, para algo que eu acreditava que já conhecia.
“Foi uma grande provocação ouvir duas mulheres cantando essa música, reivindicando o amor e ainda percebendo a possibilidade delas mesmas serem esse amor que a letra coloca, serem elas mesmas essa força no mar”, explica Bruna Carolli, diretora brasiliense e uma das idealizadoras do videoclipe que será lançado.
AUTOR: Não Tem Lua - Durval Lelys INTÉRPRETES: Josyara e Juliana Linhares
Fonograma gentilmente cedido por Deck Produções Artísticas.
CONCEPÇÃO CRIATIVA E DIREÇÃO: Bruna Carolli e Lu Guimarães
Lançamento 25/04, quinta-feira, 12h no youtube. Esperamos vocês pra dar esse play!
🌕🌑💛
Um #tbt de 2013 quando @nildinha_fonseca coreografou a dança de Iemanjá pra uma série que fiz sem muita pretensão. Eu, uma menina apaixonada por histórias, diante de um furacão como ela 🌱
Uma década depois consigo entender o quanto esse momento forjou a mulher que tenho me tornado. Nasceu aí uma estética que posso perceber em muitos filmes que produzi e dirigi desde então. A percepção do "eu" através de registros fotográficos como elo presente entre passado e futuro.
Ao tempo, esse senhor sagaz do destino, precioso e preciso, que acomoda e preenche nossa existência com a determinação que só a ele cabe, um grandiosíssimo obrigada por me dar as mãos e me ensinar o caminho de volta até aquela menina.
Asé 🌿