Jurandy Valença

@juravalenca7

Alagoano radicado em SP há + de 30 anos. Curador, gestor, jornalista, poeta. Vive o hic et nunc porque a vida é breve e Saturno implacável.
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O tempo é nosso maior tesouro. É ouro. Em março de 1991 quando a #hildahilst me convidou para morar com ela, disse: “Ju, quero te oferecer 3 coisas: casa, comida e tempo; não posso oferecer dinheiro porque não tenho, mas quando você ficar mais sábio perceberá que o tempo é + valioso do que qualquer coisa”. E é. O tempo que temos com os nossos amigos, mesmo que seja um tête-à-tête com alguns dedos de prosa, quiçá mãos. O que passou e que sempre é presente. A Lua Nova ilumina os rastros dos dias e noites. * No carrossel de imagens, hoje no desfile do @joao_pimenta , no @arquivohistoricomunicipalsp . Sua nova coleção apresenta looks sofisticados, de proporções inusitadas; e como diz @patriciafavalle , “uma alfaiataria precisa, quase austera, mas reinterpretada sob uma ótica de exagero calculado”. E assertiva na sua análise, continua: “o tecido texturizado em tons que passearam pelas cartelas do cinza, marrom, bege, preto, azul e branco reforça essa constância minimalista e intelectualizada. Não é um cinza burocrático ou um branco monótono; é um colorido técnico, frio, chique, ousado”. Perfeita. * Há 30 anos acompanho e mantenho um acervo do João, desde quando ele abriu sua 1ª loja em Pinheiros (onde até hoje continua). Uma roupa atemporal, que traduz – para mim – o que seria um dândi tropical. * Os reencontros com os amigos e com parte da família eletiva. Os que permanecem apesar dos tempos. Rever outro gênio da moda brasileira, o @jumnakao que conheço há tanto tempo quanto o João; reencontrar o @bolellireboucas , diretor do @tusp.teatrodausp , amigo desde os anos que fomos vizinhos de vilas em Pinheiros; com @olhaaluiza , atual diretora da Mário, e que durante minha gestão foi meu braço direito; @totoparente , Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, e Isabel, sua esposa; @paulo_yuzo , diretor do AHM; e @massi_rodrigo , Secretário Adjunto da @smculturasp . * Uma tarde com 2 ex-parceiros de labutas, a @taislara , diretora do @centroculturalfiesp ; e @hapanui , coordenador de programação cultural da instituição. Os novos livros adquiridos (2 deles foram presentes do Rafa). De um Kant a outro da casa, que é templo, como o sagrado que habita os amigos.
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18 hours ago
Depois de semanas e muitas [re]leituras, o ponto final em um texto sobre os 80 anos da morte de uma das minhas escritoras mais amadas, a #gertrudestein. Em seu leito de morte, ao lado de #alicebtoklas, sua companheira por quase 40 anos, Gertrude pronunciou suas últimas palavras. Um diálogo que se fez um monólogo: Gertrude: “Qual é a resposta?”. Silêncio. E depois: “Nesse caso, qual é a pergunta?”. Para mim, ela só confirma tanto tempo depois que a vida nos oferta mais perguntas que respostas. * No carrossel de imagens, os rastros desse começo de maio, ansioso pela onda de frio, de canto em Kant da casa, com o @rafa_ziani me ajudando a passar para o computador todos os meus grifos de uma dezena de livros para a escrita do texto; Chica sempre perto nas minhas derivas noturnas, os livros que se multiplicam em uma angústia perene para ter tempo para ler todos, visitas cremosas em casa, uma tarde inteira com mãos de prosa com @bettyprado , irmã jurássica da minha família eletiva; e reencontros com amigos na abertura da exposição “Delírio Tropical”, que reúne obras de 130 artistas no @sescpinheiros , com curadoria do @orlando_maneschy e da @keylasobral . * O ano em breve chega a sua metade. E séculos antes da Gertrude, como o filósofo chinês Kong Qiu (mais conhecido como Confúcio), “eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas”.
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7 days ago
Um têbêtê do FDS passado, em Campinas, na Casa do Sol (@instituto_hilda_hilst ) na 3ª edição das Hilstianas. No mês do aniversário de #hildahilst (que se estivesse viva completaria 96 anos), cerca de 4 mil pessoas passaram no sábado e domingo no instituto que abrigou diversas atividades. Foi um júbilo. Teve choros e risos, o passado revisitado no hic et nunc. * Agradeço mais uma vez ao convite do @danielbmfuentes (presidente do IHH) para as 2 visitas Juraguiadas pela casa, nas quais comentei sobre minha convivência com Hilda no período que morei com ela no começo da década de 1990; e que ao final li trechos do meu diário da época pela 1ª vez em público. E para a mediação das 2 mesas com @alinebei e @joaoanzanellocarrascoza (no sábado), e com @nataliatimerman e @noemijaffe_ (no domingo). * E também à equipe primorosa do IHH que fez com que tudo ocorresse a contento e, claro, a @olgabilenky , guardiã eterna deste lugar mágico. Às amigas e aos amigos que vieram não só de Campinas, mas também de São Paulo e de outras cidades do Estado. Foram 2 dias de labuta intensa e de conexões. * No carrossel de imagens, os rastros desses dias em uma Lua Crescente, e nesta pré Lua Cheia em Escorpião (na sexta, no feriado) a lua de #wesak, que é considerada pelos indianos o momento espiritual + poderoso do ano, e que celebra o nascimento, a iluminação e a morte de Buda. * Uma cremosidade absoluta. E parafraseando a #emilydickinson, o meu maior patrimônio são os meus amigos. Não só da família eletiva. #institutohildahilst ❤️‍🔥
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17 days ago
Abril tá que tá. Um azougue. No último FDS do mês (que se #hildahilst estivesse viva completaria 96 anos no dia 21), o @instituto_hilda_hilst promove na Casa do Sol, em Campinas, mais uma edição das Hilstianas, evento que propõe uma imersão no universo da autora, e que reúne feira literária, espetáculos, exposição, mesas de conversas, atividades infantis, oficinas, além de experiências gastronômicas e bar. A entrada é gratuita e contará com algumas atividades pagas, com ingressos disponíveis na plataforma Sympla. * Entre os destaques da programação estão os encontros “A delicadeza e a vertigem da linguagem”, com @alinebei e @joaoanzanellocarrascoza ; e “A escrita como escuta”, com @nataliatimerman e @noemijaffe_ , além do show da @cidamoreiraoficial que homenageia Angela Ro Ro, que nos deixou ano passado, entre inúmeras outras atrações. * Vou mediar as duas conversas em um bate-papo em torno da literatura, e que tem como eixo o tema desta 3ª edição das Hilstianas, a família eletiva, aquela que atravessa os vínculos do sangue e se faz na família que escolhemos na vida. * Após as mesas de conversas terão sessões de autógrafos com os autores. Mais informações no perfil do IHH. * Borá lá? De Sampa para lá é uma hora e meia de carro, o espaço é um portal mágico, os jardins e toda a sua flora exuberante, além da figueira centenária que ao tocá-la e verbalizar seus desejos, ela atende. Comigo nunca falhou.
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1 month ago
“Afinidades Eletivas, o diário da Casa do Sol”, será uma visita guiada com Jurandy Valença (@juravalenca7 ), que morou com Hilda Hilst por quatro anos no início da década de 1990. Entre histórias do cotidiano, conversas, leituras noturnas acompanhadas de uísque, músicas, amigos e a família eletiva, Jurandy vai compartilhar memórias vivas dessa convivência intensa e apresentará a Casa do Sol à sua maneira. Além disso, haverá a leitura de trechos de seu diário, que soma mais de 300 páginas escritas durante esse período ao lado da autora. Jurandy Valença é curador, jornalista e gestor cultural com mais de 25 anos de atuação, tendo passado por instituições como a Biblioteca Mário de Andrade, Centro Cultural São Paulo e CCBB/SP. Em 2024, recebeu o Prêmio Governador do Estado e foi jurado do Prêmio Oceanos. 🎟️ Para participar da atividade é necessário adquirir ingresso, disponível no link na bio. 👥 Livre para todos os públicos. 📍 Casa do Sol - Rua João Caetano Monteiro, 359, Parque Xangrilá, Campinas-SP. Esperamos vocês na Casa do Sol para esse encontro memorável!
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1 month ago
Em Agda, Hilda Hilst escreve: “se a gente olha tudo, de um jeito vagaroso, tudo é sagrado”. É desse ponto que parte A escrita como escuta, encontro entre Noemi Jaffe (@noemijaffe_ ) e Natália Timerman (@nataliatimerman ) em torno da literatura como forma de atenção ao outro, à memória e ao que, na experiência, exige tempo. Em percursos distintos, suas escritas se aproximam nessa disposição de escuta, que também organiza a linguagem. Com mediação de Jurandy Valença, a conversa se relaciona ao tema das Hilstianas — família eletiva — como possibilidade de leitura, sem se fechar nele. ✍🏼 Essa mesa é uma parceria com a @livrariacandeeiro , que realizará uma sessão de autógrafos especial com as autoras após a mesa. 🎟️ Gratuito, é só chegar! 👥 Livre para todos os públicos. 📍 Na Casa do Sol - Rua João Caetano Monteiro, 359, Parque Xangrilá, Campinas-SP.
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1 month ago
Amanhã, terça, se #hildahilst estivesse viva celebraria 96 anos de vida. Há mais de 20 anos ela nos deixou, mas continua viva na memória de quem conviveu com ela, nos seus leitores de antes e nos de agora. No próximo FDS, na Casa do Sol @instituto_hilda_hilst , em Campinas, acontece mais uma edição do Festival Hilstianas, que reúne diversas atividades em torno dela. O público terá como anfitriões o @danielbmfuentes e a @olgabilenky (que tenho o júbilo de conhecer há mais de 35 anos) e a equipe do instituto. * Estarei lá para realizar 2 visitas Juraguiadas pela casa rememorando minha convivência com Hilda nos quatro anos que morei com ela no início da década de 1990 (lendo ao final do percurso trechos do meu diário do período), e mediando 2 mesas com quatro autores contemporâneos brasileiros: @alinebei , @joaoanzanellocarrascoza , @nataliatimerman e @noemijaffe_ (para + informações basta acessar o link do perfil do IHH). * No carrossel de imagens, na 1ª foto, um retrato que diz muito de Hilda, feito pelo @mauricionahas2 ; e outro, uma pintura dela realizada por seu amigo @egasfranciscoartista . Registros de nós dois nos anos 1990, a figueira centenária e mágica (se estiver lá não se abstenha de tocá-la e verbalizar pedidos assertivos. Não economize nas palavras. Quanto mais detalhado o seu pedido, melhor). Desenhos de Hilda, seu escritório, detalhe da sua mesa de trabalho, de uma das paredes da sala com fotos da sua família eletiva (tema central desta edição das Hilstianas) e do relógio parado que ecoa a frase “É mais tarde do que supões”. * Como ela mesmo disse em um dos seus livros: “Para onde vão os trens, meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também para lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti”.
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26 days ago
As veredas em um bate-papo sobre “Grande Sertão: Veredas”, livro que é o eixo da coletiva “Veredas”, em cartaz até o dia 25 na @galeria.dezoito . Sábado, 15h, mãos de prosa com @erich.nogueira , que há 20 anos desenvolve pesquisa sobre a obra de Guimarães Rosa. * Em seu doutorado, que se desdobrou no livro “Os Sentidos da Voz”, ele pesquisou as relações entre a oralidade, a vocalidade e a linguagem poética na obra do autor mineiro. Na ocasião vamos nos debruçar sobre algumas questões que permeiam a curadoria e, principalmente, o livro. * Na pauta, o hibridismo linguístico e suas fricções entre a linguagem popular e a erudita do autor que borra a fronteira entre a fala do “matuto”, do sertanejo e a do “filósofo”. Seria essa uma terceira língua, parafraseando o título do conto “a terceira margem do rio”? * Em sua pesquisa, vamos perceber que Guimarães Rosa não apenas escreveu, mas “compôs” o sertão através da sonoridade dos seus sons em si e dos sons criados pelo autor na criação de palavras, neologismos. Nesse sentido, podemos dizer que a obra de Rosa foi feita para também ser lida com os ouvidos? * E nessa conversa cheia de veredas, de caminhos, vamos falar também de Diadorim, um ser “híbrido”, homem e mulher; e sua relação com Riobaldo. * Na ocasião o seu livro estará disponível para venda e autógrafos. Mais informações no perfil da galeria. Bora enveredar nessa conversa?
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1 month ago
Lua Nova, o stellium de planetas em Áries incendiando subjetivamente nossa vida para um novo recomeço. Me mantive zen na medida do [im]possível canalizando toda a energia para os projetos em progresso e os que estão porvir. Quieto no meu Kant, porque nos últimos dias o babado estava fortíssimo. Dei eject nas paranoias e na sensação persecutória que vez e outra me aflige. * No carrossel de imagens, registros de hoje no bate-papo na @galeria.dezoito , com o @erich.nogueira , especialista na obra de #guimaraesrosa, sobre “Veredas”, que celebra os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas” (em cartaz até o dia 25). Mediar uma conversa, para mim, é fazer com que o convidado seja o protagonista. É como pegar o fio de Ariadne e percorrer o labirinto sem esbarrar no Minotauro. Já presenciei mediações na qual o mediador queria brilhar mais do que os convidados e sempre achei vexatório. * O bate-papo foi literalmente uma Aula Magna sobre Rosa e sua obra. 1h30, mais de 20 pessoas presentes e o tempo passou cremoso e ligeiro. Afinal, fazer com que a gente saia de casa em um feriadão para ouvir e ver um diálogo sobre artes visuais e literatura é praticamente um milagre. Agradeço à galeria, ao @pepeafonso_ , sua equipe impecável (@babimbrandes e @vivianfaingold ) e ao público pelo júbilo. * Nos rastros dos dias e noites, reencontros com amigos, de um Kant a outro da casa lendo e escrevendo; a visita Juraguiada antes da abertura da @sp_arte na galeria, com colecionadores e curadores internacionais; finalizando a revisão do livro “Monólogo Interior” (derivado da curadoria homônima que celebrou os 100 anos de “Mrs. Dalloway”, da #virginiawoolf, realizada ano passado na galeria), que será lançado em breve pela @afluente.art . Os preparativos para o próximo FDS em Campinas, no @instituto_hilda_hilst para + uma edição das Hilstianas (no mês do aniversário da #hildahilst). * Em 1 das fotos, com o @ruben.pella e o @washdellacqua , amigos da minha família eletiva (tema do festival que acontecerá no IHH); amizade de mais de 30 anos que continua viva. Lembro todo dia da frase da #emilydickinson: “Todo meu patrimônio são meus amigos”. Um truísmo que vale para toda a vida.
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28 days ago
A maratona anual da @sp_arte começou. Abertura é sempre a mesma coisa; a gente vê e revê mais pessoas do que as obras em si. Haja bateria social. Este ano me pareceu maior, “sortida”; com a área dedicada ao design bem robusta. * Não dá para ver tudo de uma só ida. Impossível. Mas, além do reinado da pintura, me parece que as artes manuais estão em evidência. O que já venho pensando há tempos nas minhas pesquisas. A manualidade, o gesto do artista, o artesanal no sentido da sua sofisticação aparentemente “simples”. A artesania. Gostei de muitas obras têxteis e objetos/esculturas em cerâmica. * Várias obras do Tunga, que amo; de clássicos atemporais como Pancetti, Guignard e um Volpi que me surpreendeu muito. Uma Tarsila estranha por quase 20 milhões de [ir]reais, um Anish Kapoor que faz qualquer narciso nunca achar feio seu espelho fragmentado, fractal. O mobiliário sexy de @lucassimoes que são esculturas funcionais para sentar e tocar. A magia que nos hipnotiza dos trabalhos de @ayrsonheraclito como entidades que reluzem prateadas. Um trabalho do Leon Ferrari lindo, um cosmo caligráfico quase uma partitura de linhas, letras, palavras, sinais? * Ao final da odisseia, reencontros, dedos e mãos de prosa. E em meio à profusão de cores, formas, suportes, linguagens; o estande da @papelariainstagram com sua enorme piscina branca na qual a água são 25 mil bolinhas de papel enroladas à mão, nenhuma igual a outra. Me pareceu emblemática. Branco, papel, uma “instalação” na qual qualquer pessoa podia entrar, mergulhar, descansar. * Minimalista, silenciosa e irônica pairando no meio do grande circo. Não o circo em si, mas aquele originário do latim circus (“círculo”), que refere-se tanto ao local (o picadeiro) quanto ao conjunto de artistas , ao show de variedades em si. Afinal, assim é a arte, os artistas, galeristas, vendedores e toda rede de profissionais que esse mercado abriga. Público e protagonistas ao mesmo tempo entretendo o nosso olhar, as nossas certezas e dúvidas.
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1 month ago
“O passado nunca está morto. Nem sequer é passado”. Nunca esqueço dessa frase do #williamfaulkner que a Lica Bach me disse uma noite de vertigem há anos. No último FDS de abril, mês de aniversário da #hildahilst, estarei na Casa do Sol @instituto_hilda_hilst participando de 2 eventos. A mediação de 2 mesas com 4 autores incríveis (+ informações no perfil do instituto). * E 2 visitas Juraguiadas pela casa contanto minha convivência com HH nos 4 anos que vivi e trabalhei com ela no começo da década de 1990. Começa na figueira centenária e mágica e percorre caminhos pelos jardins, a varanda, a casa, os antigos canis (agora transformados em espaços culturais) e o pátio, lugar que tive uma das 3 o 4 epifanias da minha vida até então. É lá que lerei para o público trechos do meu diário daqueles que, sem dúvida foram os anos divisores de águas nesses 56 anos de vida; solares, lunares, de aprendizados, centenas de leituras e loucuras, embriaguez, voragem e muita intensidade e lucidez. * No carrossel, alguns registros durante a panedemônia, quando resolvi organizá-los e relê-los após quase 30 anos. Entre as fotos, 1 desenho que HH fez para mim, eu e ela indo colher margaridas de maio; e 2 registros de um bilhete manuscrito que a #lygiafagundestelles deixou dentro de um pacote de livros que havia me dado, junto ao um uísque, para a Hilda. Achei lindo ela ter grifado 2 vezes “Meu poeta”; e o segundo mistério que ela cita é sobre a #anacristinacesar. Naqueles anos, uma vez ao mês, no máximo a cada 2, saia de Campinas para São Paulo e durante a semana tomava chá, algumas vezes seguido de vinho, com a Lygia. Levava cartas ou bilhetes de HH e trazia de volta presentes para ela que Lygia enviava * Mas essa e outras histórias estarão na visitas dos dias 25 e 26 de abril. O diário reúne cerca de 300 páginas, datilografadas em diversos papéis às noites no escritório que tinha em um anexo da casa; sempre ouvindo música numa vitrola vintage daquelas que vinha numa mala antes de dormir, já embriagado depois te de ter tomado no mínimo 4 doses com HH, e ter fumado um beck (ela só fumava cigarro, o clássico Chanceller). Bora? Vai ser um júbilo.
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1 month ago
Aqui, nesses rastros de ontem, não coube no carrossel de imagens todas as amigas e os amigos que foram prestigiar a abertura de “Veredas”, que celebra os 70 anos do lançamento da obra-prima do gigante #guimaraesrosa na @galeria.dezoito ❤️ * Agradeço imensamente mais uma parceria com o @pepeafonso_ e sua equipe primorosa, a @babimbrandes e a @vivianfaingold . Sem vocês nada disso seria possível; assim como as artistas e os artistas convidados que toparam esse mergulho no [in]finito sertão que o mineiro nascido em Cordisburgo nos encanta até hoje. * Uma noite de júbilo com a presença de pessoas que fazem parte da minha família eletiva. Afinal de contas, como o próprio Rosa diz, “tudo é real, porque tudo é inventado”. “O que a vida quer da gente é coragem” e “viver é etecétera”. * A coletiva continua em cartaz até o dia 25 de abril, e no período teremos uma visita Juraguiada e um bate-papo com o @erich.nogueira , especialista na obra de Rosa, cujo doutorado teve como eixo os sentidos da voz, da vocalidade na obra do autor. * “O sertão está em toda parte”.
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1 month ago