ele não aparecia nas fotos porque em geral era o responsável por tirá-las. gostava de viajar. de gente. de festa. amava os amigos, a família, os filhos. comunicativo e expansivo, a despeito da melancolia no olhar. inteligente, curioso, tinha grande fé na vida.
são poucas as coisas que sei dele – talvez sejam mesmo uma mistura de tudo que ouvi, de que me lembro ou do que prefiro guardar de sua memória.
o certo é a saudade que eu sinto. e aquela que sempre estará comigo.
30 anos desde aquele 8 de maio.
depois desse dia, nada mais ficou inteiro.
te amo, pai. ❤️
uma semana do @premiojabuti , uma semana de uma noite linda, na qual dois livros que tive o prazer de editar venceram em suas respectivas categorias em não ficção (educação e saúde e bem-estar).
@uma_intelectual_diferentona , que alegria te ver naquele palco. o Como ser um educador antirracista é um projeto que nos orgulha muito. você merece demais! só agradeço, pela generosidade e parceria.
O sentido da vida é a própria vida (ou algo muito semelhante a isso), diria Contardo Calligaris. que lindo ver as palavras desse nosso grande autor ecoando por aí. e que honra fazer parte disso. @mxcalligaris , obrigada pela confiança.
agradeço muito à toda a equipe da @planetadelivrosbrasil , tão profissional e comprometida. também ao @becaum , junto sempre. e, sobretudo, ao @elfelipebrandao , por acreditar em mim. ❤️
“Mira, Teresa, siempre he oído decir a mis mayores que el que no sabe gozar de la ventura cuando le viene, que no se debe quejar si se le pasa; y no sería bien que ahora que está llamando a nuestra puerta se la cerremos: dejémonos llevar deste viento favorable que nos sopla.”
(Miguel de Cervantes)
abr./2026
entre as duas fotos, um pouco mais de uma década de diferença. neste ano (a primeira aconteceu em 2014), retornei à linda cidade de buenos aires, em uma versão mais madura de mim. mas não menos confusa, impaciente, medrosa.
em 2025, entendi que a confiança é coisa frágil, que a reciprocidade pertence ao alheio, que manter a vista sem olhar para os lados é o melhor caminho, que cuidar da saúde é privilégio e, sobretudo, que não preciso me fazer caber em lugar algum.
o tempo passa.
agradeço e me entrego ao que há de vir.
“o domínio do que quer que seja, o desenvolvimento, aprender com a experiência e o próprio aprendizado […] são um mero disfarce. podemos aspirar, mas nunca realmente alcançar aquilo a que aspiramos: na verdade, talvez sejamos capazes apenas de aspirar – o que torna ridículos todos os nossos ideais e ambições culturais. querer algo é ser excluído da possibilidade de obtê-lo. portanto, ter sucesso, assim como crescer, é uma forma de recusa. a competição não revela nada. a vida adulta é uma farsa. ser adulto é acreditar que você e todos os outros ganharam uma medalha olímpica de natação sem ao menos saber nadar.” — adam phillips, em sobre desistir
“o que será a música uma prova
material do ar uma ideia que se
escreve sem palavra uma forma
que se manifesta sem matéria
visível uma coisa que acontece
e sequer aparece um fato um ato
uma espécie súbita como a luz.”
in: poema do desaparecimento, de laura liuzzi
1. alegria, alegria 🎉
2. senhor @gilbertogil na linda @giltemporei
3. @tiganasantanaoficial e @lennabahule ❤️
4. @brunacaram , sempre impecável
5. @kimletgordon quebrando tudo
6. uma das melhores que conheci este ano: @st_vincent
7. @norahjones , finalmente!
8. @mariaesmeraldaoficial 👊🏼
9. @luedjiluna – deusa que nos presenteou com simplesmente dois álbuns este ano 👏🏼
10. lineker 👑
11. @mateusaleluia (acho que o melhor show dos últimos tempos!)
12. @caetanoveloso – patrimônio nacional
13. @bryonyjarmanpinto (fino demais!)
14. @planethempbanda queimando a última ponta
15. participação linda de @seujorge e @emicida no show do planet pra lembrar que ano passado eu morri, mas este ano eu não morro
das coisas bonitas que o trabalho e a vida te proporcionam. estive pela primavera vez em porto alegre em razão da @feiradolivropoa . e foi bom demais!
valeu, @planetadelivrosbrasil (e @elfelipebrandao ) ❤️
“Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...”
Mario Quintana