Max Calligaris

@mxcalligaris

🎬 Film Director | Creator HBO | Netflix | Universal 🌍 Roots in Paris, based in São Paulo 🤝 Rep by @agencevma 💭 Sempre desconfie das certezas falsas.
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Hoje faz exatamente 10 anos que o primeiro episódio de PSI que dirigi estreou na HBO. 🎂🎈 PSI foi a primeira série brasileira a mostrar o processo terapêutico sem fantasia, com realismo e suas ambiguidades; derrubando o lugar-comum de que o analista seria necessariamente “o especialista” imune a falhas e o paciente “o doente por obrigação”. Muitos aqui me perguntam onde assistir. Se você também faz parte desses, comenta aqui e marca @hbobrasil pedindo a volta dessa série tão especial ao catálogo. Agradeço muito à @maria_angela_jesus , que confiou e me deu uma oportunidade que poucos diretores têm. #itsnottvitshbo
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5 months ago
Meu irmão me contou que as últimas palavras do meu pai para ele foram: “faça alguma coisa”, o que significava, provavelmente, “não estou aguentando mais, me empurra para a morte”, ou então, “faça alguma coisa, me dê mais uma injeção de diurético para ver se consigo retomar a respiração, pensar e viver mais um dia”, ou então podia ser uma recomendação de ordem geral, “faça alguma coisa na vida”. Essa frase me ajuda a responder à pergunta: como é que essa história vai terminar? Pode ser que amanhã as trevas voltem. Pode ser que amanhã alguém nos force a jurar que é a eternidade que deve dar sentido à nossa finitude ou à nossa vida concreta, ou então o além que deve dar sentido ao aqui, ou então as utopias é que devem dar sentido ao presente. Pode ser que isso aconteça, mas até lá eu fico com, no fundo, o que me parece ser a grande lição do meu pai, que é a ideia de que a questão do sentido da vida é simples: o sentido da vida é a própria vida concreta. A que vivemos e da qual faz parte também morrer. 𝘾𝙤𝙣𝙩𝙖𝙧𝙙𝙤 𝘾𝙖𝙡𝙡𝙞𝙜𝙖𝙧𝙞𝙨 • “Espero estar à altura”. Diante da proximidade da morte, essa foi a frase do meu pai. Porque o que meu pai realmente valorizava não era a vida em si, mas a coragem de se permitir desfrutar, com atenção, das aventuras que ela eventualmente proporciona. Uma grande lição que ele herdou do meu avô e que o acompanhou até a morte. 𝙈𝙖𝙭 𝘾𝙖𝙡𝙡𝙞𝙜𝙖𝙧𝙞𝙨 |📽️𝙀𝙧𝙞𝙘 𝘿𝙖𝙣𝙚 entrevisto em ‘Famous Last Words’ #redescuta #psicanálise #redescutapsicanálise #finitude #morte
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2 months ago
External love does not cure internal deprivation. A new cat does.
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5 months ago
O daltonismo do fanatismo religioso não costuma distinguir tons: enxerga o mundo em duas cores e projeta os mesmos absolutos em todos. Vive la France, pays de la laïcité ! #fluctuatnecmergitur #13novembre #10ansdéjà 🇫🇷
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6 months ago
Perder alguém que também pertence aos outros pode facilmente deslocar o luto: ele deixa de ser apenas seu, passa a ser partilhado e, às vezes, até disputado. Sinto falta do meu pai, mas não é apenas que eu sinto falta dele — ele faz falta. Uma expressão que resume muitas das mensagens que recebo de seus leitores. Muito obrigado à @folhailustrada e a @isa.laviola pela matéria e pelo espaço dado a esse legado tão necessario. ❤️
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7 months ago
Se a própria vida é a nossa maior obra de arte, então a arte talvez seja mesmo um “trabalho sujo” — inconformável, muitas vezes incômoda, mas indispensável. #fromthestreetswithlove #paris #france 🇫🇷
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8 months ago
Na tentativa radical de sermos apenas nós mesmos, podemos acabar não sendo mais ninguem. Sempre chorei entregue aos decotes das aeromoças encarregadas dos menores desacompanhados da Varig — guardiãs provisórias da minha infância, que recolhiam minhas lágrimas entre Charles de Gaulle, Guarulhos, JFK e Malpensa. Minha identidade estava sempre em trânsito, nunca na chegada. Afinal, acompanhar meu pai era também deixar para trás os parquinhos de areia da Place des Vosges, no 3ème arrondissement, meus amigos e, claro, minha mãe. Lembro de uma vez, ainda criança, em que me reteram na alfândega por mais de duas horas. O agente olhou meu passaporte francês e disse que não acreditava que eu não fosse brasileiro — o sotaque era sutil demais para justificar. O documento dizia uma coisa, a voz dizia outra. Foi nessa ocasião que aceitei a inevitabilidade de ser um passaporte de versões — cheio de partidas, mas sem carimbo de destino, sempre oscilando entre o desejo de permanecer e o esforço de me adaptar. Uma pedra que, na época, eu teria jogado com vontade na cara de Sísifo, mas que hoje me parece a única digna de ser carregada.
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8 months ago
📖✨ Um olhar raramente crítico – porém sempre clínico e familiar – que brotava de fontes tão díspares quanto banais: um balde de pipoca superfaturado no cinema Reserva Cultural; uma notícia qualquer; um pacote da FedEx com a mais recente curadoria de best-sellers de Jeff Bezos; ou, ainda, seu divã – amaciado pelo tempo, mas sempre inconsolável. Num mundo em que os influenciadores se tornaram cada vez mais intercambiáveis, os cronistas tornaram-se cada vez mais invisíveis. Este livro é um convite à escuta desse olhar único que nunca precisou seguir tendências para marcar presença, por mais de vinte anos, nas páginas da @folhadespaulo . Hoje tenho a alegria de compartilhar o primeiro de três volumes de crônicas que meu pai publicou no jornal desde 1999 — a herança mais preciosa que recebi dele: o exemplo de uma vida íntegra e de um espírito livre. #Bookstagram #LiteraturaContemporânea Obrigado ao @elfelipebrandao , à equipe da @planetadelivrosbrasil por caminharem comigo em mais este projeto tão especial, e ao maravilhoso posfácio escrito por @ana_suy !! ❤️ Já disponível na Amazon: 👉 https://a.co/d/jksjpn3
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8 months ago
🖤🤍#bordercollieslife #noiretblanc #fromthestreetswithlove #saopaulo 🇧🇷
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1 year ago
#fromthestreetswithlove #ilhabela 🇧🇷
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3 years ago
#fromthestreetswithlove #saopaulo 🇧🇷
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3 years ago
☠️🏴‍☠️ #thetruthwillsetyoufree
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3 years ago