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ᴍᴀᴛʜᴇᴜs ᴇᴜᴢᴇ́ʙɪᴏ

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Em 2026, assinalamos pela primeira vez quem ou o quê, para nossa equipe, gerou um efeito DESDOBRA. Para o que olhamos com tanto interesse a ponto de querer ver seus desdobramentos nos próximos anos? A definição de nossa escolha começou ainda na visita que fizemos ao barracão da @granderio . Ali, já ficou muito evidente a força e a ousadia do projeto de ANTÔNIO GONZAGA e sua jovem equipe. @toin.gonzaga chegou à escola de Caxias enfrentando dois desafios: lidar com a memória do excelente trabalho de Gabriel Haddad e Leonardo Bora, de quem foi assistente; e com a atenção midiática ter sido totalmente catalisada para a polêmica em torno da rainha de bateria Virginia Fonseca. A Grande Rio não priorizou um crucial trabalho de comunicação apresentando o artista e seu precioso enredo, que deu origem a um belo desfile. O que vimos na Sapucaí vai além do promissor: com assinatura visual vigorosa, Gonzaga fez de seu desfile sobre a cultura do mangue uma espécie de manifesto em defesa da estética periférica. Nos anos 1990, quando o Mangue Beat surgiu em Recife, a capital pernambucana era apontada como uma das cinco piores cidades do mundo para se viver. Bebendo na cultura popular vinda do interior para os manguezais, Chico Science e parceiros reenergizaram a cidade com um discurso por igualdade social - do caos à lama, o mangue como renascimento. Não por acaso, o desfile de Gonzaga é cíclico. Começa em tons de roxo que se acendem com vermelhos e laranjas e mostrando caranguejos, pássaros e jacarés; no fim, estas criaturas do mangue voltam redesenhadas, e o último carro é dominado pelo laranja e pontuado pelo roxo de Nanã, na inversão da paleta do abre-alas. Um cortejo cheio de espelhamentos, condensados visualmente na alegoria 3, "Maracatu atômico". O destemor da linguagem contemporânea em fantasias e alegorias ajudou a construir a narrativa sobre o movimento que fez renascer uma cidade em despojos. É lamentável que o júri não tenha compreendido estes caminhos plásticos e narrativos, o que ocorre com muita frequência com os desfiles que fogem de um padrão reconhecível ou já chancelado. Na Caju/Dobras da Folia, fica o desejo de ver mais de Antônio Gonzaga.
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2 months ago
10 ALEGORIAS DE 2026 QUE JÁ GUARDAMOS NA MEMÓRIA A lista não tem uma hierarquia, foi sendo arranjada no carrossel por critérios de edição. Cruzamento das opiniões de @daniname @carlosgil_reporter e @euzebbio E você, que alegorias vai guardar e tirar do potinho da memória quando quiser ficar bem feliz? Conta pra gente! Fotos da equipe da @riotur.rio , que todo ano permite que a Caju realize seu trabalho, graças às suas imagens de divulgação. #dobrasdafolia
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2 months ago
MATHEUS EUZÉBIO @benizyn e MARCELO MOUTINHO @marcelo_moutinho são os organizadores de LABIRINTO ZONA NORTE, que começa na próxima terça-feira, 13 de maio, na Caixa Cultural RJ @caixaculturalrj , com programação a partir das 17h30 (link na bio). Coordenador do projeto LIVRO LABIRINTO, parceria da Caju com a Redes da Maré, MATHEUS EUZÉBIO trabalha na Biblioteca Lima Barreto, em Nova Holanda, Maré, e na mediação do Clube de Leitura Lima Barreto. Integrou a equipe de produção do projeto @semanacaymmi , em 2022, e está implantando o Clube de Leitura da Casa Preta, também na Maré, direcionado para leituras afro confluentes. MARCELO MOUTINHO é autor dos livros “Estrela de Madureira” (Record, 2024), "A lua na caixa d’água" (Malê, 2021), "Rua de dentro" (Record, 2020) e "Na dobra do dia" (Rocco, 2015), entre outros títulos. Com "Ferrugem" (Record, 2017), conquistou o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro de contos de 2017; e com “A lua na caixa d’água”, venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de crônicas de 2022. #labirintozonanorte é um projeto de literatura. Nada mais natural, então, que nossa equipe também seja apresentada pelo que leu e por suas recomendações literárias. 📚 LÊ COMIGO? MATHEUS EUZÉBIO indica: “‘O Quinze’”, de Rachel de Queiroz, que a autora escreveu quando tinha apenas 19 anos. Retrata com força e sensibilidade a seca de 1915 no Ceará, vivida de perto por Rachel. Acompanhamos Chico Bento e sua família na fuga da estiagem, em busca de dignidade, e é impossível não se emocionar com a jornada marcada pela dor, a fome e as perdas”. MARCELO MOUTINHO recomenda “Rua dos Artistas e arredores", de Aldir Blanc: “A obra reúne textos veiculados no jornal ‘O Pasquim’ entre 1975 e 1978, trazendo duas marcas inconfundíveis do compositor que foi também escritor de mão cheia: o humor e a acidez”, diz ele. “Poucos criadores conseguiram, como Aldir, juntar tão harmonicamente o sublime e o chinfrim. Alcançar essa interseção desconcertante que me encantou como leitor - e como ouvinte - e que persigo, dia após dia, agora na condição de autor”.
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1 year ago
SPOILER! Hoje, 13 de maio, é aniversário de Lima Barreto, um dos maiores escritores brasileiros. E o que será que a Caju está aprontando com o autor de "O triste fim de Policarpo Quaresma", "Clara dos Anjos" e "Memórias do escrivão Isaías Caminha"? Lima é um dos três homenageados de um projeto nosso que vai reescrever "diários do hospício" em um importante subúrbio carioca. Será que você vem? A organização é de @daniname , @paulapoc e @jocelinopessoa . As ilustrações são de @linlimaart , a produção de @euzebbio e a identidade visual que vem por aí é de @thiago.smf Chega junto, Lima! E, pra você que esta lendo: a gente se encontra já, já...
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5 days ago
"CEM ANOS DE SOLIDÃO" e o eterno retorno das alegrias e das mazelas políticas de ser latino-americano *** O @livrolabirinto começa seu ano literário com um ciclo de leitura compartilhada de "Cem anos de solidão", obra-prima de Gabriel García Márquez. Os 25 participantes do Clube de Leitura Lima Barreto, na Maré, receberam o livro gratuitamente, graças ao apoio da @editorarecord , e vão se encontrar semanalmente para ler a íntegra do romance em voz alta, com narrações alternadas e debate durante e depois da leitura. Entrando em seu 9o ano de atividade, o Livro Labirinto é uma parceria da @caju.projetos com a @redesdamare . Além da mediação e da montagem dos kits literários para os clubistas do Lima Barreto, o projeto dá apoio ao programa de literatura do Pré Vestibular comunitário, com vistas à aprovação na prova da Uerj, e promove uma política de acervo para as bibliotecas da Maré. As leituras são pensadas a partir de um debate curatorial dos participantes da Caju e este ano o livro de García Márquez vai anteceder a leitura coletiva de "O Bem Amado", de Dias Gomes, livro escolhido como tema da redação do vestibular da Uerj. Na preparação para o repertório e a embocadura de Gabo, encerramos 2025 com o mergulho no universo fantástico de "A cabeça do santo", de @socorroacioli , que foi aluna do autor colombiano. Poucos livros poderiam ser mais atuais para o momento sombrio por que passa a América Latina do que "Cem anos de solidão". Macondo sobreviveria sob novas ameaças dos Estados Unidos e mergulhada em múltiplas instabilidades?
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1 month ago
Homem de Neandertal na avenida pela Imperatriz Leopoldinense, no desfile que celebrou Ney Matogrosso.✨
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3 months ago
Desejamos FELIZ NATAL com um trabalho de ANDRÉ VARGAS, artista que a Caju admira muito, e que participou conosco da exposição "Passeio Público", em 2023. "Diáspora", 2022, chinelos Havaianas entalhados. @andrevargassantos @havaianas
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4 months ago
Ensaio da @paraisodotuiutioficial com o carnavalesco @jackvasconcelos77 , a curadora @daniname , @bruna.maia.ofc @benizyn e @joaquimsotero . O enredo para o Carnaval de 2026 é "Lonã Ifá Lukumi", sobre uma vertente religiosa afro-cubana, e tem samba-enredo de Cláudio Russo, Gustavo Clarão e @luizantoniosimas .
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4 months ago
Entre perguntas e boas provocações, mediei mais um clube do livro com adolescentes da Biblioteca Lima Barreto. Fiel, de @jesseandarilho trouxe debates vivos sobre caminho, escolhas, futuro e pertencimento. Ler junto transforma e é isso que fazemos aqui, página por página. Foto © Douglas Lopes
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5 months ago
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7 months ago
UMA CELEBRAÇÃO DA OBRA DE LIMA BARRETO "Levamos para o LÊ COMIGO? a mesma metodologia que adotamos no Clube de Leitura Lima Barreto, da Maré, há oito anos. A leitura em voz alta permite que a leitora ou o leitor escutem o autor através da própria voz", conta a curadora DANIELA NAME @daniname , idealizadora de LABIRINTO ZONA NORTE. "Em um mundo cada vez mais disperso, a literatura é a manifestação artística que mais exige da nossa concentração. Ler em voz alta pode ser a porta de entrada para a reconexão com nossa própria subjetividade, cada vez mais massacrada pela vida da hiperconexão". Em três sessões do LÊ COMIGO? divididas pelas sete semanas em que o projeto esteve em cartaz na @caixaculturalrj , os clubistas da Maré, que integram o projeto @livrolabirinto , replicaram a metodologia em pontos da Carioca e da Cinelândia. Convidando os passantes para mergulhar no universo de Lima Barreto a partir da pergunta-título da atividade, eles partilharam trechos de textos do escritor, um pioneiro da abordagem dos subúrbios na literatura brasileira. Cada participante recebeu de presente uma plaquete com os trechos e um bottom com o retrato de Lima. Com a atividade, LABIRINTO ZONA NORTE expandiu sua programação para além da sede da CAIXA Cultural RJ, integrando a instituição com os frequentadores dos territórios de seu entorno. Houve casos em que este público espontâneo das ruas acabou indo até a CAIXA para participar de outras atividades, mobilizados pela boa experiência com a leitura. 📚 LABIRINTO ZONA NORTE Encerramento Terça, 24 de junho de 2025 14h Curso “Cartografias literárias – Escrita, corpo e cidade”, com a arquiteta e escritora Paula de Oliveira Camargo 16h Conversa “Linhas do subúrbio”, com Marcelo Moutinho 17h30 Duelo musical Izak Dahora e Raul Leal 17h30 Senhas para a conversa 18h Conversa com Muniz Sodré e Eliana Alves Cruz | Mediação de Pâmela Carvalho Toda a programação é gratuita. 📍CAIXA Cultural RJ Rua do Passeio 38 - Centro
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10 months ago
A Caju e seus curadores lamentam profundamente a morte de Bira Presidente, aos 88 anos. Fundador do Cacique de Ramos e do Grupo Fundo de Quintal, Bira deu ao Brasil dois dos pilares mais sólidos e inventivos de sua cultura popular. Nada que escrevêssemos seria o suficiente para dimensionar sua importância e agradecer por esta força aglutinadora. Um bloco de carnaval onde todos são caciques. Um grupo musical que, nascido no fim dos anos 1970, sobreviveu à ênfase midiática ao que seria o rock brasileiro na década seguinte e se desdobrou em múltiplas trajetórias poéticas e musicais que seguem vivíssimas.
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11 months ago