Tassila Custodes

@emiajedudu

꥟ Artista visual Maranhense Indicada ao Prêmio PIPA 2026 [email protected]
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Obra: Exu-mulher - A damificação das ruínas 2024
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23 days ago
Receber a indicação ao Prêmio PIPA é tão forte quanto sentir o frenesi do tambor da mata! É uma forma imensa e um reconhecimento que carrego com muita gratidão. Agradeço a todos que caminham comigo - amigos, parceiros, curadores, colecionadores e quem acompanha e acredita no meu trabalho. Nada disso seria possível sem essa rede de apoio, troca e inspiração constante. Cada palavra ouvida se torna um bom destino. Sigo motivada a continuar existindo, pesquisando e expandindo caminhos. Obrigado por fazerem parte dessa jornada! 💛 #PremioPIPA #ArteContemporanea #ArteBrasileira
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1 month ago
Obra "Exu em sua performance de engolir mundos e fundos" Acrílica sobre tela 68cm x 111cm - 2024 "Venho para comunicar - A falta antes pergunto Você esconde minha falta ? O útero que me gestou - sentiu falta Sei que sim, eu estava lá" Exu engolidor de mundo como 'experenciação' de um cotidiano político digno. Exu como a indagação e revolta necessárias para destruir mundos injustos, socioeconômias falhas e comandos partidos de cabeças vazias. "Consultas, exames, comida, gás, luz, ração dos gatos, Internet, roupa, comida, passagem do ônibus, uber, água (água?), produto de limpeza, luz, queria viajar, luz, academia, água, ajudar minha mãe, reformar o banheiro, exame, quero ir ver a exposição do meu amigo, uber, água (água?)" As precariedades psíquicas de toda população racializada, emoções enlameadas, cabeças tortas e corpos pendentes prum lado só. Nessa obra Exu se amostra como o botão de resgate, saída de emergência - O movimento selvagem de sobrevivência - " no desespero, eu te mataria pra continuar viva". Orixá desdobrozo que traz força e embelezamento. No seu universo exu é rei ou vilão? Nas bandas do meu coração ele é 'cobra rasteira' "Estrada, caminho torto Me perco pra encontrar Abrindo talho na vida Até que eu possa passar Como um moinho que roda Traçando a linha sem fim E desbravando o futuro Girando em volta de mim Correndo o mundo (Cobra rasteira) Me engoli de vez (Cobra rasteira) Ô, giramundo (Cobra rasteira) Assim o chão se fez Nem todo trajeto é reto Nem o mar é regular Nem todo trajeto é reto Nem o mar é regular" @metametaoficial Se agarre nas cores das costas de Exu e vomite A Realidade!
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1 year ago
Fantástica @osgarotin + Tassila Custodes 🍀🍾 #forcadajuventude #FDJ #osgarotin
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1 day ago
fantástica - @emiajedudu “Ouvir essa música foi como me ver atravessando um rio por dentro. Um rio cheio de reflexos, onde cada brilho devolvia um pedaço de mim que eu ainda não tinha conseguido dizer. Fiquei ali, meio suspensa, reconhecendo sentimentos como quem reconhece o próprio rosto na água | todo amor tem um pouco de Narciso. Acho que Narciso ia à beira do rio todos os dias só pra tentar se reconhecer, com estranhamento e familiaridade ao mesmo tempo. Lembrei da piracema. Do esforço silencioso de subir contra a corrente, de insistir em um caminho que exige o corpo inteiro. O amor é isso! Existe uma beleza nisso que não é suave; é uma beleza que pulsa no cansaço, na repetição, na vontade de continuar mesmo quando a água pesa. Tem algo de instinto, de destino, de um chamado que vem de um lugar fundo demais para explicar. A arte é isso! Essa música me atravessou assim. Como quem nada contra tudo e ainda encontra sentido no movimento. Como se cada verso fosse uma tentativa de chegar a um lugar que talvez nem exista fora de mim, mas que ainda assim me chama. Fiquei com a sensação de que sentir também é esse deslocamento constante. Um ir que exige entrega, um voltar que nunca acontece igual. E, no meio disso, esse brilho breve - como luz batendo na superfície do rio - onde, por um instante, eu me vi inteira! Por amores que nos façam sentir inteiros. Tassila Custodes Nós - na piracema do meu olhar, 2026 acrilica sobre tela
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8 days ago
Muito obrigada 💙🧡 A onda é o caminho do vento 2026 📷 @lulu_elar
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12 days ago
Na última terça-feira (28), aconteceu a abertura da exposição “A Onda É O Caminho do Vento”, em uma noite que celebrou a amizade, composta por amigos, familiares, entusiastas e curiosos pelos trabalhos de Silvana Mendes e Tassila Custodes! “A Onda É O Caminho do Vento” possui curadoria de Samantha Moreira e está disponível para visitação de terça a sábado, de 10h às 19h, no Centro Cultural Vale Maranhão. Visitação gratuita! Fotos: Luiza Bacelar (@lulu_elar )
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12 days ago
A onda é o caminho do vento Dia 28/04 às 19h - CCVM Silvana Mendes e Tassila Custodes
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19 days ago
A Onda É O Caminho do Vento, nova exposição do Centro Cultural Vale Maranhão, propõe um mergulho nas ondas que emergem da amizade entre Silvana Mendes e Tassila Custodes. Silvana Mendes apresenta “O vento que reescreve o passado”, enquanto Tassila Custodes “Vira onda que encontra seu próprio mar” — em construções coletivas, poéticas, artísticas e, por sua própria existência, grandiosas. Com a curadoria de Samantha Moreira, a exposição é um abraço ao novo, à experimentação e aos caminhos abertos. A abertura de A Onda É O Caminho do Vento acontece na terça-feira (28), com a presença das artistas. Abertura | Exposição A Onda É O Caminho do Vento 📆 28 de abril (terça-feira) ⏰ 19h 🟢 Classificação livre Programação gratuita!
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21 days ago
Me lembro da casa de tia Júlia. Eu lembro mesmo da casa de tia Júlia? Lembro de não gostar de ir pra lá, porque o refrigerante não podia ser muito gelado pra não dar dor de garganta. A comida não tinha sal, porque todas eram idosas. Três mulheres idosas, solteiras, católicas, mas que também iam ajudar na cozinha das festas dos terreiros do Anil… uma cuidando da outra até o fim. Quando nasci, tia Júlia colocou uma moeda de prata no meu umbigo. Perigoso, né? Mas a vida é perigosa mesmo. A fé do gesto era maior do que qualquer perigo. Antes de morrer (ela foi a última das irmãs a morrer), tia Júlia me chamou, me entregou as minhas fotos que mandávamos pra ela todos os anos, “feliz Natal, da sua sobrinha Tassila - 2004", as fotos do meu pai falecido, as fotos dela, e me disse: “toma, porque ninguém vai guardar isso melhor do que você. Os outros vão jogar fora, eles não querem lembrar dessas coisas.” Me disse que não voltava mais, foi pro hospital e não voltou mais! A lembrança que tenho dela é de uma mulher muito inteligente. Rezava o tempo todo. E me arrependo um pouco de quando morei com ela na adolescência. Eu só queria jogar, baixar música e mandar SMS. Tia Júlia e seu xambre rosinha, com flores brancas. Tia Júlia e seu cheirinho de velha cheirosa. Tia Júlia e sua casa que parecia uma floresta. Tia Júlia, que não é só minha tia, mas também é minha avó, é uma memória bonita. Lembro de entrar na casa e sentir algo diferente. Era um lugar diferente. Era um lugar encantado, não só pela minha memória criativa de criança, mas porque ali eram três mulheres unidas, se amando, cuidando das plantas e seguindo firmes. Ali tinha uma coisa que sempre vou voltar pra tentar entender. Eu, com 6 anos, na sala de tia Júlia, olhando pra foto do meu pai na parede, me sentindo observada por todos os santos das paredes. Era um momento único pra mim, pois na minha casa nao tinha foto do meu pai na parede. Eu, com 6 anos, em um mundo paralelo criado por uma IA, brincando no quintal onde nunca tive coragem de descer. Eu, com 27 anos, ainda tenho medo de caipora por conta do quintal de tia Júlia. Eu tenho certeza que lá tinha caipora.
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1 month ago
Na Eira do Maranhão 2025
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1 month ago
O afeto se dá pelas entranhas - do riso ao estranhamento eterno tênue - UJAMMA a arte (árvore) da vida me apresenta os entrelaços caminhando para cima de céu em céu. A espiral do tempo familiar, o defeito da sua mãe agora será reparado e visto em você.
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1 month ago