Vladimir Herzog era cineasta.
Em 1963, com uma câmera 35mm e um gravador Nagra, ele foi até uma colônia de pesca em Copacabana fazer seu primeiro documentário. Tinha vinte e poucos anos e uma utopia: mudar a América Latina através do cinema. E fez um filme pioneiro no Brasil, o primeiro a captar vozes de trabalhadores falando sobre suas vidas.
Depois vieram outros caminhos, outras urgências. O jornalismo, a televisão, a família. E em 1975, a ditadura tirou dele a vida e tudo que ainda poderia ter filmado.
Nosso filme retoma esse fio. Voltamos à mesma praia, sessenta anos depois, para escutar as vozes que ainda estão ali. Para continuar, de alguma forma, o que Herzog começou.
Já são cinco anos de trabalho. E não estivemos sozinhos.
@joaoatala , fotógrafo brilhante e companheiro de primeira hora, nos deu tudo o que tinha;
@jp_fonseca_ , com a responsabilidade de nos fazer escutar e a quem nada escapou;
@flavia_leone_f , que com sua sagacidade e presença virou, logo no primeiro dia, uma parceira de realização; nosso querido
@mucarvalhooficial , compositor que faz passado e presente bailarem juntos. E o
@vladimirherzog , guardião dessa memória viva, que através do
@luisludmer nos acolheu desde o início. Parceiros que caminham com a gente desde quando o filme ainda era uma aposta. E ainda é.
Ainda em fase de pós-produção, semana passada chegaram dois reconhecimentos que significam muito pra nós: o Prêmio de Melhor Primeiro Corte no FIDOCS+Conecta, por unanimidade do júri, o Prêmio Albatros Post de Assessoria de Montagem, e o Prêmio Churubusco de Pós-Produção de Havana. Agradecemos ao
@fidocs ,
@ccdocumental ,
@festivalcinehabana e
@est_churubusco por acreditarem no nosso filme. Uma honra.
Santiago e Havana abriram caminhos e novas parcerias para a caminhada. Contra o esquecimento que quase engoliu o filme de Herzog, seguimos com a convicção de que essas vozes, de ontem e de hoje, vão encontrar ecos no tempo.
AINDA HOJE MARIMBÁS
Direção:
@diegoquind e
@loparente
Produção:
@andremielnik @brasilianacine