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20 anos hoje: “viajo porque preciso, volto porque te amo”. Ou seria o contrário: Viajo porque te amo, volto porque preciso?
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20 anos, 240 meses, 7.300 dias, 175.200 horas, 10.512.000 minutos, 630.720.000 segundos: tempo vivido em São Paulo.
Em 46 anos de vida e num momento dos mais angustiantes e desafiadores nessa cidade, hoje SP vira o lugar mais longevo de morada.
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3 endereços, um mestrado, um doutorado, 4 instituições, mais de uma centena de freelas, algumas dezenas de curadorias assinadas, 4 namoros e outros tantos amores, algumas dezenas de amizades ganhas outras perdidas, algumas alegrias imensas, felicidades ordinárias, algumas tristezas profundas e decepções, uma depressão tratada e algumas crises de ansiedade, algumas crises de diverticulite, uma hipertensão, uma calvice, 5 copas do mundo, 10 bienais, 20 mostras de cinema, mais de uma centena de filmes vistos, mais de uma centena de shows assistidos, mais de uma centena de livros lidos, 5 eleições presidenciais, um golpe, 5 eleições municipais, muitos apagões de energia, um toque de recolher, três linhas de metrô novas, 2 assaltos à mão armada, um furto, entre um tanto de coisas mais.
Só que o sentimento não muda: uma eterna ambiguidade difusa de amor e repulsa que é também de um pertencimento transitório mas atávico. Um puro contrassenso. Não sei se sou de cá ou de lá, de Fortaleza ou de SP.
Com muito afeto e carinho, agradeço a todos que tornaram esse tempo mais acolhedor, divertido e cotidianamente interessante.
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Esse post era pra ser acompanhado do disco “São Paulo Confessions”, do Suba. Infelizmente o streaming boicotou. Então escolhi uma da dupla Kruder & Dorfmeister, uma das mais tocadas no meu fone, em minhas andanças paulistanas.
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2 months ago