Há 8 anos, quando comecei a frequentar o recém-nascido Juramento 202, já sentia que aquele lugar se tornaria importante para a cidade. Uma ideia corajosa, de ritmo incomum, raízes comunitárias e funcionários encantadoramente simpáticos. Entre um chope e outro, eu tocava violão na esquina das ruas Iara e Juramento, sonhando com o dia em que poderia ter algum projeto por ali.
Anos depois, a convite do
@henriquengilberto e do
@rafaelquick , o Jura me abriu as portas e eu já sabia o que queria. Um samba, na rua, acessível, que reverenciasse o fundamento, mas que também fosse espaço para o novo.
Chamei reforço. Gente que entende do assunto, apaixonada por música, por samba, pela rua. Meus irmãos
@cassiossantos ,
@renan_antero ,
@lfelipeparadizi e
@urielsepulvedabh . E foi aí que surgiu o Pagode da Iara.
Pagode, sim. Tal qual a sua origem: festa. Reunião de sambistas em torno da mesa, nas esquinas ou no quintal das casas. Comida, bebida e gente. Sobretudo, gente.
E lá se foram 7 edições em 2025. 7 pagodes. 7 sábados reunindo os músicos da cidade, cantando os sambas que nos formaram e aqueles feitos por aqui, por gente daqui, reverenciando e homenageando nossos mestres e levando as pessoas para a rua.
Samba sem hora para acabar, sem repertório, sem ensaio, mas com muito amor pelo que se faz. E assim vamos nós, sendo mais um elo nessa corrente infinita que é o samba. Afinal, nas palavras de Sombrinha, o fim só chegará quando o último samba for cantado em um pagode de qualquer esquina deste país, na garganta sofrida de um povo que, para enfrentar o mundo, tem a sua valentia, um bocado de esperança e o samba.
Você que é de BH ou que estiver aqui de passagem, lembre-se: Pagode da Iara, uma vez por mês, no
@juramento202 .