Amanhã estreio a minha primeira peça de teatro
@pecainfantil (um espetáculo adulto, como vocês bem sabem).
PEÇA INFANTIL - A VIDA E AS OPINIÕES DO CAVALHEIRO ROOBERTCHAY
Uma idéia que surgiu, como sóem surgir os planos do Senhor, ali onde menos se poderia esperar: dentro do coração dos céticos mais crentes do mundo.
Não sei nem por onde começar a dizer o que tenho a dizer sobre o quanto esta obra (de natureza diversa) me transformou e segue transformando. Na verdade, acho que prefiro nem tentar. O que posso afirmar é que, de fato escrevemos com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e em momento algum fizemos qualquer resistência à tentação recorrente de roubar idéias e umas (muitas) frases de tantos, tantos outros autores e artistas. E, pra ser sincero, não posso afirmar sem tergiversos, que mesmo as idéias (e histórias) que, em teoria deveriam ser minhas, sejam de fato minhas. Já não sei se tenho maturidade para enxergar com clareza onde começa uma coisa e termina outra.
NO FUNDO É TUDO MENTIRA, MENOS O QUE PARECE MENTIRA, TUDO VERDADE, MENOS A VERDADE.
Por muitas vezes pensei não ser meu o mundo do teatro (talvez seja eu um crente muito cético?), a não ser quando eu era quem estava sentado nas cadeiras da plateia, assistindo às enormes peças do meu diretor favorito
@felipehirsch .
E foi este homem quem me convenceu do contrário; convidou outro meu ídolo,
@caetanowgalindo para a dramaturgia, que por sua vez, escreveu, escreveu, jamais tinha escrito assim. E eu, é claro, decorei e decorei, e apanhei. E no fundo foi pouco.
Mas, como um bardo já disse, tudo tem uma fresta, é assim que a luz consegue entrar.
Os meses de ensaio passaram rápido até demais, mas foram longos o bastante para abrir e cicatrizar feridas. Só depois de muito cataplasma e curativo renascemos (mais puros e lanhados do que nunca) e aqui estamos, a um dia da estreia, dessa vez no palco, olhando para as cadeiras da plateia, nas quais espero, de todo o meu coração, que vocês estejam sentados logo menos.
Um beijo. Vejo vocês lá.