Hoje é aniversário da Xuxa. Parabéns a ela
@xuxameneghel
A época era a virada dos 80 pros 90. A revista Vogue brasileira fazia números especiais no mês de dezembro, sempre editados por algum autor. Era assim na edição francesa, com grandes nomes mundiais. Como a Vogue Dalai Lama, e outras edições com Hockney, Fellini e Scorsese; e no Brasil: Paulo Autran, Caetano, Fernanda Montenegro, Tônia Carrero e Xuxa foram as estrelas de algumas destas publicações. Os escolhidos escolhiam quem iria fazer e como, claro ouvindo sugestões da própria revista. A diferença para a edição de Paris era que lá havia, em algumas das vezes, a figura do editor convidado, que regia o número todo. Aqui havia uma gravitação em torno do personagem escolhido. Eu já havia participado de algumas destas edições, sempre como o fotógrafo menos estelar delas. Miro (
@miro_foto ) e Duran (
@jrduran ) eram as estrelas de então, e o fotógrafo brasileiro Otto Stupakoff, radicado em Nova York, mas passando uma temporada no Brasil, foi o responsável pelo principal ensaio da revista e pela capa. Coube a mim um pequeno editorial, partindo de uma ideia dada pela própria Xuxa: passar o dia com ela, desde o despertar, acompanhando as refeições, até ir à Globo, na gravação do seu programa. Havia uma pré-combinação, mas as cenas teriam que ser feitas à luz da “verdade”, ou seja, fui ao Rio e, bem cedo, me dirigi à sua casa. Alguém da produção estava avisado e ela estava, de fato, dormindo. Bati à sua porta, escutei um “quem é?” e depois um “entre”. Xuxa dormia com, se não me engano, dois cãezinhos. Levantou-se com a cara de sono, estava com uma camiseta de alça e alguma lingerie, escovou os dentes. Tudo documentado por mim e, em algum momento desta manhã, acho que na sua cozinha, fiz este retrato.