Benjamin Seroussi

@benseroussi

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6 months ago
Publicamos hoje, no site Selvagem, YVY CASA CIDADE , um caderno coletivo que nasce da imersão presencial PLANETA CASA, que habitou a @_casadopovo , em São Paulo, no mês de outubro de 2024. Ao longo de quatro semanas, uma grupo de participantes experimentou o sentido de casa em diferentes camadas: o território originário que dorme sob o chão da cidade, o espaço-tempo da Casa do Povo, as infraestruturas da cidade que a rodeiam e uma última camada vinculada a um jardim Escola Viva pensado e construído coletivamente. Este caderno nasce dessa experiência, trazendo registros e criações das pessoas que participaram da imersão. Link na bio! Agradecemos à Casa do Povo @_casadopovo pela parceria na realização dessa atividade e a todas as pessoas que participaram da imersão: Alexandre Gonçalves @alexandresgonca Alfredo Morel @alfredo.morel.arq Anai Vera @anaivera Angelica Bruckner @umcorpoagua Carolina Gonçalves Erika Sanchez @_erikassanchez Ezequiel Sanchez Jess Godoy @jesssgodoy Marta Milene @martamga_ Priscilla Azambuja @_rebrota Raquel Cadona @rakel.frita Rute Erawa @ruteerawa Sofia Steinvorth @sofiasteinvorth @makaiapaisagismoepermacultura
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10 months ago
Publicamos hoje, no site Selvagem, o caderno FAZERES DA CASA DO POVO , de Benjamin Seroussi @benseroussi Benjamin pensa a casa como espaço cultural e a Casa do Povo (@_casadopovo ) como casa. Ele coloca a pergunta de como propor um centro, que foi fundado para ser um espaço de memória, mantendo os andares abertos para serem utilizados de diferentes maneiras e com diferentes programas, abertos à espontaneidade de quem frequenta. O caderno compõem os materiais de estudo do Ciclo Planeta Casa, em que adentramos os sentidos de casa sob diversas perspectivas, refletindo sobre a pluralidade de formas de habitar o nosso planeta. Link na bio para o caderno e a página do ciclo em nosso site! Benjamin Seroussi atua como curador, editor e gestor cultural. Suas práticas e pesquisas focam na busca por formas de atuação coletiva, na ampliação da noção de cultura, e na redefinição do que é uma arte engajada. É diretor artístico da Casa do Povo (São Paulo, Brasil). Foi diretor de programação do Centro da Cultura Judaica (2009-12), curador associado da 31ª Bienal de São Paulo (2013-14), curador chefe do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto (2014-17) e coordenador de COINCIDÊNCIA, intercâmbios culturais entre Suíça e países da América do Sul (Pro Helvetia, 2017-2019). Completou dois mestrados, em etnografia pela École Normale Supérieure e École de Hautes Etudes en Sciences Sociales e em gestão cultural pela Sciences Po. Escreve e palestra com frequência sobre curadoria, lugares de memória, espaços autônomos e gestão cultural.
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10 months ago
🇫🇷🇧🇷 RETRATOS FRANCO-BRASILEIROS | Descubra o 2º retrato da nossa serie de personalidades franco-brasileiras que contribuam à amizade e às relações entre nossos dois países, na circunscrição de São Paulo 🙌 Hoje, convidamos Benjamin Seroussi, Diretor da Casa do Povo (@_casadopovo ) 👏 #franceaubrésil #françanobrasil #retrato #francobrasileiro #arte #casadopovo
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10 months ago
O que uma vitrine, uma casa e um estádio podem ter em comum? Na conversa que aconteceu na tarde de quinta-feira na ArPa, esses espaços viraram ponto de partida para pensar as potências — e os limites — da arquitetura na experiência da arte. Benjamin Seroussi// @_casadopovo , José Esparza Chong Cuy // @storefrontnyc e Sol Camacho // @_raddar compartilharam estudos de caso que conhecem por dentro, em três escalas diferentes: um centro cultural, uma instituição experimental e um complexo esportivo reconfigurado. Como a arquitetura molda a forma como vemos, sentimos e nos movemos pela arte? E como ela pode abrir brechas para outras práticas — mais livres, mais coletivas, mais vivas? Na ocasião, foi feito o pré-lançamento do livro Casa do Povo: Modos de fazer. 📍Rua Capivari, portão 23 — São Paulo, SP Quarta a sábado, das 13h às 20h30 Domingo, das 11h às 18h 🎟 Ingressos no site ou na bilheteria física ⸻ What do a showcase, a home, and a stadium have in common? Yesterday afternoon, these spaces became starting points for a thought-provoking conversation on how architecture shapes — and sometimes stretches — the ways we experience art. Benjamin Seroussi (Casa do Povo), José Esparza Chong Cuy (Storefront for Art and Architecture), and Sol Camacho (Raddar) shared case studies they are deeply involved in, spanning three distinct scales: a cultural center, an experimental institution, and a reimagined sports arena. How does architecture shape the way we see, feel, and move through art? And how can it create openings for new, freer, more collective artistic practices? The event also featured the pre-launch of the book Casa do Povo: Modos de fazer. 📍 ArPa runs through Sunday at Mercado Livre Arena Pacaembu Rua Capivari, Gate 23 — São Paulo, Brazil 🕐 Wednesday to Saturday, 1 PM to 8:30 PM | Sunday, 11 AM to 6 PM 🎟 Tickets available online or at the on-site box office
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11 months ago
Chegou o dia! Mish-mash com @benseroussi . Nesta noite, além do “couscous boulettes” tunisiano, teremos outras delícias sugeridas pelo nosso convidado para tornar o nosso jantar inesquecível: turshi (ou variantes), slata meshouia, manicotti e chá de hortelã! Confira no vídeo! Mish-Mash Data: 18/07 (quinta-feira) Horário: 19h e 21h Apenas com reserva: (11) 93386-4774 #shoshana #bomretiro #restaurantesnobomretiro #shoshanadelishop #cozinhadashoshana #mishmash
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1 year ago
E vem aí mais uma edição do nosso Mish-mash, o projeto trimestral da Shoshana que transforma a nossa cozinha numa espécie de laboratório para pesquisar comidas judaicas da diáspora que só existem nas casas das pessoas. Desta vez, é um dos sócios da Shoshana quem vai cozinhar receitas da sua família. Vem aí o legítimo couscous judaico tunisiano! De La Goulette (حلق الوادي, Halq al Wadi) para São Paulo. Clique no vídeo para saber mais sobre tudo isso – e faça sua reserva já: quinta-feira 18 de julho a noite! Programe-se! Mish-Mash Data: 18/07 (quinta-feira) Horário: 19h e 21h Apenas com reserva: (11) 93386-4774 #shoshana #bomretiro #restaurantesnobomretiro #shoshanadelishop #cozinhadashoshana #couscoustunisiano #manicotti
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1 year ago
"Tupinambá pisou na terra e a terra tremeu". Obrigado @celiatupinamba e toda família por ter nos acolhido @mritacarelli eu e as meninas. Entre milho, rio una, pé de cacau, farinha, carinho, cuidado, risos e encontros.
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2 years ago
Virou! Hora de olhar pra sonhos não realizados e renová-los. A repetição carrega esperança: não pra corrigir o passado, mas pra, a partir do presente, enunciar mundos por vir. Por isso, fiz posts com memórias pessoais (parecidas com as de muitos – com migrações, perdas e encontros), contando como cheguei até aqui e dando mais espessura ao presente. Queria tbm mostrar como a leitura de lutas distantes se ancora na nossa formação, gerando empatia (seletiva) e reduções analíticas. Quem é aliado? Refugiado? Branco? Muitas vezes, quando falamos de outros lugares, falamos daqui. No redemoinho dos algoritmos, ao mesmo tempo em que parece fundamental se posicionar, é estranho embarcar em leituras rápidas em nome da suposta eficácia das redes. Dando um passo pra trás, pergunto: por que certas questões viram debate e outras não? Por que certas pessoas se sentem autorizadas a falar de tudo e outras não? Como instagram achata o ativismo, mas aumenta nosso alcance? Nesses meses, vimos o eco do Oriente Médio ameaçar alianças locais. Vimos militantes de longa data cancelados por não falarem isso ou aquilo – talvez só tivessem algo diferente a dizer. Vimos antissemitismo ignorado por uns e instrumentalizado por outros, massacres silenciados, mortos contados, outras lutas esquecidas. Sempre entendi a importância de se solidarizar com lutas distantes como se fossem próximas, mas com tanta informação manipulada tudo ficou mais turvo. Sinto-me instrumentalizado e pouco eficaz. Em 24, quero focar em questões locais para pensar solidariedades transnacionais, atuar mais onde vivo – um país cuja população saltou de 15 para 200 mi em cem anos (não foi só natalidade, mas colonização), numa terra contraditória marcada por violências, mas tbm por uma diversidade incrível – humana e não humana. Que lutas distantes inspiram as daqui, que nossas análises sejam mais finas, nossa escuta mais generosa com respeito pelo dissenso, e que nossa ação seja mais firme! Farei-o a partir do meu judaísmo – não apesar dela – lugar de cruzamento que balança entre o outro e o mesmo, a memória e o esquecimento. É arabe e polonês. É diaspórico. É solidário. É mutante. Há mundos por vir! Sholem aleichem
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2 years ago
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2 years ago
[5/5] Meu judaísmo é uma caminhada coletiva – como foi esta caminhada pro Herzog (2018). Há 10 anos, participo em (re)construir uma comunidade onde posso existir – progressista, diaspórica, diversa, com espaços de convivência: uma casa (do Povo), um movimento (JJPDSP), um restaurante (Shoshana), uma sinagoga (Massoret) e tem mais (IBI, MUJ), transformando posições solitárias em espaços coletivos de dissenso. Não dá para agradar a todes, mas podemos andar, errar e acertar em boa companhia, inclusive com quem não concordamos em tudo. Esta caminhada, sem vozes heróicas isoladas, nos mantém longe do ódio e gera mudanças coletivas: demoram, mas acontecem! O tempo político das redes, porém, é outro. Não quer conversas, mas conversões – e já! "Cessar-fogo!" "Fim dos assentamentos!" Judeus progressistas apoiam isso, claro, não é complicado mesmo. Mas o óbvio não apaga o antisemitismo, não quebra o silêncio sobre o dia 7.10, e não resolve a ambiguidade (sim, tem!) do slogan "Palestina livre do rio ao mar": uma violência (a criação de um país e a expulsão de parte da população) não se resolve com uma outra (a criação de um país e a expulsão de parte da população). No mercado de hashtags, as posições disponíveis são polarizadas e quem não se alinha é julgado – não pelo que fala, mas pelo que não fala; não pelo que faz, mas pelo que não posta. Não ser alinhado não quer dizer que vc é alienado: não justifico violências em nome de outras; não acho que a dor autoriza nada; meu choro não é seletivo; e não trabalho com subtração: sou judeu e árabe ao mesmo tempo. Se vc acha que tem contradições nisso, pode ser que nós perdemos em algum momento. Se acha que tá fácil se posicionar, talvez tenha perdido algo. E se não tolera o dissenso, corremos o risco de nos perder. No meio de tantas (des)informações, ninguém aqui é estrategista, nem apita, mas pode fazer algo de onde está: tensionar, defender direitos humanos (não é ingênuo, não), ler, conversar, cuidar, repensar (estado-nação, soberania, solidariedade), apoiar movimentos de paz lá, lembrar das lutas daqui, organizar a raiva e se expor – é o que tenho feito, pois é mostrando fragilidades que conversamos, caminhamos, mudamos.
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2 years ago
[4/5… vem +] Conheci o Brasil ao mesmo tempo em que conheci Israel. Em 2008, fui trabalhar no Centro da Cultura Judaica, chamado também de Casa de Cultura de Israel. A ambiguidade no nome me interessou. Então fui visitar Israel: vi o túmulo dos meus avôs tunisianos; encontrei minha tia avó francesa; visitei meus primos marroquinos. No Brasil, publiquei textos sobre a viagem de Niemeyer para Israel, o homem que ia povoar o deserto - como se o deserto fosse vazio? Como se Brasília não fosse terra indigena? Expus também obras que Portinari fez depois de sua viagem nos kibbutzim onde reencontrou suas amadas cirandas em danças circulares. Em Israel, falei com israelenses e palestinos engajados em lutas decoloniais. Mostraram-me como cidades tinham sido re-batizadas do arabe para o hebraico em 1948. Explicaram-me que as linhas de cortes não existiam apenas entre israelense e palestinos, mas também entre judeus (ashkenazim, mizrahi, falasha…) e com outros povos. Falaram-me do horror das ocupações. Perguntei: mas tudo aqui não é ocupação? O olhar deles me marcou e uma ficha caiu: você pode achar que Israel não foi uma boa ideia, mas em 2010 não era mais um simples artefato e sim um país de 9 milhões de habitantes, pobres, ricos, escolas, estradas, lutas… Questionar a existência do país, simplesmente não era a pauta mais prática para quem luta na linha de frente. Foi neste dia que as palavras sionismo e anti-sionismo pararam de fazer sentido para mim. Fui pro deserto: pra Ofakim e Sderot que agora ocupam o noticiário. Vi judeus ortodoxos, soldados, cidades satélites construídas para alojar judeus árabes, beduínos na beira da estrada, um deserto proibido, uma base de treinamento, antigos e prósperos kibbutzim e, bem ali, a fronteira com Gaza. De volta pra cá, eu queria aproximar Israel e Brasil, des-arabização e des-indigenização, conflito permanente e violência estrutural, construção nacional e projeto colonial. Trabalhei também com Claudia Andujar mostrando como a memória da Shoah - nunca mais! - podia proteger outros povos, no caso, os Yanomami. Enquanto mergulhava no Brasil, no genocídio indigena, no antirracismo, eu perguntava: mas tudo aqui não é ocupação?
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2 years ago