Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostrou que 10 dos 16 estádios da Copa do Mundo “têm risco muito alto de apresentar condições de estresse térmico extremo”, a depender do horário do dia, conforme concluiu o estudo.
O perigo é mais elevado no período entre 14 e 17 horas, quando a radiação solar e as temperaturas são mais intensas.
As condições climáticas mais extremas apareceram nas cidades de Arlington (na Grande Dallas) e Houston, ambas no Texas, e de Monterrey, no México. Nos locais citados, o índice de estresse térmico usado pelos cientistas – que leva em conta o calor, a umidade, a radiação solar e o esforço físico dos atletas – pode alcançar um patamar que os autores consideram inaceitável.
Nessas condições, os jogadores têm a sensação térmica equivalente a uma temperatura de 49,5°C e podem perder uma quantidade muito grande de água durante a partida.
Leia a íntegra da reportagem de Bernardo Esteves e João Felipe Carvalho na edição de maio da piauí. Link na bio e nos stories.
Ilustração: Cris Vector (2026)
Por lei, todo imóvel rural na Amazônia deve manter a vegetação nativa em ao menos 80% de sua área. É o que se chama de reserva legal, um mecanismo previsto no Código Florestal. Só que existe, na lei, uma exceção prevista para imóveis cuja área é menor do que quatro módulos fiscais (uma unidade agrária que varia de município para município). Nesses casos, os proprietários só precisam manter de pé as áreas de floresta que estavam preservadas até 2008 e ficam desobrigados de recuperar a mata que foi derrubada antes disso.
É aí que reside o truque: para se enquadrar nessa exceção, muitos proprietários rurais estão fatiando artificialmente seus imóveis. A manobra foi identificada em um estudo ao qual a piauí teve acesso antecipado, feito pelo Instituto Dados, uma organização da sociedade civil que produz análises para dar suporte a ações de combate a crimes ambientais.
No Pará, os proprietários de terras declararam ao poder público uma reserva legal de 393 mil hectares. Se elas não tivessem sido fragmentadas no papel, a reserva chegaria a 634 mil hectares. A área que deixou de ser declarada – e submetida a preservação –, portanto, é de quase 241 mil hectares, pouco menor que a de Luxemburgo.
Leia a íntegra da reportagem de Bernardo Esteves e Allan de Abreu no site da piauí. Link na bio e nos stories.
Foto: Instituto Dados
Em dezembro de 2022, o biólogo marinho Raphael Machado coletou dados preciosos durante uma expedição oceanográfica realizada no Atlântico, nas imediações da Foz do Rio Amazonas. A bordo do Urano, um rebocador adaptado para conduzir pesquisas, o cientista captou registros sonoros e visuais de baleias-bicudas, que estão entre as espécies mais enigmáticas do seu grupo, e cuja presença naquela região do oceano era muito pouco conhecida até então.
Os sons desses mamíferos marinhos foram gravados com um hidrofone – um microfone submarino que os pesquisadores baixaram a profundidades de até 150 metros. Machado só ficou sabendo que o Urano havia navegado em meio às baleias-bicudas já em terra, semanas depois da excursão, quando examinou as gravações num laboratório em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Empolgado, ouviu então as vocalizações típicas da espécie.
O grupo das baleias-bicudas compreende mais de vinte espécies que se distinguem das demais baleias por uma série de características, a começar pelo bico – ou rostro, como preferem os cientistas – que lhes dá a aparência de um golfinho avantajado. Outro traço marcante é a nadadeira dorsal, que é miúda e fica posicionada na parte final das costas.
Leia a íntegra da reportagem de Bernardo Esteves na piauí de janeiro. Link na bio e nos stories.
Foto: Reprodução