André Fernandes

@andrefernandes.af

Fotografia como rito. Imagem como memória ancestral. ↪ premiado ONU (2024) ↪ fine art prints ° é sobre ter todo tempo do mundo naquele instante °
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Quero compartilhar com vocês um pouco do que tem sido essa caminhada que me atravessa há 16 anos: fotografar o Axé. . Confesso que demorei um tempo para ter consciência que a fotografia não era apenas imagem — era memória, respeito e responsabilidade. Era escutar os antigos, aprender com cada vivência, honrar os mais novos. Era compreender que cada gesto, cada folha, cada movimento do corpo carrega ancestralidade. . A exposição no Paraguai, realizada a convite da Embaixada do Brasil e acolhida pelo Instituto Guimarães Rosa, nasceu desse compromisso: mostrar a força da cultura negra, a beleza de nossas tradições e a resistência que constrói o futuro. Ver o Candomblé ecoando em outro país, tocando outras pessoas, abrindo caminhos em outras línguas, reafirma que o Axé atravessa fronteiras — porque é vivo, é movimento, é energia que se compartilha. Fotografar os Orixás, os rituais, as tradições, é também afirmar que nossas histórias importam. Que nossas raízes são profundas. Que nossa cultura é potência. E que a luta por reconhecimento, dignidade, respeito e liberdade segue sendo diária, com desafios — mas também cheia de luz. . Essas fotos são da abertura da exposição "Candomblé" em Assuncao, em 14 de novembro de 2025. . A última foto é da primeira festa que fotografei no Candomblé, Ori Malu, em 2009, no @ileaxealaketu_ , convidado por @chefdougsantana e tão bem acolhido por @indaresa5 e sua família, que virou minha também. A foto anterior é da fogueira de Xangô, em 2011. . Que a memória siga sendo resistência. Axé! . . fotos: @maira.katz e André Fernandes
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5 months ago
Estar em um lugar que é a capital humanitária do mundo, e promover a identidade cultural e religiosa afrodescendente, poder lançar luz e, por meio do meu olhar poder dar visibilidade internacional para essas narrativas é uma forma de reverenciar as nossas memórias ancestrais. Enquanto artista, essa é uma grande oportunidade de usar a arte para falar do Candomblé, para atingir mais gente, lançar luz sobre a beleza que é o Candomblé. E é uma honra poder representar a Bahia e o Brasil, de alguma forma, em um espaço tão relevante para os Direitos Humanos. E poder contribuir para ampliar o diálogo sobre respeito e diversidade por meio do meu olhar. Através do Candomblé que eu Vejo, poder abrir conversas sobre fé, sobre a força que é o Orixá, e poder fortalecer tudo isso. Laroyê! __ O Concurso Internacional de Arte para Artistas Minoritários é organizado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e parceiros: as ONGs Freemuse e Minority Rights Group International (MRG), Ecolint e a cidade de Genebra. @unitednations unitednationshumanrights @Freemuse.98 @ecolintgeneva @ecolint_centredesarts @minorityrightsgroup @ville_de_geneve . O projeto Orixás tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Secretaria de Cultura da Bahia @govba @secultba . . O projeto Orixás foi contemplado pelo edital Salvador Circula, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salva dor e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal. @fgmoficial @secultsalvador @prefsalvador @minc . Terreiro @ileaxealaketu_ . #pnab #fgm #secultsalvador #prefsalvador #Salvador #arte #cultura #MinC #ministeriodacultura #governofederal #GovernodoEstado #Bahia #SecultBa
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1 year ago
E vai ter Orixás na ONU! . Quanta alegria por poder divulgar essa notícia: o ensaio Orixás ganhou um prêmio da ONU para Artistas Minoritários. E hoje será a abertura da exposição coletiva dos ganhadores em Genebra. É um presente! . E será incrível ir lá pessoalmente, na capital humanitária do mundo, receber um prêmio de uma instituição tão importante como a ONU. É uma homenagem ao povo preto, ao povo do Axé e uma honra pra mim estar na ONU mostrando o Candomblé e conversando sobre direitos humanos. . Gratidão a todo povo do Terreiro @ileaxealaketu_ por esses 16 anos de axé, aprendizagens, afeto. . Muito Obrigado, Axé! __ O Concurso Internacional de Arte para Artistas Minoritários é organizado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e parceiros: as ONGs Freemuse e Minority Rights Group International (MRG), Ecolint e a cidade de Genebra. @unitednations unitednationshumanrights @Freemuse.98 @ecolintgeneva @ecolint_centredesarts @minorityrightsgroup @ville_de_geneve . O projeto Orixás tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Secretaria de Cultura da Bahia @govba @secultba . . O projeto Orixás foi contemplado pelo edital Salvador Circula, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salva dor e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal. @fgmoficial @secultsalvador @prefsalvador @minc . #pnab #fgm #secultsalvador #prefsalvador #Salvador #arte #cultura #MinC #ministeriodacultura #governofederal #GovernodoEstado #Bahia #SecultBa
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1 year ago
Sobre os primeiros dias e o primeiro REC no cinema nacional - O set já começa em fluxo. Tudo circula: informação, equipamento, vozes em camadas, concentração. Nada parado. Gente entrando, saindo, cruzando. Nada fixo, tudo em trânsito. Primeira cena, primeiro REC: numa encruzilhada. Opa! Você repara — e guarda. - Silêncio, ação e Viva o Cinema Brasileiro! _ Começar por onde tudo se cruza. Por onde tudo pode seguir. Mais de uma direção. Mais de um sentido. E no meio disso, começa a ficar claro: é sobre entrar no fluxo e sustentar. Sem pausa, só seguindo. Em movimento, em evolução. _ 45 Dias – O Filme Baseado na Vida do ex multiatleta Roger Chedid . @45diasofilme @wnprodu @b.ase_films @rogerchedid 📷 @lucianocarcara
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1 month ago
° não é queda, é impulso ° . Praia de Piatã | Salvador |Bahia | Brasil | 2009 . Da série "Uma Bahia de Peito Aberto"
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1 month ago
Eles caminham entre sacos, latas, papéis e plásticos, mas o que carregam vai muito além do peso dos carrinhos: são os verdadeiros guardiões invisíveis do meio ambiente urbano. . Ninguém Vê é uma série fotográfica que ilumina o trabalho invisível dos catadores de resíduos sólidos — homens e mulheres que sustentam, com as próprias mãos, parte essencial da engrenagem ambiental do país. Mais do que um registro documental, este projeto é um ato de visibilidade e reparação simbólica. Através da fotografia, busco reposicionar esses sujeitos no centro da narrativa, revelando sua dignidade, beleza e potência humana. Cada retrato é um convite para enxergar o que o olhar cotidiano não alcança — a força silenciosa de quem recolhe, transforma e move a cidade. -- Na foto, Felipe Severino - 21 anos. . Ensaio Ninguém Vê — Seu Olhar é Seletivo? Em construção. . Texto @maira.katz
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2 months ago
Na encruzilhada, nada é por acaso. Tudo é escolha. Tudo é movimento. Tudo é Exu. Laroyê. . Raimundo Bouzanfraim: Exu tudo que a boca come Pelourinho | Salvador | Bahia 2026
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2 months ago
El IGR - Asunción tuvo el placer de recibir a representantes de @sistema_fieb para conocer a la exposición Candomblé de @andrefernandes.af La exposición ya fue vista por más de 1.400 personas en Asunción. Quando vas a verla vos? Escríbenos para agendar una visita en grupo. Apoyo: @secomparaguay
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2 months ago
Nas encruzilhadas não há acaso. Há escolha. Há movimento. Há Exu. . Exu é princípio. É inteligência que abre o caminho antes mesmo do primeiro passo. É aquele que transforma destino em possibilidade. É axé que sustenta, provoca e faz girar o mundo. . O evento "Raimundo Bouzanfraim 2026: Exu tudo que a boca come" não é apenas festa, é afirmação de ancestralidade. É celebração de fundamento: do que sustenta, do que conecta, do que permanece vivo. . Que saibamos honrar o caminho. E sustentar o que escolhemos abrir. Laroyê.
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2 months ago
Tirando o véu. Não o véu do sagrado — mas o véu do preconceito. . Não se trata de revelar o proibido, mas de lembrar o que sempre esteve ali. Um chamado para olhar de frente aquilo que foi distorcido, temido, reduzido. Um ensaio autoral que investiga a imagem da PomboGira como potência feminina, liberdade, sensualidade consciente e autonomia espiritual — desarmando a caricatura moralista construída por séculos de desinformação e misoginia travestida de moral. Essa imagem não explica. Convoca. . Abre os caminhos da imagem. Abre os caminhos do olhar. Abre os caminhos do coração. Salve a senhora dos caminhos abertos. Laroyê . Ensaio PomboGira — Tirando o Véu Em construção. . Texto @maira.katz
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2 months ago
A festa mudou. Nem todo olhar chega com licença, nem toda câmera entende o sagrado. Fotografar também é respeitar o invisível, saber parar e proteger o que não foi feito para espetáculo. Axé também é cuidado e respeito. . Quando o mar escuta, o pedido vira caminho. Mais silêncio, mais força, mais mar por dentro. Odoyá
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3 months ago
Eu, ela, amigos, o Rio Vermelho todo colorido e alguns palhaços fazendo o que palhaços fazem melhor: bagunçar qualquer tentativa de normalidade. Viva os palhaços, viva a alegria, viva nossas festas de rua!
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3 months ago