Surely Taxidermy Never Saw an Ape (2026)
aço, agar-agar, cimento, cortina de poliéster, grés, parafina e pelo do Torinho.
curadoria de @fdcrdr
Até 28 de Fevereiro no @caaa_guimaraes
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a obra surge a partir de um processo de pesquisa e prática realizado com o apoio da Bolsa de Criação da Formiga Atómica @formiga.atomica.ac e da possibilidade oferecida pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência de Lisboa de acompanhar de perto o trabalho de um dos poucos taxidermistas em Portugal.
A observação direta do ateliê de taxidermia e de seus procedimentos revelou que aquilo que mais tarde ocupa a vitrine não corresponde ao animal que existiu, mas a uma construção: um intérprete, um corpo performativo que passa a agir em nome do animal ausente. Essa percepção orienta parte central do meu trabalho recente e se desdobra em uma reflexão crítica sobre os dispositivos científicos e museológicos que historicamente produziram narrativas sobre a vida animal em oposição à vida humana, instaurando polaridades e naturalizando, de forma paradoxal, a desnaturalização do animal como estrategia pedagógica.
Hoje encerrei A Distância da Folha, minha segunda exposição individual. Eternamente feliz e grata a todo mundo que visitou e compartilhou um pedacinho dessa viagem 🤍
A Distância da Folha 🌿 inaugura dia 07 de Agosto no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.
Uma exposição individual que investiga as fronteiras entre o natural e o artificial, entre o original e a cópia, propondo o espaço expositivo como um laboratório onde a Natureza é pensada não como um elemento fixo, mas como um campo em constante transformação. O trabalho com argila e cimento, investiga suas origens para retratar sua memória material inerente. Compostos por materiais naturais como o calcário, a argila, o cimento e a cerâmica, são elementos que existem como vestígios geológicos da Natureza, mas também como produtos da engenharia humana. As obras evocam uma Natureza fossilizada, arquivada e mediada pela tecnologia — uma Natureza como corpo erodido, como ruína ativa, como arquivo em disputa.
Partindo de referências do Jardim Botânico de Lisboa, a exposição explora formas reconhecíveis que oscilam entre o orgânico e o industrial, desafiando noções herdadas de utilidade, controle e representação da Natureza. O resultado é uma anarqueologia de matéria, tempo e percepção.
Inauguração 07/08/2025 | 18:00 - 20:00.
Curadoria Sofia Marçal @marcalsofia
Cartaz da minha querida amiga @___outsdrs_
¿Em que momento um material deixa de ser natural e se torna sintético? Sal na Ferida, resultado de uma residência artística promovida pela @alfaia_org , chegou ao fim — e sou eternamente grata por esse encontro. A mostra apresentou obras inéditas desenvolvidas a partir de uma imersão no território de Loulé, cruzando paisagem, memória, tempo e matéria.
Jardim da Simbioses e Engenharia Reversa (por ordem de imagem).
Photo credits: Vasco Célio – Stills Photography @stills_portugal
Feliz em mostrar algumas imagens da minha última exposição A Distância da Folha, atualmente no Museu Nacional de História Naturas e da Ciência, em Lisboa.
A mostra propõe uma reflexão crítica sobre a construção arquivística no pensamento occidental. Nesse processo, a Natureza é transformada em fósseis simbólicos que condensam uma memória congelada do mundo natural.
Até 31 de agosto 🌿
Seis meses após a Residência Artística homônima, a exposição “Sal na Ferida” apresenta os trabalhos inéditos desenvolvidos por Amanda Triano e cláudia simões, resultantes de uma imersão artística no território de Loulé. A residência, promovida pela Alfaia em parceria com as Galerias Municipais de Loulé, partiu de uma Open Call realizada no verão de 2024, selecionando as duas artistas para explorarem a paisagem, a memória e os elementos simbólicos da região.
Escultura, instalação e fotografia são os principais meios através dos quais as artistas constroem um diálogo sobre tempo, corpo, matéria e transformação. O sal, elemento que simultaneamente conserva e corrói, emerge como metáfora central da exposição, evocando processos de cura e a passagem inexorável do tempo.
Amanda Triano investiga a intersecção entre o natural e o artificial, criando um espaço expositivo onde a natureza é arquivada, fossilizada e mediada pela tecnologia. Suas obras exploram a impermanência e a obsolescência, propondo um olhar crítico sobre a relação entre desenvolvimento tecnológico e mundo natural.
Já cláudia simões parte do encontro com a semente como símbolo de memória e regeneração. Através da fotografia e da materialidade dos seus processos, reflete sobre o ciclo de nascimento, ruptura e renascimento, ligando a efemeridade do corpo e da paisagem à tentativa humana de fixação da memória.
“Sal na Ferida” convida o público a habitar um espaço de tensões e instabilidades, onde as camadas do tempo e da matéria se entrelaçam, revelando fragilidades e possibilidades de reconstrução.
A exposição inaugura no dia 29 de março, às 18h, na Galeria Praça do Mar, em Quarteira, e estará patente ao público até 15 de Maio de 2025
@dg.artes@municipiodeloule@stills_portugal@loulejardimhotel@barrancolongo@cantinaguy@teresaxufre
Design: Isa Sequeira @blackthymus e