zero-Editions

@zero.editions

artist-run publishing house images as infrastructure
Followers
2,136
Following
350
Account Insight
Score
28.51%
Index
Health Rate
%
Users Ratio
6:1
Weeks posts
Fotofobia, de @casemirovitor , reúne uma seleção de negativos em preto e branco acumulados ao longo de dez anos. O fotolivro parte de um conjunto de imagens marcadas por falhas técnicas, como superexposição, subexposição e desfoque — em sua maioria, pontas de filmes veladas no momento do carregamento na câmera, um trecho do rolo de 35 mm geralmente descartado durante o processo de revelação e ampliação. Ao se orientar pela ideia de erro e acidente, Casemiro explora os limites do meio fotográfico e tensiona os padrões convencionais de qualidade e legibilidade. As imagens situam-se em uma zona instável, onde formas e figuras nem sempre se definem com clareza, sugerindo uma construção fragmentada. Organizado como um fluxo contínuo, o livro enfatiza o acúmulo e a repetição, criando relações entre as imagens que reforçam temas como memória, percepção e desgaste visual. Fotofobia é o quarto livro de Vitor Casemiro e dá continuidade à sua pesquisa em torno da fotografia e das possibilidades narrativas do formato livro. O livro será lançado no próximo final de semana, na feira de publicações do @faiscafestival , que acontece no Mercado Novo em Belo Horizonte, de 15 a 17/05 📓✨ — Fotofobia, by Vitor Casemiro, brings together a selection of black-and-white negatives accumulated over a period of ten years. The photobook is based on a set of images marked by technical flaws, such as overexposure, underexposure and blurring — mostly film ends that were veiled when loaded into the camera, a section of the 35mm roll usually discarded during the development and enlargement process. Guided by the idea of error and accident, Casemiro explores the limits of the photographic medium and challenges conventional standards of quality and legibility. Edited by @casemirovitor and @romeu.silveira Graphic design by @frombrazilwithlovestudio Proofreading by Pedro Peo 11x18cm, 100pp., softcover ISBN 978-65-982642-9-1 Published by @zero.Editions@editoranovoromance
0 14
2 days ago
Memoryscape by @the.iconomist reorganizes feeds, notifications, algorithms and glitches into narrative matter, forming a landscape of traces: echoes, noise and fragments of a life filtered through devices. Between archived dreams, captcha identities, emotions and desires converted into data, memory shifts away from the body and operates within unseen infrastructures. With each recurrence, a short circuit emerges between experience and record, until the urge to escape one’s own memory appears as an ambiguous act: is it possible to vanish from the databases in order to keep existing? [17,150 characters, 2,888 words, 176 sentences, 99 images / Reading time: 12m02s] 11x18cm, 146pp., EN/PT Published by @zero.editions
0 2
12 days ago
#desktop Monday, April 20, 2026, 11:34 PM
0 1
26 days ago
In 2009, over the course of 19 consecutive hours, Brazilian documentary filmmaker Eduardo Coutinho (1933-2014) recorded the programming of Brazilian free-to-air television and later condensed this material into a single film: Um Dia na Vida (“A Day In The Life”) (2010). What we see is a vertiginous sequence of commercials, variety shows, news broadcasts, religious services, reality shows, and melodramas. By removing these images from the everyday flow of television and placing them inside a movie theater, Coutinho transforms something banal into an object of observation. More than a record of Brazilian television at a specific moment, the film reveals a regime of images that shapes desires, fears, and collective imaginaries. Advertisements promise instant happiness, programs push emotions to their limits, and news broadcasts dramatize reality. Everything blends into a continuous stream that we rarely notice when watching TV at home. Almost clandestine, and rarely screened due to copyright issues, the film remains one of Coutinho’s most precise gestures about the power of images in everyday life. — Em 2009, durante 19 horas seguidas, o documentarista brasileiro Eduardo Coutinho (1933-2014) gravou a programação da televisão aberta e depois condensou esse material em um único filme: Um Dia na Vida (2010). O que vemos é uma sequência vertiginosa de comerciais, programas de auditório, telejornais, cultos religiosos, reality shows e melodramas. Ao retirar essas imagens do fluxo cotidiano da TV e colocá-las dentro de uma sala de cinema, Coutinho transforma algo banal em objeto de observação. Mais do que um registro da televisão brasileira em um determinado momento, o filme revela um regime de imagens que molda desejos, medos e imaginários coletivos. Propagandas prometem felicidade instantânea, programas exploram emoções ao limite, notícias dramatizam a realidade. Tudo se mistura em um fluxo contínuo que raramente percebemos quando assistimos em casa. Quase clandestino, exibido raramente por questões de direitos autorais, o filme permanece como um dos gestos mais precisos de Coutinho sobre o poder das imagens no cotidiano.
0 3
2 months ago
“Quando encenei a performance no Instagram, em 2023, as pessoas que me acompanhavam não sabiam que eu estava fazendo uma performance. Para elas, eu estava simplesmente fazendo o que quase todo mundo faz nas redes sociais: fotografar e compartilhar o dia a dia, mostrar os livros que leio, a que restaurantes, museus e galerias vou, o matcha que compro, as idas à academia, enfim, como se eu me constituísse a partir desses hábitos de consumo. A performance passou despercebida justamente porque me dispus a incorporar uma lógica de produção de imagem típica do Instagram. Na era do reality show, usei os stories para montar uma versão de mim mesma guiada por uma ideia de “autoaperfeiçoamento”. Eu sabia; o público, não. E mal sabiam que, em certo ponto, me forçava a sair de casa só para ter o que postar.” Mariana Destro @marianadestro_ em conversa com @gabryroque e @_laurasapucaia para @revistazum sobre o livro Guaraná Paquera, publicado pela @zero.Editions em 2025. O livro está disponível em zero-Editions.org em tiragem limitada, não deixe de garantir seu exemplar 💌 — “When I staged the performance on Instagram in 2023, the people who followed me did not know that I was performing. For them, I was simply doing what almost everyone does on social media: photographing and sharing everyday life, showing the books I read, the restaurants, museums, and galleries I go to, the matcha I buy, my trips to the gym. In short, as if I were constituted through these habits of consumption. The performance went unnoticed precisely because I chose to incorporate a mode of image production typical of Instagram. In the era of the reality show, I used stories to construct a version of myself guided by an idea of ‘self-improvement.’ I knew; the audience did not. And little did they know that, at a certain point, I forced myself to leave the house just to have something to post.” Mariana Destro (@marianadestro_ ) in conversation with @gabryroque and @_laurasapucaia for @revistazum about the book Guaraná Paquera, published by @zero.Editions in 2025. The book is available at zero-Editions.org in a limited edition, don’t miss the chance to secure your copy 📓
0 8
2 months ago
"Uma publicação retangular em formato retrato, reproduzindo centenas de imagens furtadas de stories das mais diversas contas de Instagram que o artista poderia ter acesso. Durante a pesquisa, ele criou uma conta falsa na rede social para seguir perfis distantes de seu ciclo de amigos e conhecidos, focando em imagens banais de stories, facilmente esquecíveis. Nenhuma delas com crédito, nenhuma delas com contexto, todas elas com uma citação logo abaixo, também apropriada, dando à publicação uma outra possibilidade de leitura-visualização. Os textos do rodapé, que poderiam ser espécies de legendas, surgiram quando o artista lembrou de uma frase de Susan Sontag, publicada no livro Diante da dor dos outros (2003), onde a autora afirma que “um livro de fotografias é um livro de citações”. Para esse projeto, o artista optou por confrontar as imagens com citações de diversos autores, como Albert Camus, Clarice Lispector, Pedro Lemebel, Jennifer Egan, Anne Carson, Siri Hustvedt, Paul Auster, Ursula K. Le Guin, Jean Genet etc. O título do trabalho lida com as possibilidades de tradução da palavra “story”, e sua proximidade com a sonoridade do verbo “to store”, que em inglês significa “armazenar”." Kamilla Nunes @nuneskll sobre o livro "Stories:To Store" (2023) no texto "Um lance de problemas - Alguns problemas em um lance" publicado no livro "Fotografar, pesquisar, escrever" (2023).
0 0
2 months ago
Carnival/Capture brings together images captured by an automated mapping system along the entire route of a samba school parade during the 2015 Carnival in Marquês de Sapucaí, in Rio de Janeiro. Carnival, however, does not appear as a spectacle or organized celebration. What we see is a party recorded by a device that does not recognize choreography, narrative, or festive time. Sapucaí appears as a road, infrastructure, route. Bodies in motion, allegories, and crowds are fragmented by an automatic and intermittent vision, unable to keep up with the temporality of the parade. The images do not document the procession, they highlight the limits of a technology designed for empty streets, not for bodies in celebration. The parade is thus transformed into an involuntary choreography between popular celebration and mapping technology, revealing how even a collective, local, and ephemeral ritual can be absorbed by global recording systems. Este zine reúne imagens captadas por um sistema automatizado de mapeamento ao longo de todo o percurso de um desfile de escola de samba no Carnaval de 2015, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O Carnaval, porém, não aparece como espetáculo ou celebração organizada. O que vemos é uma festa registrada por um dispositivo que não reconhece coreografia, narrativa ou tempo festivo. A Sapucaí surge como via, infraestrutura, trajeto. Corpos em movimento, alegorias e multidões são fragmentados por uma visão automática e intermitente, incapaz de acompanhar a temporalidade do desfile. As imagens não documentam o cortejo. Evidenciam os limites de uma tecnologia pensada para ruas vazias, não para corpos em celebração. O desfile se transforma, então, em uma coreografia involuntária entre festa popular e tecnologia de mapeamento, revelando como até um ritual coletivo, local e efêmero pode ser absorvido por sistemas globais de registro. 13x20cm, 74pp., saddle-stitched binding. Available worldwide via POD.
0 6
3 months ago
No mesmo ano em que lançou o livro Ultrasuperfície (2023), @amandadevulsky também apresentou o filme Vermelho Bruto. O trabalho acompanha quatro mulheres que se tornam mães ainda na adolescência, atravessando os anos logo após a redemocratização brasileira (1985–1995). Em 2018, em Brasília, arquivos domésticos voltam à superfície, se misturam e se deslocam, criando novas imagens e novos sentidos. Na galeria, alguns frames do filme e para quem quiser assistir, Vermelho Bruto está disponível na Embaúba Play @embaubafilmes , junto com outros trabalhos da artista, como Artificial porém muito sensível (2024) e Tente Não Existir (2018) ✨‼️💿 In the same year that she released the book Ultrasuperfície (2023), Amanda Devulsky also presented the film Vermelho Bruto (“Rough Red”). The work follows four women who become mothers while still in their teens, going through the years immediately after Brazilian redemocratisation (1985–1995). In 2018, in Brasilia, domestic archives resurface, mix and shift, creating new images and new meanings. In the gallery, there are some frames from the film, and for those who want to watch it, Vermelho Bruto is available on Embaúba Play, along with other works by the artist, such as Artificial, however, very sensitive (2024) and Try Not to Exist (2018).
0 0
3 months ago
WHY WAR? starts from the question posed in the letters exchanged between Sigmund Freud and Albert Einstein in 1932: why does war persist, even in the face of all the rationality we have supposedly achieved? The images gathered here do not aim to illustrate the history of conflicts, but to reveal their permanence, as if war, rather than an event, were a structure that reconfigures itself with each generation. 19x19cm, 84pp., inkjet printing on white paper. Available at THE-ICONOMIST.NET #extension #theiconomist #zine
0 0
4 months ago
#desktop 12.12.2025
0 1
5 months ago
RE1999 é um zine que apresenta uma série de refotografias tiradas de uma revista semanal brasileira publicada em novembro de 1999, no limiar do novo milênio. O título funciona como um marcador de retorno: re como revisitar, rever, recordar, recapturar. Cada imagem propõe uma tentativa de voltar no tempo, de reencenar um instante e observar como o ato (re)fotográfico altera aquilo que vemos. De mão em mão, o exemplar desta revista atravessou o tempo até chegar ao presente. 14x21cm, 84pp. Disponível via POD. Publicado por @zero.Editions . RE1999 is a zine that presents a series of rephotographs taken from a Brazilian weekly magazine published in November 1999, on the threshold of the new millennium. The title functions as a marker of return: re as in revisiting, reviewing, remembering, recapturing. Each image proposes an attempt to go back in time, to reenact a moment and observe how the (re)photographic act alters what we see. Passed from hand to hand, this copy has traveled through time to reach the present. 14x21cm, 84pp. Available via POD. Published by @zero.editions
0 1
5 months ago
There’s a song from the 1970s that says, ‘One night in Paris is like a year in any other place.’… so ten days must be like ten years? This is just to share a few glimpses from our time in the city, when we presented @THE.ICONOMIST at Offprint 2025 @offprint_projects last week. We also want to thank everyone who stopped by our table and connected with the project ✨📘💌
0 5
5 months ago