ABERRAÇÃO: permanência, memória e travessia coletiva
ABERRAÇÃO é a prova de que nenhum sonho se materializa sozinho.
Por trás de cada palavra escrita, cada gesto em cena, cada imagem, luz, figurino, movimento e pulsação deste trabalho, existem pessoas fundamentais que ajudaram a transformar uma ferida íntima em obra viva.
Cada nome da ficha técnica carrega mais do que uma função: carrega presença, entrega, escuta, sensibilidade e coragem. Agradeço profundamente a quem esteve comigo nessa travessia:
Wellington Júnior, meu amigo e irmão na arte, por somar com seu olhar delicado, sua provocação cirúrgica e sua condução generosa na direção e iluminação à pulsação dessa obra.
Lina da Hora, por vestir o corpo de ABERRAÇÃO com visualidade, autenticidade e potência, com uma contribuição precisa e preciosa à encenação.
Adriele Vieira, por colaborar com o movimento do ataque poético, lançado pelo corpo fragmentado da nossa Metralhadora de Afeto.
Lilian da Terra e Nádia Bittencourt, por expandirem afetivamente esta construção, pensando a expressão de ABERRAÇÃO no olhar de uma câmera.
À minha mãe, Lena Souza, e à minha irmã gêmea, Jéssica Souza, por cederem suas vozes, memórias e existências como parte viva desta dramaturgia encenada.
Aos coletivos, EntreCORPOS e (In)Comum, que acreditaram e ajudaram a realizar este projeto.
ABERRAÇÃO não nasceu apenas das minhas mãos, nasceu de uma rede de pessoas que acreditaram comigo.
Escrevo livros porque acredito que a palavra também é herança.
Escrevo porque minha sobrinha, Manuella, prestes a completar 4 anos, talvez um dia, quando estiver adulta, possa abrir um livro e, ali, encontrar a memória do tio que sonhou antes dela. Que ela possa ler minhas palavras como vestígios de existência, coragem e permanência.
Desde que meu avô, meu ancestral, se encantou em janeiro de 2023, compreendi de maneira mais profunda, que a vida é passagem: mas a arte pode permanecer na insistência.
E quando um dia eu, também, me encantar, desejo permanecer nas páginas que escrevi, nas obras que deixei, nas palavras que sobreviverem ao meu corpo.
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19 days ago