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Weslley Silva (Lelo) 💣💥

@wee_lelo

multiartista, arte educador e articulador cultural licenciado, especialista e mestrando em arte educação um monte de coisa lá no @ocorrecoletivo
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hoje no dia das crianças, queria compartilhar com vocês minha historia em quadrinho infantil "O menino e o Casulo" que também virou graffiti e que venho pesquisando essa abordagem e interação das crianças com o graffiti e as ilustrações que a rua oferece. O menino e o casulo, fala sobre uma criança que não sabe se os adultos não escutam ela, ou se ela não sabe mais falar. Conta um pouco das dificuldades de uma criança entender as dinâmicas e correrias da vida adulta e como que isso reflete nas nossas pequenas. O menino e o casulo tá disponível online gratuitamente, ela é uma historia em quadrinho digital e tu pode ler pelo celular, tablet, ou computador. É uma ótima historia pra tu ler com/para uma criança hoje, refletir sobre tempo de qualidade. Além do digital, o menino e o casulo também está nas ruas, como graffiti e tem QR Code que direciona pra ler a historia completa. muita luz, proteção e saúde para todas nossas crianças (sem esquecer da nossa criança interna) esse é um dos projetos parceiros do @ocorrecoletivo a Lajota, que o @cianobu e a @paulinabea1 coordena e deu todo apoio pra acontecer
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2 years ago
ESTOU NO MESTRADO DE PROCESSOS ARTÍSTICOS, EXPERIÊNCIAS EDUCACIONAIS E MEDIAÇÃO CULTURAL NA UNESP COM O PROJETO "O GRAJAÚ COMO UM BAIRRO EDUCADOR"  vão se fazer dez anos que atuo quanto artista e articulador cultural no bairro onde nasci e cresci, e em alguns momentos os queridos @ericksmedeiros , @aliados_321 @godaylibanio e até mesmo uma das minhas maiores referências estéticas do graffiti @enivo já me chamaram carinhosamente de mestre, e por mais que seja uma brincadeira, uma gíria regional ou uma forma de carinho, eu nunca me senti confortável com um título desses. Mas, hoje eu vou lutar de frente com esse desconforto, pois durante minha passagem na USP, pude entender a importância de acessar a academia e principalmente trazer nossas narrativas e construções para esse espaço que é elitizado, racista e preconceituoso. Entendi que vem pesquisador de tudo que é canto do mundo pra entender nosso bairro, nossa linguagem, nossa arte e nossa cultura, que e mais que nunca, se alguém vai contar a nossa história, que seja as nossas mãos a escreve-las. hoje início mais um novo ciclo, uma etapa nova que não é somente minha, eu não sonhei esse sonho sozinho, sou o primeiro da minha família a acessar a o ensino superior, a pós graduação e o mestrado, mas sem dúvidas alguma eu serei o último, pra cada favelado preto, pobre, pardo que acessa esses espaços, ele abre portas, janelas e brechas pra que mais dez entrem também meu bairro sonhou esse sonho, minha família sonhou esse sonho, minhas amigas e amigos sonharam esse sonho, minhas professoras e professores de classe e vida sonharam esse sonho, ele nunca vai ser só meu, ele é nosso. e num se engane, nois tá na academia, mas noiz é os mesmo fogo na bomba, tá pra nascer academissismo que vai desmanchar nossa identidade  agradeço demais as minhas irmãs que me impulsionaram até esse lugar, @biancamartins.paula Camila de Luna , amo vocês e essa vitória é nossa.
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2 years ago
SAÚDE MENTAL E SETEMBRO AMARELO. enquanto eles ganham um HB20 branco igual a cor da pele por passar na universidade, a gente fica com as sequelas e tentáculos do racismo estrutural. "a saúde mental de pessoas pretas está intrínsecamente ligada ao racismo" foi uma das frases que li do @dr.fredericofelix e não pude linkar com a saúde mental da juventude preta na universidade. Ingressar na universidade é uma dos objetivos de varios e várias parceiras, e também foi e é o meu durante muito tempo, inclusive demorei muito pra me aceitar e sair do estado de negação para com a universidade, afinal. Pra gente que vem de periferia a universidade está ligada a ascenção social e acesso. E no decorrer de todo esse processo, a felicidade, euforia e orgulho de estar nesses espaços acaba sendo ofuscado e diluído pelo pensamento de "como eu vou me manter aqui? como vou conseguir imprimir tudo isso? como vou conseguir me alimentar? e quando eu tiver que fazer o estágio? eu não consigo deixar de trabalhar pra estudar" enquanto no decorrer das aulas a gente se depara com o racismo estrutural e explícito desda instituição com um currículo totalmente eurocêntrica, branco e com as referências igual cemitérios, cheio de gente morta. Até aos alunos do mesmo curso, falando da festa que foi, das drogas que usou, de como está sendo difícil "só" estudar, passa horas dos cafés e almoço falando da viagem de Dublim. essa intervenção também é uma pergunta, e meu objetivo é que outras pessoas respondessem também, nenhuma arte que tá na rua é mais minha, eu não tenho mais controle sobre tudo que a permeia. e foi assim que tive a felicidade de encontrar junto com minha querida parceira Camila Luna, um bonde pesado de escola pública com o @rafaelcanudenseoriginal na feira de profissões da USP, não somente ocupando a universidade, mas ocupando artísticamente esse mural digo tudo isso pra ressaltar que, acessar espaços brancos e afirmar que precisamos ocupar esses espaços é perigoso, física e emocionalmente, precisamos de políticas públicas, apoio financeiro, psicológico e se aquilombar. vida a longa a todos e todas que somaram nessa intervenção
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2 years ago
Produzido em 2024, “Questão de Saúde” é um curta-metragem do documental que se propõe discutir qual é o espaço que a arte e a saúde ocupa em nossas vidas, nas nossas transformações, na luta politica e na sociedade. Convidando us artistas @samaramonteiro.d , @rubemart e @mut_ismo que procuraram na arte uma possibilidade e encontraram outros caminhos. Na semana da Luta Antimanicomial! Dentre os dias 21 e 25 de Maio, faremos uma curta temporada de Cine-Debates na Zona Sul de Sp, Fiquem atentos que em breve divulgaremos a data e local das exibições! Criado e Dirigido por Weslley Silva - Lelo @wee_lelo Designer e Roteiro por Julia Neres @julianeresdesigner Co-Produzido e direção executiva por Nino Santos @nino.arte Direção e Montagem por Weslley Silva - Lelo @wee_lelo Direção de fotografia por Julio Cesar e Lucas Andrade @lukeraandrade Identidade visual e direção de artística Julia Neres @julianeresdesigner Motion Designer Julio Cesar @odepoisdejunho Storyboard - Lucas Andrade Pesquisa por Julia Neres o designer dessa publicação foi feita por Lelo Questão de Saúde (2024) @ocorrenacena Essa produção foi feita por inteligência humana Este projeto foi contemplado pela 22º edição do @programavai
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1 day ago
aqui no feed eu ainda tô em 2025, primeiro você vive, depois posta.
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3 days ago
Esse sou eu, erro pra caralho, acerto pra caralho, vivo pra caralho sou uma mistura de um monte de coisa e pessoas que amo, que gosto e que quero por perto hoje chego aos 29 anos, com o peito aberto, sem medo de errar de novo, não me arrependo de quem fui, das pessoas que amei, de quem passou pela minha vida e deixou marcas, e que também permitiu que eu deixasse a minha, as pessoas que eu amo e não estão mais nesse plano astral, as relações e pessoas que um dia amei e hoje não amo da mesma forma, tudo isso valeu a pena pra mim, e não me arrependo de nada, não quero deixar de pensar dessa forma, a forma que eu amo e piso nesse mundo, é minha única forma possível de existir não quero deixar de aprender algo novo, por medo do que vão pensar, não quero ter medo de abandonar algo que não me serve mais. no fim, eu sou o mesmo rapaz que achou que não ia passar dos 27 anos de idade, que tem hiperfoco em placas de tránsito, câmeras fotográficas e instrumentos musicais, e não quero deixar de ser assim, de ser eu. muita luz, saúde e harmonia pra gente, que nossa luz brilhe como o sol.
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3 months ago
as legendas esgotaram nos textos das últimas publicações
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6 months ago
A gente construiu muita coisa incrível, além da nossa relação, nossa casa, a minha casa, também uma rivalidade, pois deixei de torcer pro Palmeiras quando me apaixonei pelo Bahia há uns seis ou sete anos atrás. Meu primeiro trabalho foi contigo, te ajudando, era em casa de gente rica, no bairro da Saúde, três horas transporte público do Grajaú, aprendi muita coisa contigo lá, e aprendi muito sobre você também. Desse patrão, eu ganhei meus primeiros quadrinhos, ele era um jornalista famoso (recentemente eu ganhei o óscar quadrinhos brasileiro) tenho pensado muito em ti, na gente, na nossa relação agora que não estou dando aula pra 80 crianças todos dias, tenho me encontrado muito mais sensível pra pensar em ser pai, e quando esse pensamento me vem, lembro da gente. É óbvio que os medos falam mais alto, o medo de ser ausente por trabalhar demais, de não conseguir cuidar do lar, da minha futura companheira, e das crianças. Mas, também vem a empolgação, a vontade de construir novos rituais, criar outras memórias e experimentar construir uma família primária do jeito que eu acredito e vc acho que deveria ser, sei que nesse processo, também vou errar muito, ora pelo excesso, ora pela falta, e eu tô disposto junto com esses pensamentos, também vem as elucidações, fico pensando como você construiu sua paternidade sem referência, ainda quando criança, sem mãe, sem pai, sem conhecer seus irmãos e parando aqui, no Grajaú você não teve pai, logo como iria aprender sobre paternidade? como que se constrói referências desse jeito? como se aprender a ser pai? eu também não sei, sinto que você não sabia e até esses dias a gente vem aprendendo junto, foi doloroso, difícil, não partimos do mesmo ponto, você é um homem preto retinto, apelidado de Bahia e que trabalhador braçal, a gente sabe o que socialmente está posto pra você e outros milhares iguais a ti, e por mais que eu entenda e acolha, eu queria que fosse diferente hoje você faz 53 anos, espero que a gente comemore essa data muitas vezes, que a gente construa muitas lembranças e memórias gostosas e que você tenha muita saúde, felicidade e harmônia eu te amo muito, parabéns pelo teu dia
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7 months ago
A vida é mil grau memo, na terça feira, no aniversário da minha mãe, postei essa foto de vocês juntos, é uma das minhas fotos favoritas tua, esse sorriso brincalhão é o que te define. na mesma terça-feira, vem a notícia da sua partida, seu encantamento, sua passagem, ou qualquer outra forma ou palavra que tente de maneira frustrada amenizar a dor de que tu não vai tá mais com a gente. como festejar vida, lidando com a morte? sou um homem criado por mulheres, na nossa micro família, os homens mais velhos são somente você e meu pai, as duas referências que tive durante meu desenvolvimento. Contigo aprendi muita coisa, a Kombi ainda é o primeiro carro que quero ter, por influência sua, não consigo esquecer os momentos que tua kombosa ficava lotada com todos nós lá dentro, aprendi a gostar também das bicicletas Maria Mole, via você descendo a rua e entortando o quadro da bike e aquilo pra mim era mágico. Quando comecei no graffiti, fui na sua casa, te pedi algumas tintas, afinal você era o melhor pintor que eu conheci, e você me deu alguns litros das tintas que fiz meus primeiros desenhos na rua. Com você, cresci ouvindo Edson Gomes, você adorava, o chamava de "Bob Marley brasileiro" e é uma das influências que mais me acompanham Mas, umas das suas características que mais me marcou, é tua bondade, e principalmente entender que todo ato de bondade, tem um preço, um custo, e você estava sempre disposto a pagar esse preço, por mais alto que fosse, aprendi contigo que empatia sem limite, é auto destruição, e pretendo levar pro resto da vida esse aprendizado hoje, no teu velório, olhei nos olhos de cada um dos teus filhos, tentei imaginar o que você me diria, o que diria pra eles, eu ainda não sei responder, mas tenho certeza que seriam palavras leves e acolhedoras, do jeito que você vivia, sua presença tinha o peso de uma pena espero que as forças que nos protege e guia, te acolha com o sorriso que você sempre soltava quando ficava tímido, que seja acolhido como sempre acolheu, independente do peso das circunstâncias, e que tenha um descanso assim como você, leve. em memória e poder, um abraço meu querido amigo Misso, que sua presença nos guie e guarde.
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7 months ago
GILS JUST WANNA HAVE FUN Tu num tinha nem quinze anos quando saiu de Jequié pra essa cidade infernal que é São Paulo, não era nem maior de idade quando me deu a luz, e com a minha idade, já tinha 3 crianças. É maluco entender que desde quando nasci, você já estava nesse mundo maluco, tenho muitas memorias, são tão exatas que as vezes você acha que são inventadas, como pode uma criança lembrar com exatidão de coisas tão antigas e supérfluas, mas eu lembro da gente indo para a UBS do Icaraí, você levava Ewerton no colo e eu levava a bolsa com mamadeiras e fraudas, lembro das vezes que eu te acompanhava fazendo unhas, ou de uma das primeiras vezes que fui no seu trabalho, li numa placa grande dizendo que era a Rua Sabia, em Moema, era diferente do Grajaú, tinha muitos prédios e carros, eu era muito novo pra entender as dinâmicas de classe, mas sabia que algo naquela relação de trabalho era violenta. GILS JUST WANNA HAVE FUN Enquanto crescia eu, sentia tristeza, a gente passou pouquíssimo tempo juntos, você tinha que cuidar de outras crianças no centro da cidade, pra criar as suas crianças na borda da cidade, hoje entendo mais do que nunca como isso dói. Cresci vendo você cozinhar, fazer os cuidados da casa enquanto ouvia muito o DVD de flashback que meu finado tio te deu, ele também gostava daquele filme, Sprit, o corcel indomável, que eu adorava e você não gostava tanto de assistir, justamente por que te lembrava ele, hoje entendo esse processo de luto de outra forma. GILS JUST WANNA HAVE FUN Nesse DVD tinha uma musica que você amava, eu também gostava, e só depois de adulto entendi a letra e fiz a tradução, fiquei triste, pois a música que mais me lembra você, também me lembra que você também teve vários direitos violados, entre eles, o direito de se divertir, de pisar sem peso no chão, de se sacudir pelo mundo sem ter alguém que dependa de você pra viver. CONTINUA NOS COMENTÁRIOS
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7 months ago
um monte de coisa junto, sem legenda poética e enigmática.
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10 months ago
No graffiti, na aquarela ou na pesquisa acadêmica, o que faço, é contar histórias, e pra isso procuro entender como contar histórias da melhor forma Se tu gosta de contar ou ouvir boas (fofocas) histórias, acho que cê vai curtir saber como fazer isso de uma forma mais dinâmica e fluída "Como escrever histórias" do querido @raonimarqs está disponível hoje nas principais livrarias tu já ouviu uma fofoca sem emoção? contada de qualquer jeito e qualquer forma? indica esse livro pra essa pessoa aí
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11 months ago