É muito bonito pensar que um espaço pode ganhar vida através das pessoas. Ideias tomaram forma e tornaram-se projetos, campanhas, músicas, imagens, amizades, movimentos.
Ao longo de seu primeiro ano, o Wake se surpreendeu com tantas possibilidades e modos de expressão. Cada equipe deixou um pouco de si aqui, e levou algo daqui também.
O Wake nasceu como um espaço criativo, mas o que realmente constrói tudo isso são todos que passam por aqui.
Obrigado a todos que fizeram parte desse primeiro ano.Isso é só o começo. ✨✨✨
VINYL ROOM — novo espaço do Wake Studio, localizado um andar acima, é uma extensão da linguagem do estúdio em uma escala mais íntima.
Pensado para produções menores, funciona bem para conteúdo, entrevistas e podcasts, além de atender campanhas e editoriais.
O ambiente dispensa cenografia. Sua materialidade acompanha o que vem sendo explorado nas campanhas internacionais de moda: superfícies naturais, texturas autênticas e uma abordagem mais sensorial.
A madeira aquece o espaço e constrói uma estética contemporânea, entre o minimalismo e o luxo silencioso. A luz natural é presença constante e se transforma ao longo do dia, criando diferentes leituras do ambiente. A iluminação é complementada por elementos técnicos como a tela tensionada e as cortinas blackout e difusora.
O som do vinil adiciona uma camada sensorial e reforça a identidade do espaço.
Os móveis, peças de design de renomados designers, garimpadas pela @galerialapa , entre as décadas de 50, 60 e 70, trazem densidade e autenticidade sem parecer datados.
São Paulo, you’re in the shot.
No coração do Centro Histórico de São Paulo, este edifício foi um dos primeiros a se erguer na Rua Líbero Badaró, acompanhando o início da verticalização da cidade no começo do século XX. Inserido em um dos principais eixos da modernização urbana, antes mesmo do Art Déco ganhar força, ele integra o primeiro ciclo de transformação arquitetônica do centro paulistano, quando São Paulo começava a abandonar as construções baixas de alvenaria tradicional e a olhar para cima.
Erguido em um momento decisivo da história urbana, o prédio foi pioneiro na adoção do concreto armado, tecnologia que revolucionou a arquitetura da época ao permitir maior altura, vãos mais amplos e uma nova lógica estrutural. Esse avanço técnico marcou a transição para uma arquitetura mais racional, funcional e durável, alinhada ao crescimento econômico, à intensificação do comércio e à consolidação do centro como polo financeiro e cultural da cidade.
Sua arquitetura reflete a passagem da cidade colonial para a metrópole moderna, acompanhando gerações e mudanças profundas na paisagem urbana. Hoje, ao abrigar a Wake, o edifício mantém viva sua vocação histórica como espaço de trabalho, criação e transformação, conectando o legado arquitetônico de São Paulo à produção contemporânea.