Trecho do livro: Cartas a um jovem poeta.
Essa livro é uma conversa sobre a vida, solidão, arte, espiritualidade, autenticidade…
Me emociona demais essa leitura. Coisa rara.
O processo exige coragem, resiliência e fracasso. Sim, olhar pro fracasso e dar risada. Tentar de novo, recomeçar. É eterno. O processo não tem fim. Tem falha. É desconhecido, imprevisível.
O caminhar faz o caminho.
Assumimos e abraçamos esse processo. Juntas. Canalizando nossos medos e usando nossas vulnerabilidades como motor. Acreditando que a força vem daí.
Vivemos em um mundo cheio de imposições e pressões sociais que toda mulher conhece.
Hoje, sou mãe de uma menina de 3 anos e o maior desafio da minha vida é: Criá-la para ser forte quando necessário, mas também ciente que podemos ser frágeis, segura mas que não tenha medo de falar sobre qualquer problema, independente e realizada, sem ter que esperar a aprovação de um homem.
Desejaria, em um mundo ideal, que ela nunca escutasse alguém falando do seu corpo, do seu cabelo ou da forma de se vestir…
Que a Nina tenha certeza que é sim, muito além de beleza ou padrão estético.
Desejaria, também, que seu esforço e inteligência fossem recompensados, sem as preocupações que toda mulher é obrigada a conviver, em quase todos os locais.
Desejaria ainda, que sempre respeitem suas escolhas.
Querer mostrar que ser mulher não significa saber lidar com todas as obrigações da casa, pois isso também é sim, trabalho do pai.
Quero que ela seja sempre respeitada, até em momentos que nos pedem rigidez, mesmo quando se posicionar seja perigoso e que não a chamem de chata, de maluca ou de mandona.
Que ela tenho direito de dizer não.
Que tenha amigas que sejam como abrigo e que não precisem competir por espaço.
Que saiba desde sempre que o espaço é de todas nós, e que juntas, temos muito mais força.
Todo mundo me fala que decidi ser atriz aos 5 anos de idade, na minha primeira peça escolar. Lembro de subir no palco e sentir que ali seria, para sempre, o meu lugar.
Primeiro porque eu tinha uma paixão absurda por interpretar e segundo pela sensação de ver todas aquelas pessoas rirem, se emocionarem, se identificarem, suspirarem, refletirem…
Ninguém assiste alguma coisa e permanece igual, alguma coisa você leva, é um fato, uma verdade absoluta.
A arte salva, cura, acolhe.
É de uma grandeza quem se coloca na arena pra jogar e fazer emocionar.
É assim que me senti com o filme “Ainda Estou Aqui.”
Depois de uma pandemia e momentos difíceis para todos os artistas do nosso país, ver o cinema lotado é respirar aliviado, sentir um elenco inteiro, entregue a cada vírgula dita e sentimento vivido.
Uma história que tem deve ser falada, questionada e lembrada.
Esse filme, no meio de tantas dúvidas profissionais, me fez lembrar que é possível sonhar, que é possível acreditar naquilo que te move por inteiro.
A arte me move inteiramente
E ver o nosso cinema sendo aplaudido e reconhecido é de incendiar a alma ❤️🔥…
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Movimentem-se!
O Brasil é quente.
A gente é capaz de muita coisa!
Que orgulho.
Obrigada.