Da Favela ao Mainstream
Arpoador, Rio de Janeiro, junho de 2025, ou talvez fevereiro de 2000. A estética dos anos 2000 ressurge, harmonizando-se com a beleza atemporal da cidade. O Rio, em sua imponência, reflete a pluralidade de suas praias, cores e corpos. A favela desce vibrante, exibindo sua riqueza cultural e reafirmando-se como referência em moda e identidade. Mas, sob quais condições essa estética periférica, ao ser assimilada pelo mainstream, mantém sua essência transformadora ou se torna apenas um produto da indústria cultural?
A pluralidade das periferias continua a redesenhar os contornos das praias, mas isso representa uma genuína afirmação identitária ou uma nova forma de exploração estética? Enquanto o Rio se mantém “lindo” nos cartões postais, quantas vezes o olhar que consome essas imagens reconhece a complexidade por trás delas? Quando a moda periférica se torna tendência, o que se perde entre a criação autêntica e sua apropriação pelo mercado?
A originalidade dos estilos que emergem das comunidades provoca uma reflexão crítica sobre quem define o que é relevante e o que permanece invisível. A beleza do Rio persiste, mas é preciso questionar: sob quais bases se constrói essa narrativa estética? E, principalmente, a quem realmente pertence?
Ficha Técnica
Direção Criativa & Fotografia: @vitinvitor___
Direção de Arte: @dabomb_mesmo
Estratégia de Mídias: @annabmaia | @vitinvitor___
Produção de Moda & Styling: @dabomb_mesmo
Making Of & Produção: @marlonfilmz
Vídeo Analógico: @biaibiab
Assistência de Produção: @joaopedromoraees
Modelos & Personagens:
@thatsmekakau | @lanuitestbell | @lylyanmarcella | @annabmaia
Agradecimento Especial:
@djrenanvalle@barracabetojr30@costabxd
#DaFavelaAoMainstream
Arraste para o lado e confira "Da Favela ao Mainstream", um editorial feito no Arpoador, Rio de Janeiro, sob direção criativa de @vitinvitor___ .
O projeto levanta um questionamento crítico sobre a assimilação da moda periférica pelo mainstream. A discussão central propõe se "essa apropriação por parte da indústria cultural permite que a essência transformadora e a autenticidade das comunidades sejam mantidas, ou se elas se tornam apenas produtos de consumo, perdendo seu significado original", segundo o time.
Vitin, da Baixada Fluminense, traz um olhar através de pesquisas de relações étnico-raciais e direitos humanos, através da pluralidade das favelas, que redesenha as praias e a moda, provocando uma reflexão sobre quem detém o poder de definir o que é relevante e o que permanece invisível, chamando a atenção para a complexidade por trás da beleza nos cartões-postais do Rio.
#DaFavelaAoMainstream
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Assistência de Produção: @joaopedromoraees
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Na Baixada Fluminense, a Folia de Reis não é passado, é presença.
Entre máscaras, cores e passos firmes, o sagrado atravessa a rua, bate à porta e insiste em existir.
É memória viva, corpo em ritual, fé que resiste ao esquecimento.
Aqui, tradição não é espetáculo: é herança em movimento, passada de mão em mão, de geração em geração.
#FoliaDeReis #CulturaPopular #FotografiaDocumental #FotografiaAnalogica #BrasilProfundo
Hoje participei da cerimônia de premiação do Primeiro Concurso de Fotografia da F.MIS (Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro), onde fui contemplado e uma das minhas obras irá compor o acervo do museu. Sei que é um post meio LinkedIn, mas toda conquista que diz sobre a minha arte me faz feliz pra caralho. Sou muito grato por ter conquistado coisas, antes, impensáveis através da minha arte, da minha narrativa e da minha visão de mundo. Valeu demais, queridos que me apoiam todo dia nessa maluquice que é ser artista na Baixada Fluminense. É isso: minha obra agora compõe o acervo de um museu.
EXPOSURE #2
Em 2013 nasceu a Trafik, idealizada inicialmente sob o nome Trafik Grafic, uma marca que surgiu do desejo de expressar um estilo de vida ligado à rua, ao grafite e ao skate. Por falta de recursos, a primeira fase foi marcada por criações manuais: desenhos, stickers e colagens espalhadas pelo Rio de Janeiro, já com a identidade visual da marca.
A virada aconteceu quando a venda de brownies passou a financiar o primeiro drop. Foi daí que o nome Trafik Brownie ganhou força, uma junção do sabor da rua com a criatividade gráfica. As referências vinham diretamente do streetwear, do skate e da cultura urbana, e a vontade de produzir peças próprias nasceu justamente da dificuldade de encontrar roupas com esse estilo nas lojas.
Antes mesmo da tendência oversized se popularizar, a Trafik já experimentava modelagens maiores, feitas de forma independente e artesanal. As primeiras peças não ficaram perfeitas, mas foram essenciais para construir a base do que viria depois. Com o tempo, o corte, o caimento e o conceito foram se aprimorando.
A marca deixou de ser apenas sobre brownies e se tornou vestuário e atitude. A proposta sempre foi clara: poucas peças, exclusivas e autênticas. Quem tem, tem; quem não tem, ficou pra próxima.
De algo que começou em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a Trafik Brownie expandiu fronteiras, furou a bolha e consolidou seu nome na cena, mantendo viva a essência de onde veio: a rua, o coletivo e a resistência criativa.
Ficha Técnica:
Direção Criativa & Fotografia: @vitinvitor___
Direção de Arte: @dabomb_mesmo
Vídeo Oficial: @marlonfilmz
Vídeo Analógico: @biaibiab
Assistência de Produção: @joaopedromoraees | @elizza.oliv
Modelos & Personagens:
@hgrealtrem | @thatsmekakau
Agradecimento Especial:
@drumnbloco | @dotorphans | @kzadesal
No peito a frase "Poucas Ideias pro Gerente" é muito mais do que uma frase de subversão. É um manifesto silencioso das ruas ao mundo, um lembrete de que não há rendição diante do sistema. É mais que tecido: é essência periférica, que se desdobra e se adapta à vida na floresta de pedra.
Ficha Técnica:
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Cada gesto é travessia, 11/10/2025.
Ficha técnica
Curadoria: Jacqueline Melo (@jacproduz )
Artistas:
Amaia (@lee.shonapoc )
Antiaris Santos (@cerealn1 )
Bruna Santtos (@abrunasanttos.art )
Camille Fernandes (@camillefernandesc )
Danieli Duarte (@niadvendearte )
Joyce Oliveira (@jjoyart_ )
Rute dos Santos (@musa.__art )
Paz (@ingridvpaz )
Thiago Henrique (@othiagopinta )
vitin (@vitinvitor___ )
Vyctoria Zagatti (@vyctoriazagatti )
Yuri Gaspar (@gasp_rx )
William Araujo (@arauj.owill )
Realização: Governo Federal – Ministério da Cultura – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Cultura
Patrocínio: Prefeitura do Rio, Cultura, Visit.Rio
Apoio: Casa da Escada Colorida
Produção: JA