Hoje foi dia de homenagear a professora e amiga @_martha_abreu ! Feliz de quem tem em seu caminho essa referência de historiadora e acolhimento. Muito obrigado por tudo, Martha!
Aos poucos, começamos a trilhar os caminhos do processo criativo que conduzirá a Unidos de Vila Isabel ao Carnaval de 2027! As nossas redes oficiais serão o palco de muitas conversas – e nada melhor do que abrir a roda com a presença de Itamar Vieira Junior, autor de “Torto arado”, o romance que inspira o enredo “Torto arado – Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”. Em um bate-papo descontraído com o escritor, a nossa dupla de carnavalescos, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e o enredista Vinícius Natal contam um pouco do trabalho de pesquisa em andamento, ressaltando a importância dessa narrativa, uma saga de luta e encantamento, para a cena cultural brasileira. Vamos conferir a primeira parte dessa prosa boa?
“Torto arado - Sobre a terra há de viver sempre o mais forte.”
O nosso enredo está na gira, Povo do Samba! A história que a Unidos de Vila Isabel cantará no Carnaval de 2027 fala de um Brasil ancestral, misto de batalha e festa. Inspirada no romance “Torto arado”, de Itamar Vieira Junior, a escola, que já cantou as nossas “Raízes”, fez “Kizomba” e afirmou que “Direito é Direito”, agora revela ao mundo que levará para a Sapucaí, sob os olhos de uma encantada, uma nova narrativa de memória, religiosidade e luta pela terra. Luta quilombola. Afinal, a mesma Vila também cantou, em 1990, com “sangue, suor e lágrimas”: “Se esta terra fosse minha...”
Com poesia e sensibilidade, a Vila transformará a Avenida em um terreiro de encontros entre passado, presente e futuro, espiral e gira, guiada pelas forças do Jarê, religião de matriz africana que celebra orixás e encantados, na Chapada Diamantina. Ao festejar as tradições afro-brasileiras e a conexão com a terra, o samba permite que vozes que atravessaram gerações em busca de dignidade e liberdade ecoem, potentes como as vozes das irmãs Bibiana e Belonísia, unidas em uma mesma língua. A luta da família que protagoniza “Torto arado”, título metafórico, é a luta de muitos Brasis, no decorrer da nossa história. Valei-me, minha Santa Bárbara!
No dia 13 de maio, data de reflexão crítica para a luta e a educação antirracistas, a escola de Martinho saúda os ancestrais, Pretas Velhas e Pretos Velhos, ciente de que a luta continua. A nossa alma é rio bravo! O samba, flor de perfume doce, brota nos caminhos que seguiremos até fevereiro. Eis aqui um chamado para que você acompanhe cada passo dessa jornada!
Agradecer ao @portalanonimosdocarnaval pelo prêmio de enredista pela @unidosdevilaisabel no carnaval de 2026. Trabalho coletivo com @olucasm97@gabriel.haddad@leonardo.bora e muitas mãos. Feliz demais pelo reconhecimento do trabalho do sambista e, sobretudo, do trabalho apurado de pesquisa em enredo. Linda festa! Parabéns para toda a equipe!
Bora falar de como é bom viver escola de samba?
A gente chamou o Vinícius Natal (@vfnatal ), enredista da Vila Isabel (@unidosdevilaisabel ), para uma resenha estilo que se faz na 28 de Setembro: o papo passou pela importância de se viver o cotidiano das escolas de samba, de como o Carnaval não se resume ao desfile, e do clima cordial entre as coirmãs (que não têm esse nome à toa) e dos fundamentos da festa que nos diferenciam de outras manifestações. A gente soube mais do Carnaval sobre Heitor dos Prazeres, desde a concepção até o resultado e as justificativas dos jurados. E, óbvio, tentamos descobrir qual caminho a escola vai seguir em 2027. 👀
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Produção: Nath Fischer (@nathfischer ), Gabi Moreira (@glldjmoreira ) e Miguel Uzeda (@migueluzeda )
Edição: Gabi Moreira
Vinheta: Isa Keidel
80 anos da minha amada escola. Te amo, Vila!
“Vila de boêmios e poetas
De pagodes e serestas
E do boulevard
Vila das calçadas musicais
Onde dormem imortais
Lindas canções
Vila dos sabores variados
Dos amores e pecados
E das ilusões
Vila quero vê-la linda
Quero vê-la ainda muito mais feliz (feliz)
O Sol pintado de ouro
Contendo o tesouro que queimou nosso chão
Descera pra morar lá no poente
E o luar que esteve ausente
Já fez menção de uma vila tão bonita
Verdes arvoredos prateados
Em suas vendas, em suas vidas
Em suas lidas a cantarolar
Em seu pomar