•AbRiL iNdÍgEnA•
além do olho puxado
cabelo escorregado
da vista
que você fura,
aqui
é mais um pardo
Do fundão do mangue
rua de paralepipedo
filho de migrante
os pé rachado
uso havaianas
ja me chamaram de demônio
eu sou o passado que nunca vingou
a cria envergada na lama
Ando e volto de lugares
fazendo o caminho dos antigos
nois é de kuiapataã
lugar de encontro das águas e de vários povos de Pindorama
subo e desço esse serrão
são muitos anos de colonização
não tem só indígena no telão
a gente tá em todos os lugares
na quebrada na society no sertão
comemorar y gritar
tudo aqui é lindo mas é chapado de epistemycio.
atlântica y interiorano
nois gira no sol, cês num aguenta nem olhar
firmeza y forte na intenção
só falar não cabe na minha ação.
§∆{{{{uns versos gritos aí}}}}π%
Tô pra compartilhar isso aqui já há um tempão. Tenho tentado destruir essa ideia do Pardo como somente sujeito negro, vem de um tempo, e faço isso junto de uns parentes e aliades.
Hoje ouvindo o episódio da Regina Casé no Mano a Mano me deu um estalo de falar aqui e lá vamos.
Raça é construção social. Assim como qualquer coisa nesse mundo. Fruto de racionalidade, academicismo, cotidiano e uma pá de ação que é pensamento e prática.
Pardo foi e é tudo aquilo que não se encaixa em binarismo PRETOxBRANCO ou NEGROxBRANCO. Portanto, se constitui como várias identidades resumidas a uma cor opaca. Confusa? Indefinida. QUALQUER COISA QUE NÃO SEJA ISSO OU AQUILO.
O primeiro relato que se tem da palavra pardo aparece no relato do colonizador Pero Vaz de Caminha ao nomear aquilo que sua mente não sabia.
Moreno? Acastanhado? MULATO? COR ENTRE CORES.
A comunidade negra se apropriou dessa identidade como fortalecimento coletivo mas essa noção apaga e CONTINUA apagando identidades indígenas, quilombolas, caiçaras, afroindígenas e várias ....
Então, família, antes de pagar rajadão dizendo que fulane não é prete, fulano é branco, fulana é isso, etc. ETC. acho que entender que existe VÁRIAS IDENTIDADES além de preto e branco, é de ótimo tom né? E que a própria identidade negra é feita de várias também.
Não vou fazer textão não porque nem paciência nós teremos de ler e escrever. Segundona todo mundo no jet.
É isso. Quem quiser trocar ideia, vamo que vamo.
Em AbYA YALA SEGUIMOS MAIS UM DIA....... ⏲️⏲️⏲️⏲️⏲️⏲️⏲️⏲️
10 anos do Prêmio SIM do @id_br no RJ
Composição SangreGuaráMang
pintura grafismos y colar eu mermo
blazer e manto colab com @tuire_____
adornos pataxó y fulni-ô
chinela de terra pq sym#
agradecer aos parentes que encontrei nessa noite y q fortalecem o corre
um salve pra parenta @mayavytal q fez a articulação dos parentes y tava line de peso!!!
e pra q finge q não me conhece, me trata mal ou vira a cara quando eu passo ou falo: se prepara porque vai ter que lidar comigo trans indígena favelado enfrentando vcs sim!
🏹⚔️🍃✨
FICHA TÉCNICA ▪️
Fotografia e Direção de Luz - Maroka
Direção de Arte - Processo colaborativo
Modelo - @transe.unte
Produção - JùpïRã Transeunte
Assistência de produção - Tuíre Camburi
Designer - Lucas Silva e João Pedro
Idealização - JùpïRã Transeunte e Nicca Oliveira
Realizado por meio do edital PNAB Nº 04/2024 de Seleção de Projetos Culturais de Cubatão/SP.
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Fotografia e Direção de Luz - Maroka
Direção de Arte - Processo colaborativo
Modelo - @transe.unte
Produção - JùpïRã Transeunte
Assistência de produção - Tuíre Camburi
Designer - Lucas Silva e João Pedro
Idealização - JùpïRã Transeunte e Nicca Oliveira
Realizado por meio do edital PNAB Nº 04/2024 de Seleção de Projetos Culturais de Cubatão/SP.
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Fotografia e Direção de Luz - Maroka
Direção de Arte - Processo colaborativo
Modelo - @transe.unte
Produção - JùpïRã Transeunte
Assistência de produção - Tuíre Camburi
Designer - Lucas Silva e João Pedro
Idealização - JùpïRã Transeunte e Nicca Oliveira
Realizado por meio do edital PNAB Nº 04/2024 de Seleção de Projetos Culturais de Cubatão/SP.
@nois.ancestral
FICHA TÉCNICA ▪️
Fotografia e Direção de Luz - MaroKa
Direção de Arte - Processo coletivo
Modelo - @transe.unte
Produção - JùpïRã Transeunte
Assistência de produção - Tuíre Camburi
Designer - Lucas Silva e João Pedro
Idealização - JùpïRã Transeunte e Nicca Oliveira
Realizado por meio do edital PNAB Nº 04/2024 de Seleção de Projetos Culturais de Cubatão/SP.
19 de abril, não é dia pra comemoração.
É mais um dia de luta, de memória, de afirmação e de continuidade!!!
Registros de Diásporas Indygenas, uma performance itinerante que nasce das nossas vivências na cidade, das memórias que nossos corpos carregam e das retomadas que acontecem todos os dias. A gente traz pra cena histórias que tentaram silenciar, mas que nunca deixaram de existir.
Porque antes do Brasil, já existia Pindorama!!
E nós continuamos aqui, em diversos contextos, a violência que nos atravessa não é de hoje, ela muda de cenário, mas repete a mesma lógica.
Nas aldeias ou nas favelas.
São os nossos corpos sendo alvo.
Nossa luta é por território. É pelo direito de existir com dignidade nas nossas terras.
Enquanto existir uma gota de sangue dos nossos povos correndo em alguma veia, vai existir resistência!!
DEMARCAÇÃO JÁ E PELO FIM DA POLÍCIA MILITAR!
Fotos @dgr.013
Performers e Produção Coletiva: @transe.unte@kaysakarol@maiaraastarte@vickatupi
Assistente de Produção: @nevilyalves
Qual a ancestralidade que nos movimenta? Quem eu carrego comigo quando olho no espelho? Quantas feridas coloniais precisamos curar pra ser quem somos?
Presente, passado e futuro. Somos, seremos e já fomos.
Imaginar fotografias pelo corpo nesse território que é Cubatão.
captado e editado por @marocccas