JALIYA — A Storytelling of Jali Kunda é o meu primeiro documentário curta-metragem.
Hoje partilho aqui um pequeno trailer — não como fim, mas como sinal.
Sinal de uma viagem que começou há um ano, na Gâmbia.
Sinal de algo que ainda está a crescer, a ganhar forma, dentro e fora de mim.
Será exibido apenas hoje, numa versão ainda por acrescentar. Este trabalho seguirá outro caminho nos próximos tempos e tomará novos contornos, antes de chegar ao mundo virtual — esse mundo que, por agora, é o que menos importa.
Conheci o Ebrima através da minha mana, uma pessoa muito especial para nós dois.
Tocava a kora, esse instrumento estranho que eu nunca tinha visto.
Falou-me do povo dele — os Jali.
Gente que vive da palavra, da música, da memória.
Gente que atravessa o tempo a contar histórias.
Acreditava que ia só contar uma história.
Mas acabei por ser atravessado por ela.
O filme aconteceu em mim, antes de acontecer na câmara.
Batizaram-me de Lamin, logo no primeiro dia que cheguei (significa primeiro filho, teimoso…).
E esse nome refletiu uma verdade em mim: a de que, mesmo quando tudo parece difícil, o coração no lugar certo não se deixa abalar.
Dar, quando é de verdade, abre caminhos.
Não acontece de repente.
A sorte, como tudo o que é bom, leva tempo.
Com o documentário Jaliya – A Storytelling of Jali Kunda, direciono o meu olhar para a tradição griot da Gâmbia, explorando a interseção entre música, memória e identidade.
Mais do que um filme sobre música, Jaliya é um tributo ao poder da narrativa, captando a essência de uma cultura que resiste ao tempo.
Para mim, cada projeto é uma viagem — não apenas para os lugares que visito, mas também para dentro das histórias que encontro e das lições que me transformam.
Jaliya é um reflexo dessa busca contínua por compreender, partilhar e, acima de tudo, aprender.
Hoje, o que vos deixo não é o fim de nada.
É só o princípio.
Agradecimentos:
Biblioteca
@bpar.lsr 🙏🏻
Rui Caria
João Melo
Roger Oliveira🙏🏻
João Melo
Carolina Valadao
Tania Monteiro
Filipa Coutinho
Ebrima Mbye…Kanuŋo le tiŋ kafuŋo
obrigado e até já!
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