eu acho que o teatro gosta de mim. tenho essa leve impressão. ou talvez seja só uma questão de sorte. porque, em todos esses anos em que ele me chamou - e que eu disse, e sempre vou dizer, sim com muitos pontos de exclamação - eu tive foi muita sorte. talvez seja porque eu levo como a coisa mais séria do mundo e, ao mesmo tempo, como a mais leve. talvez seja porque, com ele, eu tenho também aquilo que mais aprecio fora dele: trabalhar, conhecer e reencontrar quem eu admiro, a repetição, a deliciosa segurança do previsível e a aterrorizante adrenalina do imprevisível, o jogo, A TROCA EM CAIXA ALTA, ouvir ouvir ouvir, a repetição, observar observar observar, as descobertas, o tempo………………… e o silêncio………………… experimentar, ter sempre intenção!, fazer do igual diferente, a disciplina, o rigor, a repetição, a diversão, redescobrir motivações, o treino, manter vivo o corpo e o olhar, manter vivo o fogo o perigo e o frio, a repetição, contar uma história, estar a serviço de uma história, ser abocanhado por uma história, ação e reação e ação e reação, se colocar no lugar do outro, a repetição, e muito - veja bem, muito! - coração.
ou talvez seja só sorte mesmo.
Entramos nas nossas últimas semanas!
A Médica, no auditório do Masp
sextas e sábados às 20h
domingos às 18h
@circulodeatores @smartecultura