Nos últimos 30 dias, atravessei uma sequência de intensos. Dos -12°C aos 30°C, atravessando lugares, fases e aprendizados.
Foi a primeira vez, em quase 3 anos, que tive 12 dias “só meus”. Sem interrupções noturnas. Com corridas de 5k contínuas, inclusive nas manhãs congelantes.
Reconheço meu esforço, dedicação e privilégio. Um pequeno luxo depois da chegada da Elisa.
2025 foi um ano muito dedicado aos estudos. Concluí meu MBA com nota 10/10 e mergulhei em uma experiência de educação executiva na Ohio University.
Foi em uma aula de Business Communication que ouvi uma expressão que ficou comigo: "Keep the radar on" (Mantenha o radar ligado). E quanto mais pensei sobre isso, mais percebi como essa ideia conversa com muitas coisas da minha vida.
Manter o radar ligado é perceber sinais, mas também coisas muito concretas: expressões novas no idioma, ideias que surgem em conversas, benchmarkings inesperados, conexões entre mundos diferentes.
É ir acumulando repertório.
Sempre gostei da ideia de que, no fundo, tudo é recombinação. Nada nasce totalmente do zero.
Observamos, absorvemos, experimentamos — até que aquilo passa a viver dentro da gente.
E então conseguimos criar algo ainda maior.
Depois de Ohio encontrei Elisa e Rodrigo em Miami.
Seguimos para São Francisco. Elisa ficou com meus pais, minha irmã e primas, cercada de amor. Eu e o Ro fomos para Sedona. Depois voltamos a nos encontrar e fechamos o ciclo novamente em Miami.
Uma jornada intensa, cheia de paisagens externas e internas também.
Volto desse ciclo com um sentimento profundo de realização e com um novo desafio profissional pela frente.
Nada disso seria possível sem minha rede de afeto:
meus pais, meus sogros, meus cunhados, minha irmã, minhas sobrinhas e o Ro. Nessas duas semanas ele assumiu integralmente o papel de cuidador da Elisa, com tudo o que essa posição exige (e também recompensa).
Porque no fim das contas, as grandes jornadas acontecem "within". Mas, definitivamente, nenhuma precisa ser vivida sozinha.
Construindo memórias com eles, enquanto as dela se conectam com as minhas.
Entre o cheiro de campo e o barulho dos passarinhos, a Elisa vai construindo as memórias dela.
E eu reencontro as minhas, ali, no mesmo nome do pônei que um dia ganhei do meu avô: obrigada, Pirulito 🐴💛
What a wonderful (and magic) world!
Antes da viagem, eu ouvia (e até pensava): será que não é cedo demais levar uma criança de 2 anos pra Disney? Ainda mais sem ela conhecer tanto esse universo de personagens, que nunca foi algo que incentivamos em casa.
Mas a viagem mostrou outra coisa. O encantamento da Elisa não veio dos personagens. Veio do friozinho da montanha-russa, do olhar curioso para cada detalhe, das luzes, dos sons, das texturas. Teve até a cena inesquecível da areia fake, que ela tentou segurar umas cinco vezes sem entender por que não vinha na mão dela.
No fim, não foi sobre cedo demais ou não, nem sobre quantos personagens ela conhecia. Foi sobre descobertas, sobre o olhar dela diante do novo, e sobre a gente criar memórias de família que vão ficar pra sempre no coração — minhas, dela, das meninas e do Rodrigo, que tornou esse momento possível da melhor forma.
🎢✨ Universal, Disney, montanha‑russa, perna cansada, coração cheio. Família em versão parque temático: barulho, fila, riso, abraço.
E, no meio disso tudo, um show de fogos no EPCOT celebrando os 4.0 — com trilha da Disney, luzes no céu e uma mensagem linda sobre a união da humanidade.
All my loving, in every loop.
Porque não é só sobre os parques. É sobre quem segura sua mão enquanto a magia acontece. 💛
A fazenda é um lugar onde cada canto guarda uma memória. Cada espaço carrega uma história.
Cenas, cheiros, sabores, sentidos e nostalgia… tudo tão vivo que descrevo, em mínimos detalhes, como se fosse ontem.
De um tempo que já passou, mas que permanece presente. De pessoas que já não estão mais aqui — pelo menos fisicamente — mas que seguem sempre por lá.
❤️🐎
No fim de semana teve Nature Collage (mas sem colar, fazendo furinhos) com a Elisa 🌸
Nessas férias eu não consegui desligar do trabalho como gostaria. Confesso que isso me pesou… a sensação de estar sempre dividida.
Mas, entre um compromisso e outro, o jardineiro estava podando as árvores do condomínio, a Elisa quis se aproximar e lembrei dessa inspiração que tinha guardado. Ali nasceu nosso arranjo. Simples, cheio de vida e com aquele toque de afeto que só esses momentos trazem.
Na antroposofia, o contato com a natureza e a proximidade com o belo são fundamentais nessa fase da infância. 🦋
E foi nesse instante, entre desenhos, furinhos, risadas e pétalas, que percebi: mesmo sem parar totalmente, conseguimos criar um tempo que valeu por muitos.
Um simples rolê no parque virou uma pausa verdadeira, daquelas que viram memória e decoram a casa. 🌿
#naturecollage
Ontem foi dia dela.
Presença que acolhe, amor que ensina, parceria que sustenta.
A melhor mãe que eu poderia ter sonhado — e a avó mais incrível que a Elisa poderia ter.
Somos três.
Três gerações conectadas por algo que vai além do tempo: a força da nossa ancestralidade feminina. Que pulsa em cada gesto de cuidado, em cada palavra doce, a cada sol que vemos nascer, em cada fechar de olhos, em cada colo que embala e ensina a viver.
Obrigada, mãe, por tudo que veio antes —
e por tudo que segue vindo com você por perto.
Te amamos. 💛
Hoje, no meio do almoço, o garçom veio com a lista de sucos: laranja, abacaxi, melancia… E aí, com um certo brilho nos olhos, ele solta:
"temos tangerina."
Falou com orgulho.
Como quem já sabe a resposta.
E era mesmo. Pedi sem pensar duas vezes.
Enquanto eu bebia, percebi: todas as mesas estavam com ele. O suco de tangerina, ali, brilhando em cima de cada mesa. Bonito, alaranjado, cheio de presença.
E aí me caiu uma ficha:
A tangerina não tá sempre.
Ela não tenta estar.
Ela vem quando é pra vir. No tempo certo. E só.
Não faz alarde. Não compete.
Mas quando chega, conquista geral.
E eu fiquei pensando o quanto isso é potente.
A gente vive tentando ser o ano inteiro. Dar conta. Dar fruto. Mesmo quando tá frio, quando o corpo pede pausa.
A tangerina me lembrou que tem coisa que não precisa estar sempre. Precisa é chegar com verdade. No tempo certo.
🍊 Que a gente aprenda com ela:
a respeitar nossos ciclos.
a ter mais presença do que constância.
a confiar na força da pausa.
E que entre uma pausa e outra, que nunca falte tangerina (no inverno).