assim como acredito que se leva uma vida inteira para escrever um poema, levei anos para encontrar o meu caminho.
guache na vida.
autodidata das coisas que crio.
fotógrafa e artista.
minhas fotos e artes são como jardins de fora que só se atravessam depois de plantar jardim por dentro.
elas acontecem em mim.
na forma como sinto o mundo e me expresso, na minha memória e identidade.
agora, com a curadoria da @vivace.company , meu trabalho encontra espaço para não só existir, mas também habitar.
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just as I believe it takes a lifetime to write a poem, it took me years to find my path.
gouache in life.
self-taught in the things I create.
photographer and artist.
my photographs and artworks are like outer gardens that can only be walked through after planting a garden within.
they happen within me.
in the way I feel the world and express it, in my memory and identity.
now, with curatorial guidance from @vivace.company , my work finds space not only to exist, but also to inhabit.
procissão do senhor morto.
mais de 800 anos de história.
naquela época, muitas pessoas não sabiam ler, então as procissões, imagens e encenações eram uma forma de contar o evangelho com o corpo e com a cidade.
em cidades mineiras têm esse ar tão forte, quase cinematográfico e profundamente espiritual por conta do período barroco.
uma tradição que atravessa gerações inteiras.
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#photostreetsp #coletivoruabrasil #monocromático #canonbr #blackandwhite2026fstop
puccini sabia exatamente como fazer a música doer.
no vídeo, toca o coro do final do ato 2 da minha ópera favorita, madama butterfly.
curioso pensar que essa obra nasceu sob vaias antes de atravessar o tempo como uma das óperas mais importantes da história.
acho que há algo de quase poético nisso: uma obra sobre espera, dor e permanência também precisou atravessar a sua própria queda antes de ser reconhecida.
me conecto muito com puccini, ele é o meu compositor favorito de ópera.
há algo no seu estilo que sempre me atravessa, essa tensão entre beleza e tragédia, entre silêncio e explosão.
pensando na minha fotografia, percebo o quanto isso também aparece entre luz e sombra, presença e ausência.
estou participando dos encontros de criação de ecologias poéticas no @ateliecasacampinas , com @claudinhatavares , e um dos exercícios desses dias foi justamente pensar nas nossas referências.
puccini, com certeza, é uma delas.
tenho percebido o quanto me reconhecer como artista também tem adicionado uma camada a mais ao meu trabalho, ao meu olhar e à minha forma de criar.
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foto de capa autoral: feita em itamonte, minas gerais, em um tempo em que eu ainda não me reconhecia como fotógrafa.
última publicação do ano, e eu escolhi com intenção: alguns retratos de rua do meu projeto contínuo, pessoal e político, tornar-se visível.
um trabalho que nasce do desejo de documentar manifestações lgbtqia+ pelo mundo, como memória, resistência e presença.
começou em campinas, em 2023, e ganhou outros territórios em 2024, quando tive a oportunidade de atuar como fotógrafa de “prensa” na marcha del orgullo de buenos aires.
no projeto, corpos dissidentes não são margem. são centro. tudo visto a partir do meu lugar no mundo: uma mulher lésbica, autista, fotógrafa.
é um trabalho íntimo, atravessado por pertencimento, mas também por intenção: ocupar espaço, criar arquivo, afirmar existência.
como último ato do ano, o projeto também foi inscrito no pride photo 2026, festival internacional de fotografia.
em 2025, ele já abriu portas, circulou por espaços importantes e me levou mais longe do que eu imaginava.
que ele siga crescendo e ocupando! 🏳️🌈
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#fisheyecommunity #canonbr #canonbrasil
#photostreetsp #retratoslatam
minha fotografia é mais voltada ao preto e branco, mas gosto de explorar a cor como parte do meu processo.
na fotografia de rua, nada é ensaiado. as cenas acontecem enquanto você anda e as decisões precisam ser rápidas: luz, sombra, enquadramento, relação entre os elementos.
quando trabalho com cor, não penso nela como simples registro. é como se, naquele momento, eu estivesse menos fazendo uma fotografia e mais montando uma pintura, organizando o quadro com o que a cidade oferece.
esse modo de pensar a imagem se aproxima de uma tradição da fotografia em cor que trata a cidade como espaço pictórico, onde cor, luz e sombra estruturam a cena.
algo presente no trabalho de fotógrafas como helen levitt,
que já explorava a rua como um campo visual ativo, e também em luigi ghirri, na forma como a cor organiza o olhar e a arquitetura.
me inspirei na série @_coresdesaopaulo , do fotógrafo @_rafarojas , com quem tive trocas importantes,
mesmo sem ainda termos nos encontrado pessoalmente.
este seu projeto propõe uma nova leitura de são paulo,
buscando nas cores da arquitetura outras possibilidades para uma cidade normalmente lida pelo cinza.
gosto muito dessa série, @_rafarojas ! 😌
a ideia foi fazer o mesmo ao retratar o centro de campinas, em um exercício de atenção e escolha. um jeito de pensar a fotografia para além do hábito e de testar, na prática,
outros caminhos possíveis dentro da rua.
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#coletivoruabrasil #canonbr #canonbrasil
#photostreetsp #pvmondaymemories
nesta série, meu foco foi registrar o fluxo do centro de campinas por meio de um olhar atento ao ritmo, à composição e à presença.
observei a forma como as pessoas ocupam o espaço urbano e como luzes, sombras e linhas arquitetônicas definem a narrativa visual.
a pesquisa se aproxima dos fundamentos da fotografia de rua de cartier-bresson, sobretudo na relação entre movimento, timing e construção do quadro.
me interessa pensar a rua como campo de observação contínua, onde a fotografia atua tanto como registro quanto como análise.
🚶🏻@festivalherculeflorence
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carlos e eduardo.
carlos vive há 25 anos nos arredores da praça onze de agosto, em campinas. eduardo é pai da ester, da beatriz e da giovana. o nome desta última ele ainda vai tatuar.
disse que está aprendendo a tocar violão. carlos comentou que isso ajuda a espantar a neurose. eduardo contou que carlos é seu pai, desses que a vida deu.
ele me mostrou o livro que ganhou de uma amiga e pediu que eu o fotografasse. disse que gosta de ler, que acredita em Deus, e afirmou: “graças a Deus, não falta nada.”
as fotos foram feitas durante a caminhada fotográfica do @festivalherculeflorence , em que andamos da estação cultura ao centro de convivência.
a rua era o campo, o percurso e o tema. perfeito para minha fotografia que se faz nela, com escuta, observação e troca.
existe uma relação entre a antropologia e a fotografia de rua.
o instante é etnográfico. o encontro entre o que se vê e o que se sente. a pessoa fotógrafa, como pesquisadora, percorre territórios humanos. a cidade é campo e corpo.
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participei da oficina desdobrar imagens, habitar espaços, com a @claudinhatavares e foi um daqueles encontros que mexem no eixo.
agora que mergulhei de vez na fotografia, poder ocupar espaços de ateliê tem me aberto horizontes novos, me feito pensar e sentir de outro jeito.
foi potente trocar com outras artistas, ver o olhar delas sobre o meu trabalho, reconhecer caminhos, e me reconhecer também.
saí de lá com a cabeça acesa e o coração cheio.
obrigada, @estefaniagavina , pela recepção, e por fazer essas experiências acontecerem no interior.
estive presente na segunda marcha trans de campinas. assim como estive na primeira. documentando a comunidade trans local que resiste e se impõe.
simbólico que a marcha, em sua segunda edição, tenha acontecido no mesmo dia em que o país protestava contra a anistia e os atos de bandidagem.
mais uma vez, a comunidade trans estava nas ruas, de punhos erguidos, tomando a linha de frente.
através da minha expressão fotográfica documental de rua, com respeito e reverência, registrei esse momento.
este vídeo foi feito com o celular. as fotos ainda serão trabalhadas e disponibilizadas em breve.
um recorte do centro, onde o cotidiano vira cena.
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