Uma das coisas que mais gosto de fazer quando estou em um lugar diferente é explorar os pontos culturais e, me deparar com exposições desconhecidas. Isso abre a possibilidade de conhecer novos artistas e ter boas surpresas.
Nesse dia, no Rio de Janeiro, no MAM, logo no primeiro andar, encontrei uma exposição de Verger.
Além de Verger, fotografias de Ludovic Carème e a incrível história de Agnaldo Manuel dos Santos, até então desconhecida por mim, também estavam em exibição.
Outra boa surpresa é que as exposições sempre se conectam com algum aspecto da minha vida ou pela necessidade em me aprofundar.
Naquele instante, entre tantos temas, aprofundei-me em pontos importantes sobre invisibilidade, expressão e diversidade. “Os retratos de Verger não só revelam a diversidade cultural do nosso mundo, mas também funcionam como um espelho dos desejos de Verger: experimentar ser o outro.”
Essas informações me conectaram ainda mais com o Rio, que foi outra boa surpresa, com as pessoas e com as diferentes formas de sermos únicos, embora, no fundo, sejamos iguais ou, pelo menos, devêssemos ser.
Costumo escrever legendas quilométricas todos os dias, com entonações, formas de falar e até gírias que personificam outras pessoas. O mais incrível é que consigo escrever sobre qualquer assunto.
Isso representa apenas uma parte do desenvolvimento de uma estratégia e é um ponto de contato essencial em qualquer posicionamento.
Agora, para mim, demoro horas para finalizar legendas que, no final, irão consistir em apenas dois emojis. Gostar de muitas coisas tem suas desvantagens e às vezes, o que menos queremos é nos posicionar no mundo.
E continuamos a postar em horários “desengajados”.
Criei metas bem audaciosas para 2024, mas nada que não tenha revisitado e postergado de outros anos.
Então, o que muda? Acredito que cheguei até aqui por privilégios e talentos nos quais me debrucei por um tempo.
Claro, com alguns méritos e incômodas dificuldades distribuídas pelo caminho, porém entendi que audácia é algo que preciso desenvolver e, com isso, alguns vícios precisam ser abandonados.
Afinal, para alcançar novos lugares, maiores e melhores, é preciso deixar de fazer mais do mesmo e... ainda bem.
Expressar minha escrita, imaginação, comunicação, meus desejos criativos são alguns dos caminhos para me desenvolver nesse processo e assim, quebrar meus próprios padrões.
Como diz Tulipa Ruiz: ‘amanhã o dia vai ser diferente de outro dia’ e apesar dos pesares espero compartilhá-lo criativamente por aqui.
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