I almost stopped carrying a camera with me.
I was tired of the pressure to produce “content” for social media, and the feeling that my favorite shots never matched what people wanted to see.
This trip to Istanbul was about breaking that cycle. No heavy gear, no “perfect” settings, just a tiny Sony and a lot of wandering. I chose composition over quality and feeling over pixels.
It was so refreshing that I didn’t even realize I was shooting in JPEG the whole time. It turns out, the “mistake” was exactly what I needed to find fun again.
📸: @sony.portugal rx100ii
🖌️: @lightroom mobile (own preset)
People from Chinatown, NYC.
These photos wouldn’t exist if it were up to the me of a few years ago. Why? Because I would die of shyness the second someone looked directly at me while I was pointing a camera at them.
Nowadays, I’m not so afraid anymore. I point, shoot, and move on.
I’ve also become more open to talking to people I don’t know on the streets. This only started after traveling so much and realizing that I could understand places better just by talking to the people who live there.
Many times, I still have to force myself to be open, even though I’m not an extrovert and I feel super awkward most of the time.
But I keep pushing. Every time.
And that’s how I went from “I can’t photograph people unless I’m far away” to shooting people right in the eyes.
And I’m still trying to improve.
#chinatownnyc #nyc #streetphotography
Viajar pode ser uma porta aberta a novos mundos, um convite a conhecer o outro lado da história que ouvimos, mas que não vemos. Mas, tal como pior cego é aquele que não quer ver, viajar de olhos fechados é possivelmente uma das epidemias dos nossos tempos.
Uma porta escancarada no nariz. Apanha-se um avião, e nada se aprende.
Tenho visto muita gente a viajar para o Sri Lanka, e ainda bem (não é o ponto!!), porém não posso negar a comichão que me dá ver partilhas de portugueses, lá fora, a personificar os vestígios de Portugal como um sinal da grandiosidade do nosso país.
Os sinais existem, isso é certo. Estivemos lá, sim senhora. Mas, se tanto, é um sinal do mais podre que existe em nós.
Portugueses, holandeses e britânicos colonizaram este país (antigo Reino de Ceilão) para roubar um pouco do que já era de quem lá vivia. Se tanto, é um sinal da nossa ganância.
Na viagem que fiz abordei o tema com alguns locais, e numa loja de lembranças disseram-me “fazemos preço especial a quem é destes 3 países”. Querem adivinhar se ficou mais caro ou mais barato? Deixo em aberto, mas acrescento que historiadores locais descrevem o período da colonização portuguesa como violento, e focado na conversão religiosa forçada, enquanto destruíram símbolos Hindus e Budistas.
Portanto (Tininha e tantos outros), a constatação da grandiosidade de um país como o nosso, numa ilha como a do Sri Lanka, é apenas sinal da ignorância de quem ainda escolhe acreditar que os descobrimentos foram tempos heróicos.
Éramos sim “ousados, atrevidos e ambiciosos”, mas sem meios a medir para os fins.
O Sri Lanka tem sinais de muita gente que se quis apropriar dele. Finalmente, desde 1948, são independentes. Portanto, convido-vos a viajar para o Sri Lanka e a perguntarem mais sobre o que o nosso país fez por lá. Talvez vos surpreenda a realidade atroz que os livros dos descobrimentos não querem pintar.
// files from a tour with @_golden_lanka_adventures_ 🙌 //
A minha visita ao sri lanka foi muito mais curta do que era para ser. Na verdade, nada do que estava programado aconteceu, e tudo o que aconteceu não estava nos planos.
24h antes de apanhar o primeiro voo que me levaria a Colombo, sou inundada com notícias sobre um ciclone a passar pela ilha. Naquele momento subestimei a gravidade do tema, até que as horas foram passando, o ciclone já tinha nome - Ditwah -, e as consequências só cresciam.
Mas, por alguma razão, nunca me passou pela cabeça não apanhar o voo. E, já no Sri Lanka, o mesmo ciclone foi-me descrito por alguns locais como “pior que o tsunami de 2004”.
Assim que chego, sou logo confrontada com essa realidade. No táxi que nos leva do aeroporto ao primeiro alojamento em Negombo, troco dois dedos de conversa com o motorista que confidencia que “há dois dias que não vai a casa ver a sua família, porque todas as estradas para Kandy estão cortadas”.
Apesar de ser de noite e dos meus olhos não serem capazes visualizar os danos, a poucos km de onde me encontrava passava-se de tudo: deslizamentos de terra, inundações, pontes caídas, linhas de comboio suspensas e muitas perdas - demasiadas.
Durante o tempo que estive na ilha, até mesmo de dia, vi muito pouco dos impactos do ciclone. Em contraste, o povo do Sri Lanka vivia mais uma batalha de resiliência. Como formigas juntaram-se e trabalharam para voltar a colocar tudo em pé, porque nesta ilha é esse espirito de comunidade que os faz prosperar.
Não só hoje, mas em toda a sua história.
“Obrigada por terem vindo na mesma” disseram alguns locais com que me cruzei logo à chegada. Mas agradecida venho eu deste país, onde recordo com saudade todas as pessoas que se cruzaram no meu caminho. Carregam tanto de simpatia como de marcas de uma história pesada (onde também nós portugueses fomos parte).
Infelizmente, não houve nenhuma notícia que me alertasse para o tornado que ia avassalar a minha vida, e fazer-me voltar a casa mais cedo.
Uma parte de mim ainda está naquela ilha, a evitar voltar a casa.
A outra, está na mala de viagem que levei e que ainda não desfiz.
Resumindo: terei de voltar, em breve.
#srilanka #35mmstreetphotography
A sunrise by the Fish River Canyon breaked down:
1 - How it ended (loved the play of light and shadows here). 2 & 3 - Same as 1, just wider and horizontal. 4 - How it really started: no sun, flat views. not the best for photos, but still incredible in its own quiet way. 5 - A little sun creeping in, turning the rocks deep red. 6 - Our truck heading off as we started a short hike along the canyon. Best part: breakfast waiting at the end. Nothing quite like coffee with a view like that. 7 & 8 - The views, the textures, the endless layers. Still can’t get over it. 9 & 10 - Truck and coffee, right before showing you more rocks. 😌 11 & 12 - The views. The damn views.
#namibia #namibiatravel #fishrivercanyon #travelphotography
A Janine recebeu-nos desconfiada, mas ao fim de duas horas a aturar-nos numa prova de vinhos, foi ganhando à vontade, até finalmente sorrir quando perguntei se lhe podia tirar uma fotografia.
Neste sítio só aceitam cartão como pagamento, quando lhe perguntei “porquê” explicou que ali só trabalham mulheres, e sendo um local de muita passagem, é também bastante isolado, e esta foi a forma que encontraram de se sentirem mais seguras.
No fundo, não só me explicou porque só aceitam cartão, mas também porque demorou tanto tempo a sentir-se à vontade connosco. No fim, o sorriso falou mais alto.
(Texto tirado do meu Diário de Viagem, escrito a 16 setembro 2025, em viagem da Cidade do Cabo à Namibia 🇿🇦🇳🇦)
“Ir na mesma, com ou sem companhia”, foi o que escrevi a 31 dezembro 2023, num pedaço de papel de mesa de um café em Montemor-o-Novo, na pressa de entrar num novo ano com objetivos definidos.
Em 2024, 9 meses depois, mais especificamente a 15 setembro escrevi:
“Vim sozinha e não vim.
Trago a mochila grande da Beatriz, e a pequena da Rita.
O casaco impermeável da Joana. E a almofada de viagem também.
Os meus check-ins foram todos feitos pela Tatiana. E ainda me fez todo o roteiro desde a chegada do aeroporto até às portas de embarque, porque a ansiedade decidiu convencer-me que vou perder este avião, se não me derem instruções claras de como lá chegar.
O Ricardo procurou-me power banks na Amazon, mas eu irresponsável não mandei vir. A Carolina lá me arranjou uma que chegava em 24h.
A Peixe e a Rita, mesmo num casamento, ligaram-me quando estava sozinha no aeroporto.
O meu Pai riu-se de mim quando em chamada lhe disse que “esperava que me desse algo para dar uso ao dinheiro todo que deixei na farmácia” - o nervosismo apura-me o humor à pai.
O João ligou-me nos seus 3 minutos de pausa de trabalho. E está à espera que o avise assim que aterrar. Acho que está com mais medo que eu.
A Inês mandou-me mensagem 2 minutos antes de levantar voo, e até nisso o destino foi acertado.
A minha irmã Sol disse que me admirava, quando mal ela sabe que eu é que a admiro.
Até a senhora que me pediu para lhe guardar as malas no aeroporto, vem comigo. Especificamente os rebuçados de mentol que me deu para os nervos - já deram jeito na descolagem.
Cheguei sozinha ao aeroporto.
Mas não vou passar a viagem sozinha.
Já agora, dizer que também trago o medo da aterragem e das alturas. Trago o síndrome do impostor, e o medo de não me integrar na viagem. Mas também trago o medo de gostar demasiado disto tudo, e não querer voltar à vida corriqueira.
Agora toca a enfiar o medo no meio da bagagem, e levantar voo.
Até já África do Sul 🇿🇦 🤍”
E, assim - agarrada ao bloco de notas do telemóvel -, dei o pontapé de partida para a aventura que iria ter durante os próximos 14 dias, desde a Cidade do Cabo à Namíbia com pessoas que foram de ‘des’ a ‘conhecidas’ em poucas horas.
“Israel interceta ilegalmente Flotilha Handala” para se juntar a mais uma missão que não chega ao seu destino, mas que dá mais umas milhas ao coração. O destino pode ter ficado além vista, mas foram milhas suficientes para mostrar ao mundo que mais mil virão.
Um dia, cada barco navegado terá valido a pena.
Palestina Livre 🇵🇸
< registos Protesto “Fim ao Genocídio, fim à ocupação ilegal da Palestina. Libertem os activistas da flotilha (Madleen), quebrem o cerco a Gaza”, 9 Junho 2025, Lisboa >
📷: Sony RX100II
Estas são algumas das minhas fotografias favoritas de quando visitei a Mesquita de Çamlica em Istambul (sendo a primeira uma das minhas favoritas de sempre).
Os detalhes, a atmosfera e a arquitetura, combinadas com a tradição e a beleza por trás, são realmente de tirar o fôlego.
📍Çamlica Mosque, Istambul
📷: Sony Rx100 II
Viajar tem sido uma descoberta. Temo que quando apanhei um avião pela primeira vez e pisei noutro país, não senti o privilégio que os meus pés tinham em conhecer outros pisos. Nem o privilégio dos meus sentidos de conhecerem outros paladares e olfatos.
Viajar tem-me ajudado a ver diferente, por fora e por dentro. Aprender as diferenças tem-me ensinado a tolerância e treinado a empatia. Ver e viver de perto as diferenças tem-me ajudado a lembrar que somos todos muito pouco diferentes, mas (in)felizmente - serve para o bom e para o mau - não temos todos o mesmo contexto.
Istambul não estava nos planos, nem foi uma viagem com um planeamento intensivo. E talvez tenha sido o melhor.
Istambul vive-se mesmo é nas ruas, na comida, nos gatos, e nas mesquitas.
Vive-se deambulando e observando. E isto serve para Istambul e para o mundo todo.
📷 Sony rx100 II
#istambul #turkey