BARU
Aqui, as matérias se encontram pelo contato.
Algodão cru, palha de tucum e cabaça constroem superfícies onde o gesto permanece; grafismos indígenas inscrevem memória naquilo que guarda e alimenta. No chão de feira, entre água salgada, circulação e corpo, macramê, crochê, contas de madeira e búzios se aproximam sem se fundir, preservando ritmo, peso e textura. Baru atravessa esse campo como nome e presença: castanha do Cerrado, de origem tupi-guarani (alimento que alegra) deslocada para este território como linguagem viva. Xangô Baru se faz presente como qualidade da divindade iorubá da justiça, reorganizada no Brasil pela diáspora: força impetuosa, que não se anuncia, sustenta. Forjada no fogo que move, alimenta e retroalimenta. O sentido nasce dessa fricção suave entre matérias, territórios e cosmologias, onde nada se sobrepõe, e tudo confluencia.
Ficha técnica:
Fotografia: @flossystalk@nellsinh0
Direção criativa: @natyaru_@nellsinh0@eduzeug@sscholzz
Styling: @eduzeug
Assistência de styling: @sscholzz
Acervo: @ca.u.ri
Produção: @natyaru_@nellsinh0
Assistência de produção: @julianaclino
Modelos: @teka.ferrer@the_bumblegee
Texto: @julianaclino
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