DES.ARQUIVAR: O arquivo como campo de experimentação para a construção de uma linguagem visual.
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DES.ARQUIVAR investiga o arquivo a partir do reencontro e da ativação de materiais guardados ao longo do tempo. Fotografias, objetos, papéis, documentos, registros digitais e analógicos, cartões, ingressos, etc (um mundo encontrado em gavetas) passam a ser compreendidos como arquivos pessoais e, sobretudo, como possibilidades criativas.
O que para muitos é acúmulo, banal ou cotidiano, pra mim é prática contínua de investigação artística. Olhar para o que costuma ser descartado é dar brilho e reconhecer que esses fragmentos são vestígios das nossas experiências e constituem a própria existência. O arquivo deixa de ser apenas armazenamento e passa a operar como campo de investigação, experimentação e construção de linguagem visual.
A partir da perspectiva de Walter Benjamin, a memória não é pensada como depósito estático, mas como território arqueológico. Lembrar é escavar: levantar camadas, revisitar sedimentações, reencontrar fragmentos que, ao emergirem, produzem novos sentidos no presente.
Esse projeto tem como primeiro ponto de chegada uma instalação, que se estrutura como um organismo em permanente construção. Cada peça produzida, ainda que fragmentada, integra um sistema maior. Assim como a memória, o tempo e a vida, DES.ARQUIVAR não se apresenta de forma linear ou fechada, mas como um campo contínuo de relações e transformações.
Que venha agora novos pontos de partida.
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muito obrigada
@robertaportas , por mais do que orientar, acreditar muitas vezes mais do que eu mesma, nesse projeto, desde o início até o final.
à banca linda composta por quem muito admiro:
@julietasobral e
@mateuvelasco .
@fabiaschnoor e
@hansen._hansen me ensinaram, auxiliaram e inspiraram demais em partes importantes desse processo.
❤️
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